Poesia que falam de Olhar

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Sob a fé como escudo austral
e a florada da Caroba branca,
Não desisti de ensinar a olhar
para o céu a qualquer hora,
Pois a tranquilidade de outrora
faz muito tempo que escorreu
entre os meus e o seus dedos,
sei quem desejam que colapsemos,
-- e nem amanhã acordemos.


Promessas e superioridade
alheia não salvam ninguém,
Não cultive o amor ao nosso
chão só quando convém,
Porque eles só fazem algo
somente vendo a quem,
Alguns precisam entender
que eles ignoram o nosso bem.


A asfixia da cápsula do tempo
se repete implacavelmente,
estamos no revival do século XIX
por quem prega que pertence
o Hemisfério Ocidental,
sem pudor de repetir a fórmula
atroz em Fort Snelling,
não sei o que se passa com
os três presos da Oglala Sioux.


Mesmo que tentem apagar
a graça de olhar a Via Láctea,
nada me impede de ler
a progressão que me leva
do visível ao invisível,
e do tátil ao espiritual - enleva,
o amor divinal que pode ser
dito em letras, verbos e silêncios.

Nadando em límpidas águas rasas


tal como Cisne-de-pescoço-preto,


O olhar tem a altura de um Coihue,


e no coração guardo-te o segredo


de amar sem nome, sem rosto


e que sequer tenho o endereço.






Sei que de tudo o que mereço,


mas afinidade e tanta que de ti


nem que eu queira me esqueço,


Essa é a razão que insisto por


ânsia de amor e pleno desejo.






(Sei que não tem um só dia


que não me namore em silêncio).

Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.


Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.


Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.

Aprecio o silêncio
porque nele moro
no teu pensamento.
Desde que comecei
a olhar o espelhamento,
amar-te nele foi fácil,
és transbordamento.


Com muito talento
tu te mostraste,
e que não é somente
[um rosto bonito];
Percebo o fascínio
e que tens gabarito
para ser o meu favorito.


Tudo passou a ser lido
como um recado escrito
pela cor dos teus olhos
que nado como se fosse
o mais distante dos rios.


Neruda disse bem antes
o que já estava escrito:


«Gosto do silêncio
desde que comecei,
a amar-te nele».

Teu berço é a Serra de Jaraguá,
te amo com igual olhar originário,
e do primeiro desbravador admirado.


Meu Rio dos Cedros, que tem todo
o meu amor e o peito apaixonado.


Entrego-te o amor todo devotado,
e tu devolve mais do que esperado.


Os cedros nativos dão razão
ao seu nome que o olhar
não oculta a infinita devoção
e a boca em vez de falar
faz sempre devota declamação.


Nos teus cedros tenho raízes,
e todos os sentimentos mais felizes.


A força das tuas águas já foram
vivenciadas mais de uma vez,
Da nascente a tua foz que é
o Rio Benedito tão querido
que também faz parte do destino.


Meu amado, és Rio dos Cedros,
tu és o meu preferido livro.


Meu Rio dos Cedros mais que lindo,
amar-te sem esforço por ser tão divino,
é algo que no Médio Vale do Itajaí
não tem mesmo como esconder,
Porque basta uma vez só conhecer
que não é preciso o porquê dizer.

Acabou!
O que estava ruim naquela situação toda?
Você consegue olhar com coragem?
Mergulha.
Na sombra.
Na raiva.
Naquilo que você tentou não sentir.
A ira também ensina…
mas quando ignorada, ela ceifa.
A rotina faz falta…
mas a vida sempre cria uma nova —
e você pode escolher como ela vai ser.
Faz o que você acha que deve.
Porque, no fim…
é tudo sobre você.
Lista seus inegociáveis.
Se nutre — de várias formas.
Põe o corpo em movimento.
Mas não higieniza sentimento.
Sente. Olha. Integra.
E não esquece nunca mais:
você é potência divina.
Não aceita nada menos que inteiro.
Nada menos que 100%.
Porque tudo é processo.
Construção.
Passo a passo.
Ciclo.
E mesmo quando parece que não…
tudo passa.
Sempre fica o aprendizado.
Então cuida da sua energia.
Reza. Pede clareza.
Respira.
E segue.
Sigo com alma, com verdade, com você.

O Alento da Ausência


Outrora, eu era vigília e fresta,
ansiando o teu olhar como quem acende a luz
no cais de uma espera deserta,
suplicando ao horizonte que te trouxesse de volta.


Hoje, as sombras me bastam.
Prefiro o abismo desse silêncio inteiro
à tua presença fragmentada, que não habita apenas visita.
Pois o que oscila entre o vir e o partir
não oferece abrigo; apenas turva o cristal da memória.


Ver-te agora, ainda que sob o véu da distância,
não é bálsamo, mas interrogação.
Cansou-me o fardo dos intervalos,
os sinais que desbotam antes de se tornarem rastro,
esses quase-encontros que são, em verdade, desertos.


Se o teu destino é o não-estar,
que a tua ausência seja, enfim, absoluta e limpa.
Sem o eco de passos breves,
sem o toque fantasma que tateia mas não sustenta.


Há uma quietude austera em renunciar à espera.
Descubro, no vagar dos dias, a lição mais difícil:
que o esquecimento, por vezes,
é a forma mais profunda de zelar por si.

A tristeza,é um dos momentos
que nos permitem refletir,
voltar o olhar para dentro de nós
e reconhecer o que está errado "
(Martin Seligman)

Coração incompreendido



O meu ser ninguém entende, meu olhar não compreendem,
Minha voz é um zumbido, vêem a dor no meu sorriso.
Quem me pode entender, minha dor ver o meu ser,
Sinto tanto pouco posso, quero a morte e não a sorte.
Meu falar é zombaria, minha peste contagia,
Muitos olham, de mim fogem, esperando a agonia.
Quão vazia estou agora, me socorram, por favor,
Não sou nada sem carinho, não sou nada sem amor.
Quero tanto ser feliz, ver a vida colorida,
Pintar os sete, ver o outono, sentir a brisa do inverno.
Ninguém pode me entender, falo grito, me esforço,
Mas quem pode me escutar, quem me pode acalentar?
Sou apenas um humano, desfaleço de atenção,
Sufocada, sem carinho, sem amor no coração.
Caso fosse um ser pacato, poucos me vêem de fato,
Pouco faz do meu querer, muito riem desta dor,
Porque sofro o mal do amor.
Este eu que é meu em prantos, só reflete a esperança,
De encontrar nalguma esquina, o olhar de uma criança.
Assim espero ser amada, com transparente coração,
O amor é limpo é puro, o amor é solução.

Parei um pouco para olhar o caminho que percorri e percebi que a maior riqueza não está no destino final, mas em quem segura a nossa mão durante o trajeto. No fim das contas, a gente só quer alguém que entenda nossa bagunça e que escolha ficar, mesmo sabendo que não somos perfeitos.
E saber que você está ali, mesmo que não esteja perto.


DeBrunoParaCarla

Pra mim?
Mistérios e segredos de sua matéria perfeita.
Ao olhar suas lembranças, as costas em suas reentrâncias provocam um alienado de prazer.

Em sua carne, sem muito alarde, o entrelaçar da magia com a ousadia da gata de meiguice angorá.

Remete a uma fusão de sentidos, onde o corpo tem cor, as costas tem cheiro e som traz a nota da libido.

Querer encostar, recostar, queres costas no mar.

Nadando solta,
olhando para o infinito e dando as costas para o mundo.
Assim você plaina sobre o azul profundo, ganhando vida sem preocupação.

Suas costas estão desnudas..
fique assim, nessa mágica curva poética.
Sem mover sequer um dedo, é o seu segredo que provoca nessas linhas infinita imaginação.

A mulher mais linda que já vi,
Será um sonho, ou minha imaginação.
Seu olhar é tão belo,e mas belo é seu sorriso.
De onde vem tamanha Beleza, será uma Deusa, ou realeza,que de tanta Beleza me faz ser assim, não um anjo ou um querubim, mas um poeta quero sim,e escrever mais belo assim, como você é pra mim.

QUANDO A LUZ ENTRA PELA FRESTA


Às vezes, a vida nos pede apenas para parar e olhar para cima. Entre os galhos retorcidos, que carregam o peso do tempo e das estações, o sol encontra uma fresta para nos lembrar que a luz nunca desiste de atravessar — mesmo quando a alma, em letargia, flutua por entre as névoas da escuridão.
Lu Lena

​ONDE O SOCORRO SE ENCONTRA
(Um pedido de cura para o mundo e um convite para olhar para o alto.)

Que Deus cure todas as doenças e direcione a humanidade de volta ao caminho da luz. Nos perdemos de tal forma que nos esbarramos, mas não nos encontramos mais...
​Mas que, no silêncio de uma oração ou na delicadeza de um gesto, possamos aprender a enxergar o outro novamente. Que o amor seja a ponte que nos resgate desse desencontro, nos lembrando que nunca estamos sozinhos enquanto houver fé no coração.

Lu Lena / 2026

O passado é uma estação: você pode honrá-lo com um último olhar, mas não precisa permanecer onde os trilhos já não levam a lugar nenhum.


Marcilene Dumont


Londres 2023

Escolhido no Meio da Rejeição
Helaine Machado
Fui rejeitado no abraço que não veio,
no olhar que desviou,
no silêncio pesado
de quem deveria chamar de filho…
e não chamou.
Fui rejeitado no amor que prometia ficar,
mas partiu sem olhar para trás,
levando pedaços de mim
que nunca mais voltaram.
Carreguei no peito perguntas sem respostas,
feridas abertas
e um vazio que ecoava:
“Por que não fui suficiente?”
Entre pais que não entenderam,
entre amores que não permaneceram,
aprendi cedo
o gosto amargo da ausência.
Mas foi no meio do abandono
que algo mudou.
Quando todos disseram “não”,
uma voz suave me chamou pelo nome.
Quando me senti esquecido,
Ele me encontrou.
Jesus Cristo me escolheu
não pelas minhas faltas,
mas pelo que Ele via em mim.
Enquanto o mundo me rejeitava,
Ele me acolhia.
Enquanto eu me sentia perdido,
Ele me chamava de filho.
E foi então que entendi:
a rejeição dos homens fere,
mas a escolha de Deus cura.
Hoje ainda carrego cicatrizes,
mas também carrego a certeza
de que fui escolhido.
E entre todos os “nãos” que vivi,
o “sim” de Jesus
foi a melhor escolha
que já me encontrou.

Roubaram Tudo que Era Meu
Helaine Machado
Roubaram tudo que era meu…
sem pedir,
sem olhar pra trás,
sem sequer imaginar
o vazio que deixariam.
Levaram meus sonhos
antes mesmo de florescerem,
pisaram nas minhas esperanças
como se nunca tivessem valor.
Roubaram minha inocência,
minha paz,
minha forma leve de ver o mundo…
e me deixaram só
com pedaços que nem sei juntar.
Houve um tempo
em que eu era inteira,
em que sorrir era fácil,
em que viver não doía.
Mas arrancaram isso de mim.
Roubaram meus silêncios bons
e me deram gritos por dentro,
roubaram minha calma
e deixaram tempestades eternas.
E o pior…
ninguém viu.
Ninguém impediu.
Ninguém perguntou se eu estava bem.
Fui ficando pequena,
quase invisível,
tentando caber em um mundo
que já tinha tirado tudo de mim.
Hoje carrego ausências,
memórias que ferem,
e um coração cansado
de tentar se reconstruir.
Roubaram tudo que era meu…
mas esqueceram de levar
a parte que ainda resiste.
Porque mesmo quebrada,
mesmo vazia,
ainda existe um pedaço em mim
que insiste em sobreviver.
E é dele que eu renasço,
mesmo sem saber como…
todos os dias.
Helaine Machado

Mulher de 50
Ser mulher de 50 é carregar no olhar a história que ninguém vê por completo.
É ter cicatrizes que já não doem, mas ensinam.
É entender que o tempo não levou a beleza — apenas a transformou em presença.
Ser mulher de 50 é não pedir mais permissão.
É escolher ficar, partir, amar… ou simplesmente se bastar.
É silenciar o mundo quando a alma pede paz.
É olhar no espelho e reconhecer não só o rosto,
mas a coragem de quem sobreviveu a si mesma.
E, mesmo depois de tudo, ainda floresce.
Ser mulher de 50…
é não ter pressa de nada,
porque finalmente aprendeu o valor de si.
Helaine Machado

⁠em você que eu penso ao acordar
mesmo não pensando em mim
amo olhar-te por horas
mesmo não querendo minha companhia
cada batida do meu coração
cada segundo,
cada inspiração,
em todos os momentos,
é só em você que eu penso
já tentei parar de te amar
mas isso me consome mais e mais
não quero ficar sem ti
As vezes sinto medo
de um dia você ir embora
olha para mim e dizer:
é tudo culpa sua

Lindas palavras são ditas através de um olhar
de quem sabe amar... Muitos sorrisos são a
causa de uma felicidade inesperada de poder
te ter em meu mundo.