Poesia os Dedos da minha Mao
escrevo sem sentido algum
não tem fundamento
é rebeldia pura com as palavras
e as leis ortográficas
digo que sou poeta
e ao mesmo tempo não
apenas rasgo o verbo
gritando o caos da minha mente.
iniciar o dia
batalha vencida
chama acesa
seguir a trilha
o coração-desespero
vendo o tempo correr
nessa vida quimera
que um dia vai acabar.
busco inspiração
em qualquer lugar
observo as flores
balançadas pelo vento
é tanta alegria
que parece uma dança
que contagia,
entro na festa
vivendo poesia.
quero escrever poemas formidáveis
igual o poeta que não sou.
um verso marcante
que faça alguém sorrir
e venha nutrir paz dentro de si.
uma inspiração!
queria que minha poesia
se tornasse um abraço
para as almas tristes.
as paredes sujas no quarto
a pintura velha
a falta de voz
a dor interna
sentindo o coração rasgando
com a solidão e a saudade
dos dias alegres e ensolarados
em que você esteve aqui
iluminando minha vida.
os versos no papel
rasgados pela caneta
como lágrimas que passeiam no rosto
numa interminável viagem
dentro do ser procurando o destino
a felicidade.
o tempo foge das mãos
enrugando a pele em detalhes
ao amortecer da vida,
declarando um novo alvorecer.
o corpo inerte
o sono
parado no tempo
sinto a força
que me leva adiante
o grito da alma
o despertar
seguir
sou retirado do poço
com Deus transformando a tristeza em alegria
e a dor em alívio.
foi tempo perdido com você
uma história
que se tornou rascunho
papel embolado
não escrevemos a beleza das flores
e sim, dores que marcaram a alma.
Deus é o meu guia
nesta caminhada
e irei até o fim com fé
sempre acreditando em dias melhores
e na hora certa
a alegria vai chegar.
a vida é movida por sonhos
no incansável buscar
o que a alma desejar realizar
a vida é movida pelo que é real
instinto racional
de fazer acontecer.
coração inflama
a paixão é a chama
coração abraça
o amor é uma taça
transbordando alegria
transbordando poesia.
vejo cada verso
num copo d'água
sopa de letras
incontáveis histórias
entre o bem e o mal
sendo escritas
na poesia do tempo.
corpos entrelaçados
o brilho da lua
alma nua
sentimentos aguçados
beijos e amor
delicioso sabor
o prazer e a sensação
agitando corpo e coração.
escrevo um poema
como se fosse um enigma
vou decifrando palavra por palavra
até descobrir que tudo
é passado, acabou o momento
e não sobrou lembrança de nada
a vida passageira
e eu perdi o tempo
esperando você voltar.
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