Poesia os Dedos da minha Mao

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Dicotomia da Sociedade

Bem vindo a sociedade líquida,
Que esta semana em Suzano
Fez mais do que 20 vítimas.

Enquanto muitos buscam por causas,
Se negam a enxergar a origem.
Jogar a culpa no vídeo game é fácil,
Difícil é admitir a loucura ,
Deste mundo onde a gente vive.

Lugar onde a morte é banalizada.
Acende-se o sinal de alerta.
Será que nós estamos criando
A sociedade da maneira certa?

Ou só procurando culpados,
Para de fato, aliviamos os nossos fardos.
Vemos o futuro, ou estamos satisfeitos
Mas vale o silêncio, do que lutar por direitos.

Não se pode esquecer do futuro...
Manchada de sangue a instituição,
Aquilo que move o mundo,
O que tem sido feito pela a educação?

As matérias são sempre chocantes,
Com declarações fortes e marcantes.
Incentivam a armar a população,
Igual os chamados meliantes.

Qual será a diferença se fizermos isso?
O medo não deve gerar vingança.
Porém obrigam surgir ideias novas,
Que possam trazer mudanças.

O pensamento necessita de horizonte,
Chega da sociedade navegar a esmo.
As decisões têm de construir pontes,
Para que não aconteça mais do mesmo.

Inserida por AdrielB

Mãe

Mãe,carinho maior do mundo,
É o sentimento não passageiro,
Pode alcançar o globo inteiro,
Não para em nenhum segundo.

No coração delas, sempre cabe mais um,
Sendo do próprio sangue,
Ou não tendo laço nenhum.

O seu instinto protetor,
Os seus olhos ligeiramente mareados,
Demonstram quão grande amor,
Que por nós elas têm carregado.

Desde o ventre dela,
Somos contagiados!
Ela imagina o nosso rosto,
Mesmo antes de ele ter sido formado.

Aguentam-nos na fase mais chata,
Onde nos achamos ser, “donos da vida”,
Mas se ela ousa nos machucar
Com afeto, cuida de nossas feridas.

Mãe nunca desiste do filho,
Por isso nos aconselha,
Mesmo depois de velhos,
Com joelho ao chão, nos ajudam nas pelejas.

Se cairmos, nos auxiliam a levantar.
Se sorrirmos, estão conosco a gargalha.
Se partirmos, sentem a nossa falta,
Mas sempre de braços abertos
Anseiam a nossa volta.

Então nos casamos
E temos que nos despedir,
Porém não é para sempre
O que nos conforta, é saber,
Que seu colo, ainda estará ali.

Quando vemos os seus cabelos prateados,
Seu rosto pouco enrugado,
Com gentileza falamos: ”Mãe, a senhora esta linda”.
E percebemos quão rápido o tempo tem passado.

Mãe que deixa de sorrir,
Às vezes até de sonhar,
Porém fica toda feliz com filho,
Que seus sonhos esta para realizar.

Logo chega a época,
Em que o cuidado se inverte,
Ela nos levava para passear,
Agora que leva ela é a gente.

Isto é um privilégio,
Que Deus nos presenteia,
Não se esqueça dela neste momento,
Mostre a afeição em todo tempo.

Aproveite cada instante,
Como se não houvesse o seguinte,
Faça todos os momentos ao seu lado emocionante,
Com seus afazeres não se limite.

E quando vier a hora de partir,
Com a lágrima no olhar,
Possa em seu coração sentir,
Mãe, eu fiz tudo para retribuir,
Tudo o que a senhora já fez,
Só por me amar.

Inserida por AdrielB

Pensar além das galáxias
e das fronteiras atômicas,
é o nosso único modo
de ser também infinito.

Inserida por rosaborges

Onde o sonho não é possível,
começa o território do vazio,
o oco do ser, o chão do nada,
a despercepção e a desmemória.

Inserida por rosaborges

O espaço do passado
cresce a cada instante
pelos aluviões do presente;
Mas o espaço do presente
é sempre o mesmo.

Inserida por rosaborges

O que é um borrão
senão uma forma sem nome.
Não tem certidão geométrica.
É uma forma sem forma.
Um transgressor chamado amorfo.
Mas, acontece que a vida
é cheia de borrões
e não dos entes geométricos,
que o homem inventou.

Inserida por rosaborges

Com qual medida medimos
o homem que tudo mede?

Que metro que não o homem
pode medir o além do humano?

Que metro pode medir
o infinito e a eternidade?

Inserida por rosaborges

Qual a medida da alma?

Em que espaço e em que tempo
a alma é encontrada?

Como morre o que não é
capaz de ser mensurado?

Como nasce o que não é
feito de matéria e tempo?

Mas, o que faz esse corpo
pensar que é alma imortal?

Inserida por rosaborges

Se afago a madeira,
afago a árvore.

A floresta persiste
em cada móvel.

Mesas, cadeiras e armários
são árvores amnésicas.

Inserida por rosaborges

Somos uma das infinitas
versões de Deus.

Embora diferentes,
todos somos um.

Tudo é clone de Deus.

Inserida por rosaborges

A cidade cresce para cima:
faz fronteira com o nada,
porque nada existe além
do último andar.

A cidade cresce para cima,
em edifícios cada vez mais altos:
aumenta seus subúrbios verticais.

Inserida por rosaborges

Quarto de hotel é promíscuo.
Por mais que seja limpo
por zelosas faxineiras,
permanece sempre o cisco
de emoções e pensamentos
de seus hóspedes fugazes,
nos lençóis, nos travesseiros,
nas fronhas, mesmo lavados,
diligentemente trocados,
no chão e no guarda-roupa,
na cama e nas cadeiras.
Nos cabides pendurados
problemas ali deixados
e também mágoas dormidas
fedendo nos cobertores.

Inserida por rosaborges

Misto de sonho e carne,
somos carne que sonha
ou sonho que se fez carne?

O sono é que nos divide
em dois seres paralelos.

Qual deles é o ser real?

Inserida por rosaborges

O que não serve para nós
apenas não nos serve.

Quem percebe
a totalidade
sabe que nada é inútil,
e que as coisas existem
sem explicação.

Se tudo tem um sentido,
qual o sentido do homem,
da flor, da pulga, da estrela?

Inserida por rosaborges

No agora não há palavras:
o que se fala, passou.
A palavra é sempre eco
do que não existe mais.

A percepção é agora.
O pensamento é depois.

Inserida por rosaborges

Não vejo as tuas pegadas
nem escuto os teus passos,
pois és feito de silêncio
e de invisibilidade.

O real não é a medida
da nossa percepção.

Eu creio no que não vejo,
no que não ouço, nem toco.

Os sentidos me apequenam
e a razão me aprisiona,
o corpo me faz mortal.

Tempo e espaço são o cárcere
do prisioneiro ilusório.

Quem crê em suas paredes,
não pode ver o infinito.

Inserida por rosaborges

Somente quando te fizeres vazio,
experimentarás o Vazio.

Somente quando não tiveres vontade,
conhecerás a Vontade.

Somente quando deixares de ser,
encontrarás o Ser.

Somente quando te despojares
do que julgas ser teu,
possuirás o que é teu.

Somente quando te sentires vazio de tudo,
reconquistarás a Plenitude.

Inserida por rosaborges

Sentimos a flor conforme a vemos
não pelos átomos que a compõem.

Quem disseca a flor, não vê a flor.

É procurar o homem no cadáver.

Inserida por rosaborges

Liberdade de uma folha
girando solta no ar,
nas circunstâncias do vento,
o vento que é sem caminho
embora seja caminho
onde vaga o seu voar.

Se o vento é que nos dirige
por que, folha, nós queremos
dirigir nosso voar?!

Inserida por rosaborges

O vento sopra impetuoso,
vergando a copa das árvores.

As folhas caem no chão:
folhas secas, folhas verdes.

Por que não somente as secas?

Inserida por rosaborges