Poesia Morena Flor de Morais
Se você acha que está sem planos pro sábado, lembre que até o Wi-Fi da vizinha tem mais conexão que a gente
Cada xingamento nos distancia da paz que buscamos. Que nossas palavras sejam sempre uma fonte de calma e nunca de dor.
Obrigado, meu Deus, por mais um dia vivido com alegria. Agora, com o coração em paz, posso descansar e confiar que o amanhã será ainda melhor.
Hoje em dia, até o tamanho das músicas diminuiu; as pessoas já não conseguem ouvi-las até o fim. Para onde será que estamos indo, com tanta pressa?
As músicas estão cada vez mais curtas... e, ainda assim, poucos têm paciência para ouvi-las até o final. Para onde estão indo essas pessoas, com tanta pressa e tão pouca atenção?
Você é alguém que enxerga além das palavras, transforma desafios em histórias e carrega nos olhos a arte de interpretar o mundo.
A vida sempre me desafiou a entendê-la. Hoje, aceito que talvez morrerei carregando perguntas, não respostas.
A vida é um mistério. Chegamos sem nada, vivemos tentando entender o sentido, e muitos partem sem levar sequer lembranças, como se fossem apenas vento de passagem.
Em um mundo onde todos falam demais, o verdadeiro sábio é aquele que escolhe o silêncio e, assim, evita muitos erros.
A igreja poderia ser organizada e mantida pelo governo, assemelhando-se a uma escola, onde apenas a palavra de Deus seria ensinada, eliminando, assim, qualquer interesse financeiro.
Com o tempo, as pessoas são esquecidas e substituídas por outras. No fim, o verdadeiro guardião das lembranças é o cemitério.
“Na vida, tudo acontece em linha reta: não há volta. O que você não fez, não fará mais. O que foi feito, está feito. O tempo não devolve escolhas. Pense nisso.
"Os políticos têm a responsabilidade de trabalhar incansavelmente para fortalecer a democracia, promover a justiça social e construir um futuro melhor para todos os cidadãos."
"Se você procura por minhas frases, elas estarão disponíveis no Pensador para inspirar e encantar o seu dia."
*** Em águas límpidas canta o mar
entre acordes de sal e sol
a sua imensurável força
que o tempo não poderá levar ***
**Acordes de sal e sol **é metáfora criada pela escritora Neusa Marilda Mucci e já registrada.
É como um útero cinza que habito:
ar, água, vias de sangue
circulam entre mim e sonhos.
Ruas se entrecruzam
com alguma surpresa:
trompas.
Na esquina, pode estar
qualquer forma de claustro, desespero,
antes mesmo do fim:
ovário.
A indiferença se disfarça de beleza, proximidade:
religiões, bares, barracas
de comida urbana disputam convivas.
O tempo não nos absolve
dessa correria encardida.
Dias nos fazem deixar um pouco do que somos
para trás:
placenta em lixo hospitalar.
Tudo é
O que ali está
E o que ali está
Nunca mais acaba
É o concreto absoluto
E quase insuportável
De quem viu claramente visto
Como um danado
Cada detalhe vive
Inteiro
Íntegro –
Sua importância é igual
Ao inteiro mundo
O mistério dos mistérios
Ali está
Visível
Manifesto
Mas ninguém sabe o que é
À Virgem Santíssima
Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia
N'um sonho todo feito de incerteza,
De nocturna e indizível ansiedade,
É que eu vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...
Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...
Um místico sofrer... uma ventura
Feita só do perdão, só da ternura
E da paz da nossa hora derradeira...
Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa...
E deixa-me sonhar a vida inteira!
Amei-te? Sim. Doidamente!
Amei-te com esse amor
Que traz vida e foi doente...
À beira de ti, as horas
Não eram horas: paravam.
E, longe de ti, o tempo
Era tempo, infelizmente...
Ai! esse amor que traz vida,
Cor, saúde... e foi doente!
Porém, voltavas e, então,
Os cardos davam camélias,
Os alecrins, açucenas,
As aves, brancos lilases,
E as ruas, todas morenas,
Eram tapetes de flores
Onde havia musgo, apenas...
E, enquanto subia a Lua,
Nas asas do vento brando,
O meu sangue ia passando
Da minha mão para a tua!
Por que te amei?
— Ninguém sabe
A causa daquele amor
Que traz vida e foi doente.
Talvez viesse da terra,
Quando a terra lembra a carne.
Talvez viesse da carne
Quando a carne lembra a alma!
Talvez viesse da noite
Quando a noite lembra o dia.
— Talvez viesse de mim.
E da minha poesia...
