Poesia Operarios em Construcao

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POESIA E TRISTEZA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Minha poesia não floresce nos jardins.
Minha poesia corta.
Não possui a delicadeza das rosas nem a mansidão dos campos adormecidos sob o crepúsculo.
Ela nasce onde a terra rachou.
Onde os ventos deixaram de cantar e passaram a lamentar.
É lágrima de sangue escorrendo pelas faces da memória.
É riacho seco em pleno deserto, conservando no leito estéril a lembrança longínqua das águas que um dia o atravessaram.
Escrevo com os fragmentos daquilo que não sobreviveu.
Com os escombros dos afetos sepultados.
Com as cinzas dos horizontes que incendiaram-se antes da chegada da aurora.
Minha poesia não pede abrigo.
Ela caminha descalça sobre os espinhos da existência.
Habita cemitérios interiores.
Conversa com fantasmas que a razão preferiria esquecer.
E contempla, sem desviar os olhos, as feridas que a maioria dos homens cobre com os véus da distração.
Há nela algo das árvores mortas que permanecem de pé durante décadas, desafiando os ventos e a decomposição.
Algo das catedrais abandonadas onde o silêncio adquiriu a solenidade de uma oração.
Algo dos abismos que não desejam ser preenchidos.
Porque certos vazios possuem uma dignidade própria.
Minha poesia não busca consolar.
Busca revelar.
Revelar que existem dores tão profundas que se transformam em paisagens.
Ausências tão vastas que se convertem em continentes.
E tristezas tão antigas que parecem ter sido esculpidas na própria arquitetura da alma.
Por isso escrevo.
Não para fugir da noite.
Mas para escutá-la.
Não para apagar as cicatrizes.
Mas para compreender a língua secreta que elas aprenderam a falar.
Minha poesia é uma fonte sem água, um céu sem alvorada e um coração que continua pulsando mesmo depois de ter sido atravessado pelo inverno.

Ser poesia é...
Um permanecer nos sentidos,
Um lacrimejar de felicidade,
Um sussurrar nos ouvidos,
Um suspiro de liberdade,
Um deslumbrar do luar,
Um desabrochar da flor ,
Um mergulho no mar,
Um declarar de amor...








Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar”


In Carta a Laura Saramago

Tem dia que a alma não quer poesia, só silêncio.
Não quer conselhos, quer sumir.
E no meio do sumiço,
um pedaço pequeno
de esperança insiste em ficar.
Mesmo cansada, ela respira.
Mesmo sem fé, ela tenta.
Porque dentro do sei lá, ainda mora alguém que quer recomeçar.

Inventaram poesia porque enlouquecer em silêncio era insuportável demais.

Porque havia dores que não cabiam em conversa.
Perdas que não aceitavam nome.
Amores que queimavam sem fazer fumaça.

Então alguém escreveu.

E naquele instante, a humanidade descobriu que palavras também podiam sangrar.

Desde então, todo poeta é apenas uma pessoa tentando sobreviver ao excesso de sentir.

— Lucci Santz

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.⁠

​A ciência explica o fato,
A filosofia a questão,
A religião dá o norte,
A poesia a emoção.
No compasso dessas quatro,
Vai batendo o coração.

Poesia “Retinto” — autor: Mateus de Jesus Silva


Para mim não tem escolha,
ou nunca foi escolha?
Eu não escolhi ou tive opção de escolher?
Ou de me identificar: pardo ou branco?


Não teve descoberta,
ninguém me perguntou ou nunca me perguntaram.
Simplesmente rotulado pela minha pele.


Não preciso colocar "sou negro!" na bio do Instagram,
nem de alisamento que me deixe mais confortável para os racistas,
nem tampouco de inverno que me deixe clarinho como meu avô.


Não precisa de estilo,
não precisa de bandeira
e nem tampouco de posicionamento.


Eu simplesmente sou,
ou sou acusado de ser.

“Entre o eletroencefalograma e a poesia existe uma ponte: nela, a ciência mede aquilo que a alma sente vibrar.”
Do livro A Mente em Hertz — As Ondas do Cérebro e os Estados Alterados de Consciência, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Menininho do espaço sideral
(Poesia baseada no Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry)

Um pequeno astro no meio do universo!
Clama por atenção!
Pequenino! Miúdo!
E grande de coração!
A amizade é o bem mais precioso que podemos conquistar na vida!
No qual encontramos e levamos!
Somos responsáveis por nossos amigos!
O que ensinamos! O que aprendemos deles!
Cada um que passa por nossas vidas deixa um pouco de si!
E leva um pouco de nós!
Amigo é a nossa alma fora de nós! Tão importante e que devemos cuidar!
Assim como uma plantinha pequena que precisa de cuidados!
O tempo é o senhor dos laços! Da história que construimos!
E nossos amigos são os registros de tudo o que fazemos e vivemos!
Por isso a amizade é muito importante! Por que armazena nossa história!
Não importa o tamanho do lugar! Do planeta! das pessoas!
Não importa quantos e a quantidade de amigos que tenha!
Mesmo que seja uma rosinha no meio do espaço sideral!
O tamanho da honestidade e da amizade! Do coração é que importa!
Quantidade não é qualidade! E nós somos sempre responsáveis!
Por tudo que dizemos e fazemos com nossos amigos!
Um amigo é o cuidado que temos com nós mesmo! Ao outro!

No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa




(Leonardo Mesquita)

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser

Entrelaçando pensamentos uma poesia
constrói seu poema


Seguro nas palavras ela bota seu ritmo


Gerando o olhar que se agrada com
o eclodir de frases elaboradaspra provocar pensamento que não
se solte desse jeito


A poesia cuida do olhar com versos viciosos
No poema no alto das palavras
ele olha...


A abundância de jeito...
com que palavras
empolgam...

poema curto
tudo

todo linguarudo
curte um assunto absurdo


espalha poesia
em poeminhas de intortar

e o drible da palavra não faz vergonha levar


ganha o driblador e driblado


curto ou da vaca
fica no mapa


do peito pro texto que jogada


absurdo linguarudo diga tudo
e não diga nada


passa passa a palavra

Poesia


Poesia: são palavras bêbadas
sedentas de mais um gole
mesmo já acabado a festa
elas comovem com tal
entrega ao acontecido
melosas ao ouvido
mais um gole da cachaça
desse poeta: saúde
pro ouvido


Leonardo Mesquita

Colha uma palavra
prove o pensamento
poesia é como fruta
ao lê mastiga-se ao
ouvir tem-se o cheiro
ao vê o pensamento
no pomar colha do
texto, pause o olhar
a fruta madura
isso é poesia
hummm hummm
nhoc nhoc nhoc




Leonardo Mesquita

A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.


Leonardo Mesquita

A poesia e eu... ah, a poesia! É o sangue que pulsa em minhas veias, o tema inescapável de meus versos.
Ela nasce no âmago do coração, irradia o calor que inflama o peito, uma explosão da alma que se manifesta na pele arrepiada e transborda pelos olhos em lágrimas cristalinas, pela boca em palavras sussurradas e pelas mãos que, guiadas pela inspiração, fazem da pena uma bailarina sobre o papel.

POESIA:
VOZ OCULTA DO CORAÇÃO.
BY: Harley Kernner

Nossos olhos acumulam um tesouro escondido.
Imagens, palavras, inspirações, felicidades e dores.
Dores que cortam, como lâminas afiladas,
Voz oculta, que grita, em silêncio, clamando às vezes por socorro.

Para os que nos veem, um sorriso perfeito,
Um símbolo de felicidade, um disfarce concreto.
Mas o coração sussurra, em segredo profundo.
Um pedido de socorro, um grito que salta do fundo da alma.

Só o Espírito Santo, que nos envolve e nos guia.
Nos mantém em pé, diante da tormenta e da agonia.
Em meio às injustiças e ao desprezo dos que estão próximos.

Ele é o refúgio, o consolo, o porto seguro, o caminho certo da redenção.
Nossa essência se une ao Seu amor divino.
E nos dá a força para enfrentar o caminho.
A voz oculta se cala quando Ele fala.
E o coração se enche de paz e de uma graça imerecivel.

POR: Harley Kernner

UMA POESIA EM 3D
BY: Harley Kernner

"Na profundidade do meu sentimento, venho destacar o tridimensional de uma poesia."


As lágrimas que sobem como notas musicais de uma melodia de alma lírica, ecoando a saudade e a inspiração de um amor que toca o céu, destacam a “ALTURA” do meu sentimento. Cada suspiro é uma emoção que voa alto, buscando o meu próprio coração, como um pássaro que canta em busca da liberdade.

As minhas poesias e crônicas se espalham na “LARGURA” das ondas de um oceano de emoções. Deixando umedecidos os meus lábios e o travesseiro com a chuva silenciosa das minhas lágrimas. Cada gota é uma história, cada soluço é uma ansiedade que se expande, abraçando o espaço entre o eu e a ausência de um amor feminino.

Em cada término dos meus textos, me sinto no mais profundo sono de amor, é assim que chego na profundidade da essência do amor. Onde as lágrimas se tornam letras projetadas sob medida para o meu coração. No profundo do meu coração, carregados de sonhos e silêncios, vertem dos meus lábios molhados um sentimento eterno, como um espelho de cheios desejos, inscritos com água sobre águas, revelando o oceano escondido dentro de mim.

As lágrimas dos meus “lábios” são a arquitetura de um sentimento que habita a tridimensionalidade desse amor solitário: “ALTO, LARGO E PROFUNDO”.

Harley Kernner
Arquitetura de Poesia
Escrito Particular.