Poesia Livro
"Vim esta vez falarvos sobre um fardo. Há um pesado e antigo livro que possuo e não consigo me desfazer, ele não me foi dado e sim passado, de pai para filho, é assim feito por todas as gerações, desde o primeiro homem que viveu e escreveu a primeira página, deixou gravada toda sua culpa, o livro foi ganhando páginas extras a cada geração que nascia, e evidentemente foi ficando mais pesado. Alguns não suportam seu peso, outros nem notam mais. A maioria nem ao menos se dá ao trabalho de abrir, alguns tentam lê-lo mas desistem, eu faço parte dos que resolveram abrir e folhear as páginas, cada uma pesa em média 100 kilos, não estão escritas com tinta nem em nenhuma linguagem conhecida, somente lágrimas, umas de esperança, outras de desespero e dor, mas a maioria de arrependimento, estas são as mais amargas e escuras.
No começo fiquei irritada com a similaridade das histórias, pensei comigo, como depois de milênios não aprendemos nada?! Depois tive um momento de breve luz, imaginando que o peso nos obrigaria em algum momento a agir diferente. Foi quando exausta cheguei a primeira página que eu pude ver a verdade mais cruel: havia um espelho, eu me reconheci, pude contemplar a vergonha, a fraqueza e o quão imensamente me enganei cada vez que me senti melhor ou mais merecedora da vida do que qualquer outro ser, por mais pequeno que seja. A culpa e os pecados cometidos por cada ser me esmagaram. E nesta fração de segundo admiti a verdade de quem eu sou, de quem nós somos.
O maior erro humano é querer ser Deus, acha que tem o poder de escolher quem vive e quem morre, que coloca sua própria sobrevivência e bem estar acima de tudo e de todos, e não se dá conta que não aprendeu a controlar nem a si mesmo."
Recostando na tristeza
Despoja-se da aurora temendo ao frio que se compadece,
por novo livro, me fizera de velho a seus sorrisos,
- encantou os lírios, margaridas e jasmins,
porém me adoecem no campo,
alegrias, tardanças vizinhas...
... Por avezinha me acolheu nas suas asas,
me embebedei de suas lágrimas,
onde magoado tempo se firmou,
por cúmplice de minha morte,
não fostes a velhice quem me matou.
Abraço da Felicidade
Ana Paula Silva
Autora do Livro: Me Apaixonei Por Um Poeta
Somos movidos por emoções. Tudo a nossa volta está ligado a emoções, felicidade, tristeza, euforia, dor. Quanto mais emoções, mais intensa julgamos nossa existência. Mas, em meio a tanta intensidade, não valorizamos os momentos de simplicidade e calma que a vida esconde e que chega de mansinho e torna-se tão especial que transborda, contagia, emociona.
Entre tantas emoções, a que mais buscamos é a felicidade, todos nós queremos ser felizes e acordamos todos os dias dispostos a andar de mãos dadas com ela. Porém, são tantos os atropelos diários, que sempre julgamos que a felicidade está no amanhã ou está nos momentos de maior euforia, em que soltamos gargalhadas ou estamos rodopiando ao vento.
De repente, nos vemos num momento tranquilo, numa noite fria, vestidos num moletom, meias quentinhas, vendo TV, e, uma imensa calma nos invade, a ponto de sentirmos tanta paz que adormecemos. Num sonho bom, ouvimos uma voz agradecendo a Deus por aquele instante, por existirmos, por estarmos ali, por aquele abraço com a felicidade.
Em meio a toda simplicidade daquele momento, se acorda, envolvidos no abraço. Com toda a calma, percebemos naquele abraço que o momento é tão especial que o coração dispara, nos falta o ar e se descobre que a calma daquele instante se agita e se transforma em vulcão.
E descobrimos que andar de mãos dadas com a felicidade é sonho passado, e que, seu abraço é o melhor lugar.
https://www.clubedeautores.com.br/book/187032--Me_apaixonei_por_um_poeta
O livro na mesa
Meus olhos caíram
minha cabeça foi junto
esqueci meu livro na mesa
você me acorda, que susto
após a briga que tive
você me consolou
estou atordoado
parece que alguém me matou
agora estou com o livro na mão
ele não vai cair
você me acordar
para eu não dormir
voltei a estaca zero
caíram meus olhos e a cabeça
estou fora do foco e de forma
volta o livro para a mesa
você me acorda no susto
acariciando a minha cabeça
olha como se eu fosse uma criança
indefesa que está presa
com o livro na mesa
Livro Fechado
Em tempos, já tive nome de livro aberto
Uma chuva de lágrimas assim me chamou
Sob notas musicais, alma a descoberto
Revelando ao mundo aquilo que sou.
Livro que contava o tempo que passou
Página a página, o tempo que chegava
Eu era a tinta que nele se cravou
Palavra a palavra que tagarelava.
Mas o vento deslocou as páginas por ler
E a metade já lida do seu lado cresceu
Páginas não lidas com pouco espaço a ser
Desfolhando-se todas o vazio nasceu.
Porém, um dia, a última página virou
Não sobrando lugar para se escrever
Com o tempo também a capa se fechou
E aquele branco calado acabei por esquecer.
Sou livro fechado, selado, trancado
Que teve um nome, uma causa, uma vida
Não existe mais força para ser forçado
Este livro fechado a letra dorida.
Na fúria do tempo, das palavras sem tinta
Frases sentidas presas no emaranhado
Talvez seja o tempo que no peito minta
Nas letras perdidas deste livro fechado.
De tanto pensar em você, eu escrevi um livro
Ele tá gravado na minha memória onde ninguém pode apaga-lo
É o sonho de qualquer escritor
Lançar seu livro maravilhoso
Ainda mais quando se fala de amor
Imagino amigo, o quanto estás orgulhoso.
Desta vez não é de poesia poeta
E sim de contos professor
Admiro muito quando interpretas
Tu és artista de grande valor
Nunca deixe de fazer o que gosta
O dinheiro não é a coisa melhor do mundo
O prazer está em tuas obras
Um texto mesmo sem rimas é profundo
Adquirimos no estudo conhecimento
O que encanta no fundo o povo valoriza
Como é bom o reconhecimento
Hoje a tua vida não passa despercebida
Parabéns Jota Neres pelo belo trabalho
És uma pessoa simpática e maravilhosa
Receba do público neste instante os aplausos
A tua alma é bastante talentosa
Olhar de Poeta
Ana Paula Silva
Autora do livro: Me apaixonei por um poeta
Editora Saraiva – Livro Digital
O Poeta tem um jeito todo especial de ver o mundo, ver o sol, a lua, o mar, as árvores e as folhas que caem dela. Não que ele veja tudo mais bonito, não que ele não tenha problemas, não que ele não fique triste ou se alegre. Mas, ele aprendeu a ver a vida e os acontecimentos de ângulos diversos.
Quando a folha cai de uma árvore, vemos uma folha cair de uma árvore. O poeta vê a folha caindo da árvore, vê seu movimento que é quase uma dança, num balançar ao ritmo do vento, vê toda beleza do seu brilho, que é produzido pelos raios do sol, vê a tristeza acompanhando aquela folha, que foi abandonada pela árvore, numa vagarosa solidão, vê ela se juntar a outras folhas ao tocar o chão, e vê que ela não está mais sozinha, como esteve desde o momento que se desgarrou da árvore. Ele volta seu olhar à árvore, que chora por precisar se desfazer de suas folhas. Ele olha para o céu, que está cinza, as nuvens parecem tristes e tentam ofuscar o brilho do sol, todos parecem compadecer a dor daquele instante. Então, o Poeta sorri, ele sabe que toda essa dor não passa de um outono.
Assim o Poeta vê a vida, ele olha a vida de ângulos diferentes, se uma coisa lhe parece triste, ele corre seu olhar em volta, lento, se for preciso ele muda de lugar, para ter um melhor ângulo, o mundo parece parar para que o Poeta observe cada momento que passa diante de seus olhos. Às vezes o Poeta se entristece, nem sempre ele consegue a melhor vista, mas ele logo busca outro ângulo.
Meu-nosso lugar
Apesar de ser manhã,
ainda era escuro.
Canonizamos
no livro da vida,
o beijo eterno
da bondade
revestida de paixão.
Flores delicadíssimas
ornavam as cabeças,
Milagres em forma
de pedras
sob os pés
em resposta de fé.
Esse vento me abraça
e os sabores das amoras
irrompe o inexpressivo
sorriso.
Fotografei su’alma
com meu olhar. Aqui fica!
Ainda dizem coisas dos tempos
das águas doces-salgadas
do nosso ranchinho.
Eu estou aqui!
Alguém pode me ajudar?
Não sei se sobrevivo nesse livro ou se vivo.
Mas a primeira estrada talvez seja a mais fácil.
Alguém pode me ver?
Eu estou aqui!
Você consegue me ver?
Me perdi nessa história
Páginas foram rasgadas e amassadas
Crie um esboço e continue-a para mim
Não sei escrever, estou cega, farta, minhas falas estão embaraçados e pesadas.
Sei que consegue me ouvir
Só não sei se consegue me entender
Escuta!
Continue e caminhe enquanto minha alma for esvaindo pelos ares
E saiba que não foi possível dá partida ao meu conto
Mas você vencerá, pois é forte...
Faze das normas o teu breviário.
Livro-de-bolso. Bom de cabeceira.
E mais .Transforma-as, para o uso diário,
na segurança de um par de perneiras.
Um menino...
Um menino, só é feliz a seu modo. Muitas vezes, abre um livro, viaja mundo afora e seus sonhos, viram realidade por alguns minutos, algumas horas, ou quem sabe, até terminar de ler a história.
Há dias que ele se encanta com um passarinho, uma borboleta e uma aranha que passeiam juntos pelo jardim sem nenhum problema, mas quando ele encontra uma bola de futebol, a vida parece mudar de repente.
Ele entra em seu campo imaginário acompanhado de seus ídolos e vai chutar a bola para dentro da rede, fazer o gol da vitória, das homenagens, do troféu, do campeonato.
Mais tarde, ele acorda e quem pensa que ficará triste, engana-se. Ele vai escrever nas páginas ainda em branco do livro que marcará sua história, aquilo que deseja conquistar e aos poucos, vai aprender que um sonho, pode ser concretizado, virar realidade e transformar sua vida, se assim o desejar.
by/erotildes vittoria
ALguns
Alguns namoram uma boa música
Alguns namoram um bom livro
Alguns namoram uma bela paisagem
Alguns namoram um bom trabalho
Alguns namoram uma boa tecnologia
Alguns namoram na distancia
Alguns namoram na ausência
Alguns namoram na presença
Alguns namoram a família
Alguns namoram o esporte
Alguns namoram sua criatividade
Alguns querem namorar
Alguns me namoram
Alguns namoram você
Alguns namoram eles
Alguns querem fugir de namoro
Alguns querem namorar a si mesmo
Alguns não importa o que, ou quem apenas namoram...
"Sentidos vagando em dispersão,
Olhos abertos apenas para ver,
Te ler feito um livro,
Ouvir tua doce voz e crer que tornei-te minha dimensão.
Desgovernada mergulho em planos incertos,
Incerta me desgoverno.
A relação desse agora sem méritos,
Me aquecendo no frio do teu inverno."
Já fui poeta de palavras difíceis,
minhas poesias formariam um livro,
mas hoje não escrevo versos compridos,
apenas procuro os sentidos!
Vocês já tiveram raiva de livro.
Sempre gostei de ler, ou seja, não importava se fosse aventura, terror, romance ou espirita. Meu tempo era gasto folheando paginas com cheiros maravilhosos. Afinal, quem nunca cheiro um livro que acabou de comprar.
Hoje meu dia foi tranquilo passei o dia todo lendo o livro '' QUEM É VOCÊ ALASCA?'' até finalmente acabar. E quando já estava deitada, ELA me perguntou:
-Gostaria de ler meu livro?
O livro que outra apaixonada lhe deu querendo chamar sua atenção. Por que Raios eu gostaria? Pois então. Este livro passou ser a última opção.
QUEM DIRIA UMA AMANTE PELA LEITURA TER COMO ÚLTIMA OPÇÃO UM LIVRO.
Livro de Mateus Capítulo de número 5:
E se Jesus vendo aquela multidão 'não' subisse ao monte e, não se 'assentasse' com aquele povo... Será que as beatitudes teriam sido eficazes para o ensino espiritual ser praticado ainda que por poucas pessoas? Ou seja: os pobres teriam herança, os que choram possuiriam esperanças, os mansos aceitariam o domínio próprio enviado e soprado pelo Espírito Santo?
Pense nisso.
Livro de Mateus Capítulo 13: E quanto as parábolas? Será mesmo que os seus significados seriam extraordinariamente espirituais se Jesus 'não se assentasse' e falasse pacientemente e todo atencioso nos desvendasse suas ocultações? E se Ele não houvesse saído de casa aquele dia e houvesse se 'assentado' junto ao mar?
Pense novamente.
Nada de madeira boa, nada de prata, de ouro e nem púrpura. O melhor que a Sulamita possuía é o melhor que Jesus sempre possuiu e nos oferece: um interior revestido com amor. (Referências no Livro de Cantares Capítulo 3)
{Uma observação: o palanquim não era um assento comum como por exemplo um lugar à mesa do jantar, um espaço no sofá ou numa sala de espera de uma sistemática empresa, tratava-se de um 'assento reservado' que precisava de valentes ao seu redor para manter sua assentada bem visível aos que rondavam pela cidade}
E ele se deitou, pegou o seu livro favorito começou a folheá-lo, mas no mesmo instante descobriu que não queria viajar nas páginas de uma aventura romântica já vivida por outrem. Ele percebeu que queria escrever sua própria história, ele queria viver seu próprio romance, queria ditar os passos do personagem principal chamado coração.
Ele pensou que seria muito melhor devanear pensando na imagem de sua amada e então resolveu ser mais dele, ser mais pra ela. Ele resolveu escrever ao invés de ler e então ele resolveu colocar um final feliz naquela tão célebre tragédia. Sua história também teria perdas, conquistas e aventuras. Sua história seria até mesmo comum, como tantas outras. Mas com um diferencial o escritor também era personagem e não queria terminar sua história sem um "...e viveram felizes para sempre".
No seu livro “Mein Wetbild”, descreve Einstein, maravilhosamente, três tipos da
concepção de Deus: 1) O conceito do Deus-máquina, entre os povos mais primi- tivos; 2) o conceito do Deus-pessoa, entre os hebreus do Antigo Testamento, em geral, e entre os cristãos de todos os tempos e países; 3) o conceito do Deus-cósmico, professado por uns poucos místicos avançados, cujos representantes ultrapassam igrejas e teologias e encontram-se, esporadicamente, entre todos os povos e em todas as religiões. Einstein enumera, entre os da terceira classe, Demócrito, Francisco de Assis e Spinoza, quer dizer, um pagão, um cristão e um hebreu, dizendo que eles são irmãos na mesma fé.
