Poesias que falam de Olhos
Abro os olhos pra ver se enxergo algo em minha
Frente, mas não vejo nada, sou apenas uma simples
Alma no escuro, condenado a vagar por essa estrada
O frio me acompanha e a noite me serve de parada,
To perdido em um infinito que deve ser a minha casa
Ouço uma música sonolenta e sinto uma grande dor
Intermitente, enquanto um azul com faicas duroradas
Se rezumi em minha frente.
Alma sem muros
Eu era uma joaninha e gostava de voar.
Quando o olhei nos olhos dela tonteava sem parar.
Acordei no outro dia mas não conseguia voar.
Vooa vooa joaninha que não sabia o que era amar
Foi naquela tarde em frente ao mar, que nossos olhos se cruzaram pela primeira vez, o vento brincava com os seus cabelos me hipnotizando completamente diante de sua beleza.
Estava diante da mais bela praia, o mar azul e calmo desafiava existir paisagem mais bela, mas nada mais me interessava, aquele momento mágico era apenas você e eu.
Seu corpo perfeito, sua pele bronzeada, seu sorriso menina, sua boca molhada, seu perfume no ar, tudo que eu pensava era em te abraçar, beijar e para sempre te amar
Medo de perder você
Seu amor envolve o meu corpo, fecho os olhos, estremece o coração, quando sinto seu cheiro se espalhar em mim, nem sei como explicar como, teu corpo me afeta, te vejo sorrindo, meu sangue acelera, e quando seu olhar me paralisa, perco as palavras, e assisto você me invadir, eu suspiro e todo meu amor se abala, os olhos não piscam, eu perco a fala, quase fico louca e tenho medo só de pensar, entro em desespero só de pensar em TE PERDER!
Dez mil perguntas sem nenhuma explicação, quem sabe só você pode me dizer, mistérios e segredos me prendem a você, não me deixe, meu medo nunca vai acabar, você é minha realidade, minha cara-metade, meu coração bate por você, meu amor é seu, me dê a mão, segure forte e nunca me solte, posso me perder, isso não pode acontecer, tenho muito medo, medo de perder você!
GRITOS EM "ÉTUDES ET PRELUDES"
Teus olhos azuis sob pálpebras nebulosas
Escondem o clarão de vagos enganos.
O aroma violento e ardiloso destas rosas
Inebriam como vinho em que jazem venenos.
Na hora em que os vaga lumes dançam cegos.
Hora em que brilham aos olhos o desejo urgente
Tu me repete em vão as palavras de afago:
Eu te amo e te odeio - abominavelmente.
Purgatório
Embaraçam-me os olhos
Teus sorrisos tênues dispersos ao vento...
No prelúdio cinza que a tarde canta
Me encontro fusco, embaraçado nas cores
Que o bosque tece: o meu purgatório
O crepúsculo desce e junto dele
A velha maresia sentimental
Penetra os meus sentidos, minha carne,
Me invade por inteiro
Tecendo em mim as cores do inferno:
A vida que tu puseste-me
E que agora arredio pra esquecer
Pra voltar a existir outra vez
Nas cores vazias que eu chamo o mundo...
Os olhos são os espelhos da alma
A alma traz as marcas denunciando o que não viveu. Na denuncia entre loucuras, procuro relembrar o passado sem dor. Vou buscar na plenitude do acaso perdido os sonhos que não foram vividos Entre lágrimas e solidão procuro nas sombras das lembranças com olhos marejados de lágrimas entre promessa e recomeço. Os olhos perdidos na imensidão do tempo Vejo meu caminhar entre pegadas na estrada da vida Coloco o coração entre a palma e o sonhos E equilibro o recomeço, venho buscar mostrando sem medo do destino…
Olhos da vida
Vem a luz suprema e infinita buscar o mais puro e belo do amor maior No entardecer encontro-me sentada no trono de minha alma Deslumbro cada momento deixado em memória… Da dimensão do eu superior, equilibro o pensamento para a luz Vou em busca da flor e o cheiro deixado pelo amor Regozijo com suavidade a íris dos olhos da vida, reverencio cada canto a oferta ao sol em soberania e em forma de canção vem o céu a dançar formando em suas nuvens resplandecentes melodia na Vitória para dentro de mim. Vem a gaivota trazer a paz em união do cosmo na direção do caminho… Equilibro a paz universal dentro da alma pura e calma No balanço do compasso em soberbo de uma união melodiosa na candura dos guardiães do tempo.
A tua luz
Em teus olhos de encanto embriaguei minha alma Embriagado de saudade trouxe a cor do beija-flor Resplandecendo um arco-íris no céu de meu eu
Vem a magia em forma de luz trazendo a doçura e encanto Florescendo cada canto do espaço de um novo começo. Dentro de cada amanhã floresce em minha alma embriagada de tua luz Vem a aurora vem o sopro vem o vento levantando na sombra do entardecer
Dentro do sonho encantado permanece o entardecer da existência eterna vem o passado trazendo na memória simbolizado o véu que separa o céu e a terra Permanecendo entre o consciente da mente a vitória da luz do mestre
Vem com vento trazendo o tempo plantando no peito a pureza em forma de flor, procura no ser infinito a permanência dos atos para equilibrar a pura permanência da luz interna
Eu sou assim
Hoje sofro com dor em minha alma a sangrar o amargo Eu sou assim Em meus olhos pinga lágrimas de tristeza, meu coração chora das maldades alheias Eu sou assim Hoje é só tristeza, hoje o céu esta cinza, dói a alma cansada Eu sou assim Em mim é só perdão vivo dentro da luz. Purifico minha alma na paz do amor divino Penso em oração para transformar minhas dores e aflições em sabedoria Hoje estou assim Hoje sou assim Mas amanhã estarei assim
Solidão
Em cada canto da solidão os olhos lacrimejam o véu da luz Preenchendo o espaço da saudade em orações os lábios cansandos. Entre lágrimas e angústia peço em prece o renovar de uma nova vida Observo os passos dado do destino olho no tempo e percebo que falta pouco, que já não há tempo para esperar, ergo meu olhar para o monte e relembro quando tu fostes entregues aos cães. Contemplei a humildade de teu olhar, quando em seu rosto corria o sangue da vida, meus olhos viram quando em tua boca depositaram feu, em vez de um cálice de água. Hoje vem a solidão e o mundo continua a entregar para os cães a oportunidade de vencer. Jogam fora o pão da vida e deixam escorrer nas faces desnudas e desfalecidas o sangue sagrado deste povo cansado. E em cada passo dado, crucificam o perdão e rejeitam o amor, expulsam a luz e se distanciam cada vez mais do propósito da jornada terrena. Abram os olhos e vejam passar em sua direção a resposta das encruzilhadas impostas pelo destino
Entre o céu e o mar
Relembro os teus olhos de encanto Revivo o teu toque suave de ternura Quero contigo viver meus sonhos de menino Quero contigo sonhar meus desejos mais profundos Vou voar para longe Vou cantar para o céu Vou buscar teu encanto no íntimo do amanhecer Vejo o sol sinto o vento Caminho descalço no tempo Sem deixar marcas no vento Entre o céu e o mar
O retorno
Alegro-me dos dias de outrora quando meus olhos cansados da dor Reviveram a luz do eterno encontro da paz No meu coração singelo de júbilo glorificou a imensidão do amor do pai Hoje meus olhos são erguidos para o céu em reverência ao mestre e irmão de todos. Meu coração canta e saltita pelo sublime encanto da luz do caminho Oro em cada olhar do meu eu e deslumbro as belezas do universo Do meu caminhar. Entre passos só resta lembrar do ontem, da saudade que deixei. Mas hoje trago o aprendizado dos erros que deixei passar Olho para o horizonte e deslumbro a grandeza do mel em flor. Olho para meu eu e descubro uma parte do Deus da luz Em cada canto de mim habita um mestre. Em cada encontro de mim nasce um Deus da luz.
Meu canto da alma
Caminho nas veredas da luz Meus olhos contemplam as belezas, onde meus olhos podem alcançar. Vejo pássaros a cantar sem compromissos do amanhã. Vejo as sombras voarem com o vento a soprar Sento em um canto com as lágrimas a rolar de saudade do ontem que deixei passar. Mas agora estou em prece pois não quero mais parar, pois Deus e tão perfeito A seu encontro eu vou estar. Vou purificar minha alma, pagar todos os débitos, pois dentro desse amor eu vou morar Como é belo o sol o ar e o luar – coisas mais belas meus olhos não vão encontrar. O canto do amanhecer, as nuvens do céu azul o ar tão puro da mata, meu coração Vai viver Este é meu canto através de meus olhos de minha janela da alma Hoje meus sonhos são só gratidão Hoje meus olhos são só perdão Hoje canto a canção de minha prece ao luar Em noite alta ergo meus olhos para o monte em jubilo e gratidão
Ela então olhou em seus olhos e disse baixinho:
" Jamais se apaixone por mim , sou uma dose exagerada de tudo que você fugiu até agora..."
ele suspirou e respondeu:
" tarde demais."
Quando foquei em teus olhos senti como se fosse minha primeira vez.
Um sentimento inexplicável capaz de superar tudo e todos.
Não consigo explicar quando estou com você, é mágico, é lindo.
Quando não estou com você também é mágico, também é lindo.
Adoro quando você sorriso, acho graça, acho único.
Quando para a te olhar, sinto como se fosse o que faltava em mim, o que sempre esperei.
Combinamos nas nossas idiotices e combinamos nas nossas tolices.
Quando o sol toca seu rosto eu vejo um anjo, vejo uma linda mulher, vejo aquele que quero para ser minha mulher.
Linda, eu adoro seu perfume, seu cheiro.
Eu gosto de tudo em você, eu desejo você, sinto você, imagino você.
Eu acho que amo você.
Você me completa.
"Adoro as marquinhas de expressão que se formam
no canto dos seus olhos quando voce sorri
Parece que seu sorriso vem da alma..."
“– Por que você ainda evita ele?
– Porque se ele olhar nos meus olhos e pedir pra voltar, eu volto.”
Encontrei nos teus olhos, os meus e, nos meus, os teus. Encontrei na tua boca, a vontade de não me separar, o desejo de me comprometer e a saudade ao me afastar. Encontrei na tua boca, a voz de um anjo desconhecido, que ao cantar se mostra amor, e ao falar se mostra amigo.
Encontrei na tua boca, os dentes mais bonitos que já vi, o céu mais estrelado que já presenciei, e o hálito mais doce que já dividi. Encontrei na tua boca a necessidade de ficar e me entorpecer, de me instalar e nunca mais sair. Encontrei no teu abraço, a cura para todo o cansaço que há em mim. Encontrei nos teus braços, a cura para toda a solidão que há em mim. Encontrei nos teus braços, os abraços que preciso e o calor – mais que preciso.
Encontrei nos teus abraços o conforto que eu precisava e que é exatamente o que posso oferecer. Encontrei no teu abraço, o porto para me ancorar e o remédio, para nunca mais me entristecer.
Dizem que os olhos são o espelho da alma, mas a verdade é que dentro de mim não existe mais nada a ser transmitido em um olhar. Talvez minha alma tenha deixado de existir ou talvez tenha se contido de tamanha forma dentro de mim, que já é quase impossível encontra-la.
Não perdemos a vida quando morremos. Em verdade, perdemos a vida quando não sentimos mais prazer em viver. Eu perdi minha vida. Mas como pode ser, perder a vida e continuar vivendo? Existe um abismo de diferença entre viver e sobreviver. Minha mente se tornou um campo de guerra, onde frequentemente brigo com meu subconsciente para que ele pare de me dar idéias de como tirar minha própria vida. Diariamente tento encontrar algo que me faça sentir viva, uma faíscas de emoção que seja, mas nada acontece. Talvez eu esteja predestinada a ser o zero a esquerda, aquele que não modifica ou altera nada.
