Poesia Morena Flor de Morais
Desapegue…
Desapegue das coisas
Mas não das pessoas.
Desapegue das frustações
Da carreira, do dinheiro
Mas não das chances de viver por ai.
Desapegue das dores
Dos pensamentos ruins
Mas não do seu sorriso.
Desapegue das redes sociais
Das selfies, dos likes.
Mas não da sua liberdade.
Desapegue do passado, do futuro
Mas não do agora.
Dessa vida só se levará tua alma.
O resto, desapegue…
Pode ir entrando
Te dou toda permição.
Só não repara não,
A bagunça que se encontra
Esse meu coração.
Quem sou eu
Pra descobrir os pesos
Que essa bela alma um dia ja carregou
Em tuas fartas primaveras
Mas com toda certeza
Eu prezaria em ser aquele
Que escutaria todas suas historias
Todas aquelas que te deixa
Com o sorriso armado
Que te deixa com olhos semi abertos
Que te deixa com olhar ofuscante
Daquele que emite tudo
Tudo que há de lindo em você.
Aos olhos de Deus
Tu és luz.
Aos olhos dos astrônomos,
Tu és a Lua.
E aos olhos dos líricos
Mulher, tu és poesia.
Ela tem pressa,
Ela quer amar.
A garota tem sentimentos
Mais profundos do que
Qualquer oceano.
Ela é a poesia de olhos atilados.
É o romance personificado.
Ela é a poesia do sorriso afável.
Nós somos ilimitados por dentro.
Somos um “vazio” cheios de espaços,
E cheio de coisas ao mesmo tempo.
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Desta vez és uma prosa diferente. Gostaria de falar, que você se deixou apaixonar por alguém que adora escrever. E que, ainda bem, que nós somos ilimitados por dentro. Somos um “vazio’’ cheios de espaços, e cheio de coisas ao mesmo tempo. Não vejo meus limites em escrever poesias sobre você. Na verdade, se tratando de você, é como chegar numa sessão de poesia em uma biblioteca. É só caminhar meus olhos sobre você. E tudo se torna tão fácil, porque, no momento em diante em que eu fito meus olhos nos teus, eles me contam segredos quando tua voz não tem coragem. Teu corpo te desobedece quando sente meu toque. Você pode até ser bem racional, mas meu romance consegue tirar você da pista, como um carro desgovernado que passa a cem quilômetros por hora numa curva fechada. O bom é que após perder todo seu controle, não existe penhasco nenhum, não existe fim, nem se quer um ponto final. Após que você passa direto pela curva, tudo que lhe resta é mergulhar no meu romance exagerado.
Teu caderno surrado,
Aquele com teus rascunhos.
Saturados de poesias.
Que nunca fora narrado.
Mal sabendo você.
Que teus rascunhos
Fora a sua melhor versão.
Conto de clichês
Pararam de acreditar em “no para sempre”. Como se o amor não existisse. Ou como se os olhares não fossem tão sinceros. E como se as juras de amor não fossem reais. E como se as amizades não mais existissem. É o que aparece, é o que as pessoas manifestam, em suas poesias, em suas músicas, em suas fotos.
Mas acontece, que a vida é feita de momentos. Provavelmente nas juras de amor, que um dia fora rotuladas como falsas. Em algum momento, aquelas palavras eram mesmo reais. Naquele exato momento, o que as pessoas viam diante seus olhos, era o mundo delas. Do mesmo modo de que, seus momentos de confusão, de tristeza profunda, ou de desespero interno, também tem seus prazos de validade. Alguns momentos duram milésimos, alguns duram dias e semanas. E dependendo do modo que encara seus acontecimentos, alguns momentos podem ser eternos & imutáveis.
Então, neste exato momento que você vive algo, seja esta uma dor, uma alegria, uma angustia; saiba que, o momento é relativo. Ele passa, ele fica. E se você não abrir seus olhos de verdade para enxerga-los e viver tudo aquilo que os momentos lhe oferecem, a vida vai sempre parecer um conto de clichês.
E se você não abrir seus olhos de verdade.
Para viver tudo aquilo
Que os momentos lhe oferecem,
A vida vai sempre parecer
Um conto de clichês.
Tão sua
Voe, voe tão alto. Sem medo de cair. Porque finalmente você achou alguém que possa amar verdadeiramente, incondicionalmente, profundamente, sem medo nenhum de estar vivendo isso sozinho. Porque pelos sorrisos, pelos olhares, veras que você é tão dela, quanto ela será tão sua.
Diante dos teus olhos
Eu quero ser mais do que carnal
Diante dos teus olhos
Eu quero ser transcendente.
É a noite ao clarejar dos céus
Que é possivel enxergar,
As estrelhas aconselhando
Cada simpatizante delas.
Use flores, ame pessoas.
Construa caminhos, quebre barreiras.
Faça conexões, desligue o wi-fi.
Dê vida a um sorriso, mate a saudade.
Use flores mas floresça você.
Faz parte boa da vida, acordar sem despertador
com alguns planos de nada para fazer,
lembrar que o caos sempre passa e sorrir sem motivo,
e agradecer por estar vivo.
Faz parte boa da vida,
sentir aquele arrepio emocional,
ouvir música e cantar, mesmo sem saber a letra.
Lembrar de assistir os céus enquanto
eles te assistem lutar e recomeçar todos os dias.
Faz parte boa da vida ouvir ela gargalhar e assim
aprender traduzir a felicidade sem mesmo usar palavras.
Lembrar que sou rico por ter aquele sorriso
acordando comigo.
Faz parte boa da vida
você fazer parte da minha.
Palavras jamais estarão altura
de conseguir explicar
o que é enxergar
toda a beleza da alma de alguém.
Ela é como
música popular brasileira
da década de noventa.
É composta
por um tanto de coisa bonita,
cabia tanta música
e tanta poesia nela.
Que depois dela, nunca mais
vou ouvir MPB do mesmo jeito,
ela estará em todas
as canções que ouvir.
E por essas jornadas
já passei por todos pronomes,
já fui você,
eles,
já fui nós,
hoje eu estou conhecendo
o ser, eu.
Eu vejo e penso,
fico vendo todas essas pessoas,
no ônibus, rua,
me pergunto como deve ser
a história de cada um.
Me pergunto como que deve ser
o encanto de cada um.
Acho que o ser humano
é uma criatura tão bonita,
apesar de tudo que a gente vê.
“Cada um tem seu encanto.”
disse ela.
