Poesia Operarios em Construcao
Lendas da paixão
Causa e efeito dita o adágio
Tempo e duração por estágios
O diagnóstico determina os sintomas
Primeiro um presságio em vão
E o coração é pulso forte de repente ama
O segundo nosso tirocínio
Elementar segue o primeiro raciocínio
O terceiro suicida todas as razões
O coração não aceita empate
A paixão bate com fúria é mortal combate
De quanto em vez o Amor vence esse embate.
O Sol arrebenta n’aurora num buquê de rebeldia no céu
Verdes um pote de mel derramado sobre o dia dourado?
Adocica o ar e intoxica de beleza por todos os lados
Não há movimento só mutação, só o Sol, só o Sal da terra
Imóveis as folhas das palmeiras não percebem o vento...
São luzidas no silêncio que veem bem no altíssimo
Contemplo o Verbo nas verduras estampadas
Inspiram-me ternura por todos os líricos cardiais
Enquanto o vento estagnado deita á superfície mundana
Há colmeias nas telhas molhadas de orvalho noturno
A poesia é gritante (ré)bela a vida é inocente é do Uno
Ah!...A culpa é das abelhas que é puro doce por dentro
M’eu lilás qual a flor da verbena me apoema em Paz.
Minha cara quando leio no status
um estatuto nas entrelinhas...
Justificando
"Num relacionamento Sério"
É sério...
Há coisas que me causam espanto
A flor de cactus nasce centre espinhos
saber que em cada canto cabe um passarinho
nem me riso nem me pranto
cada qual tem seu próprio canto
Á margem de mim um canteiro
flores espalham perfume pelo mundo inteiro
Codifico uma senha
na hemisférica de mim
passarinho quase etérea pelas voláteis nuvens azuis matizadas ao marfim...
A vaidade causa tola impressão de eternidade
Na verdade nada nos pertence nem é usufruto de infinidade...
Sonho com Louros
O universo é nosso tesouro
Os sonhos nos dão as diretrizes
Após labutados mina d'ouro
Os louros curam algumas cicatrizes
Sonho pra ter os louros do possuir
Trechos diversos, palavra cantada
Uma louca vontade de ser e deixar fluir
Ser dona do vento de tudo e de nada...
N'alma recolho molhos de louros de vida
A ilusão tudo registra com autenticidade
Justifica os suspiros e respiro aliviada...
Codifico a senha no hemisfério in rede
A vaidade tola dá impressão de eternidade
Na verdade nada nos pertence é só sede...
São tantas loucuras que me conduzem
me hipnotizam feita Medusa me induzem...Inebriante o feitiço que tira minha consciência e por vício me faz ciência de ti.
Em cada fio meu a longa espera...
As rimas onde te busco encontrar minha paixão tão antiga, meu sonho de primavera que o tempo nunca apagou
A vida é um porto inseguro, onde nós atracados ao sabor ao sabor das estações...
Da mudança do tempo, das variações dos ventos todo o tempo...
Estamos sempre na expectativa das flutuações das marés...
Ah!...mar é!?...
Liberto
Com livre teor poético
Cheiro de café
puro expresso
pão com manteiga
e boas risadas
até dizer chega
sem pieguices
esteja amar
seja meiguice
é agradável ao paladar
Existe em alguns...
Um poeta oculto dentro de si
A qualquer momento
Num pé de vento pode vir emergir
Escrever lindos versos do Sul ou do Norte
Soprar tão forte que nos fará sorrir...
Dar plena satisfação em ler sua canção interior
Cuja tradução chama-se AMOR!
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
Logo ali no gosto exposto...
Há um rosto escupido, ás vezes sonhos são banidos de nós com o tempo, leva o vento*
Logo ali no gosto exposto...
Há um rosto escupido, ás vezes sonhos são banidos de nós com o tempo, leva o vento.
Quando algo te abala
Algo outro quebra tua fala
tranca-te por dentro em particular,
ninguém consegue seu mundo adentrar
Levanta-te, caminha...
Se arrima se arruma
Vai dar uma voltinha
Quem sabe nessa encruzilhada
Tua volta cruza com a minha
Se arriba e apruma a coluna
A vida é cheia de gente una
Tem luna, tem luz, tem poente...
Peito estufado, olhos estrelados
Abdome camuflado
Olhos bem abertos, atentos
Corre que ainda dá tempo
De ver o dia fluir bem poético...
O poeta soprou o sol
Hipoteticamente por fantasia
Poeticamente falando...
Só Poesia...
Já tive alcunha de Canela
Esse epiteto poético me fazia roer as unhas
Tamanha era minha insatisfação
Mentira, ligava não era só um modo de ligação
O apelido mais humano, dado pelo falecido mano...
Não por minha cor castanha avelã
Mas pelas canelas finas de menina
Que pareciam canelinhas de rã...
Hoje não mais...
O tempo passou e me revelou
Remodelou minhas pernas e coxas
Já faz tanto tempo isso, poxa...
Têm lembranças que são eternas
Sempre que vejo meus membros inferiores
Me lembro que são locomotores
Sorrio louco motor é o pensamento disperso
Me agracejo pelo avesso e me viro para o lado de dentro
As almas mudam suas instâncias e estatutos
Reverso o tempo ás vezes é justo
Nos concede indulto de boas lembranças
Já tive alcunha de Canela
Esse epiteto poético me fazia roer as unhas
Tamanha era minha insatisfação
Mentira, ligava não era só um modo de ligação
O apelido mais humano, dado pelo falecido mano...
Não por minha cor castanha avelã
Mas pelas canelas finas de menina
Que pareciam canelinhas de rã...
Hoje não mais...
O tempo passou e me revelou
Remodelou minhas pernas e coxas
Já faz tanto tempo isso, poxa...
Têm lembranças que são eternas
Sempre que vejo meus membros inferiores
Me lembro que são locomotores
Sorrio louco motor é o pensamento disperso
Me agracejo pelo avesso e me viro para o lado de dentro
As almas mudam suas instâncias e estatutos
Reverso o tempo ás vezes é justo
Nos concede indulto de boas lembranças
Acaso
Já que o acaso ocasiona
Que o destino extravasa
Que o tempo não estaciona
Vamos acender as estrelas
Uma a uma e deixá-las em brasa
Um brinco sempre procura uma orelha
Uma ovelha negra faz a revolução
Mas a semente que o Uno une em conspiração
Só depende da estação apropriada para a floração
Para cada par de orelhas
Há una ovelha!
Tenho alma de Borboleta digital
Estou sempre voando nas ideias
Tantas são as artes etcetera e tal...
Rabisco sonhos nas pétalas das catleias
Repouso as longas madeixas
Sobre a fronha com arabescos
Pinto borboletas e gueixas
Qualquer coisa me inspira agora
Quando algo não me agrada
Lembro como é doce renascer d’aurora
Disperso os suspiros respiro profundo
E como já disse Clarice
Há um mundo de delícias la fora
Simplesmente me deixo
E me voo indo embora...
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