Poesia que Falam de Paz

Cerca de 20899 poesia que Falam de Paz

O poeta é autor de suas próprias ciladas. As que tentam lhe aplicar, em geral, não cai. Já a capacidade de autossabotagem impressiona.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Se a gente não puder ser junto para a vida toda, nenhum minuto mais terá o valor de eternidade como sempre foi.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

A sensação de que não estamos acompanhando a velocidade das coisas é correspondente a de que não estamos saindo do mesmo lugar. Viver passou a se tornar uma armadilha à culpa, de que quanto mais se faz mais se tem a sensação de que não se cumprira tudo. Essa respiração ofegante de acordar com a sensação de débito é a ilustração perversa da correria ou o ante passo da ansiedade, é aí que mora a ilusão ou se encontra a porta de entrada de qualquer substância de fuga, super estimulação ou controle.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

A internet é igual ao Funk. Todo mundo tem medo, mas ninguém para de usar. Parece uma parada tipo "pulsão da morte" em Lacan - dor e prazer. Pronto é isso: Mr. Catra é a reencarnação de Freud.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Amigo a gente faz assim - pega na mão. Se não der para o alcançarmos com a mão, a gente pensa nele de coração e põe a mão no peito para ouvi-lo soluçando.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Implicar é uma forma de saudade sem querer ser discórdia. Implicar é uma forma única de se comprometer com a saudade.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Escrever é talvez a arte mais solitária de todas e, por isso, a que habita uma possibilidade incrível de escuta interna e reinvenção de mundos e de si. É escrever com você, contra você, através de você e a partir do outro, sem o outro saber que lhe faz companhia nessa travessia.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Política social como assistência. Democracia como privilégio. Cidadania como tutela. Burocracia como atraso. Complicado Brasil!

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Não gosto de mar manso. Não gosto de gente mansa. Gente mansa é mar traiçoeiro. Mar manso é mar morto.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Tenho insistido nesse ponto: a Escola e tantas demais instituições de ensino tem que estar mais atentas em relação a outras formas de talento - há talento para afetividade.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Quem interroga exclamação tem problema de interjeição. Quem exclama interrogação tem problema com perguntas. Agora: quem se compõe de atitudes vírgulas tem muitos problemas com ponto final. Fazer pequenas pausas não é ruim, aliás, pode ser prudente; mas "gente aspas" é muito reticente no meu ponto de vista.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Em princípio paradoxalmente, as pessoas (muitas das vezes) não se mostram quando estão na sua frente, elas se mostram para valer pelas suas costas (longe da presença do outro). Pela frente, elas apenas se exibem. Ou, como se costuma dizer por aí: elas "se amostram", ou seja, mostram uma pequena parte de si. Essa exibição inicial confunde a realidade ou totalidade do sujeito com sua performance de entrada, a introdução ou epígrafe de si. E é por isso que costumo citar que a primeira impressão não é a que fica, essa pode ser a segunda ou terceira. A primeira é a que chega. Uma amostragem grátis pode às vezes nos custar caríssimo.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Não é a palavra que perdeu a verdade. É talvez o orador que tenha se perdido da verdade ao proferi-la.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Quem nunca pensou em desistir do sonho? Mas, a vontade do sonho sempre foi maior que a vontade de desistir, não é verdade?

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Um dos termômetros do reconhecimento em saber "esse é meu amigo" está no fato de poder ficar em silêncio (ao lado dessa pessoa) sem se sentir constrangido por tal. Sem que precise falar absolutamente uma sequer palavra para justificar uma presença vazia.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Quando escrevemos nunca sabemos de que modo seremos lidos, e mora exatamente aí o risco da beleza de se perder pelo corpo da poesia.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

O terrorismo é um vírus. O desafio das dimensões que ele nos impõe à sua cura é tão enorme quanto a carência de filiação, a velocidade cibernética e o poder - queríamos ser mais para abraçar todas as partes do mundo que perdem suas vidas.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Ao revelar as fotografias, percebemos que as expressões impressas em cada imagem são fotos das palavras não ditas naquela hora, porém ouvidas por toda a vida.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

Que costumes são esses que se acostumam, que nos acostumam, com o frio, a tristeza e a fome que outro sente sem compaixão?

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO

A dialética da existência é saber viver entre o ser social concreto e a experiência líquida da solidão.

Inserida por PAULOEMILIOAZEVEDO