Poesia Felicidade Fernando Pesso
" E se, invés de seguir meu coração e perseguir meus objetivos eu tivesse ouvido todas as pessoas que duvidaram de mim e falaram que era impossível "
(...) um homem cuja única paisagem são as quatro paredes de uma cela, agoniado sob o peso do que fez em nome de princípios que outros conceberam e ele, obediente, ingênuo, adotou.
Como as mulheres sabem nos manipular. Deitado na cama, com a mente em branco, Joxe Mari olhava o quadrado de céu azul da janela. Ficou um bom tempo ali imóvel, em atitude apática, com as mãos enlaçadas atrás da nuca. Por fim lhe vieram pensamentos. Ou melhor, imagens. O tempo, de repente, retrocedeu a grande velocidade. O tempo era um filme que mostrava a sua vida de trás para a frente. Saiu logo da cadeia e entrou em outra e depois em outra, foi torturado, depois preso, voltou à luta armada, à tarde chuvosa em que Txato olhou nos seus olhos, ao pub onde atirou pela primeira vez em um homem, à França, à vila e, chegando aos dezenove anos, as velozes imagens mentais pararam de repente. Imaginou então um destino diferente, que culminava com a realização do seu grande sonho: jogar no time de handebol do Barcelona F.C.
Constatou: pedir perdão exige mais coragem do que disparar uma arma, do que acionar uma bomba. Essas coisas qualquer um faz. Basta ser jovem, ingênuo e ter sangue quente.
Para quê? A resposta o enchia de amargura: para nada. Depois de tanto sangue, nem socialismo nem independência nem porra nenhuma. Tinha a firme convicção de ter sido vítima de uma fraude.
Saiu do ETA, dormiu bem. Ele já andava balançado em suas convicções de uns tempos para cá. Tudo influi: a solidão carcerária; as dúvidas, que são como mosquitos de verão que não param de rondar; certos atentados que, por mais que se esprema, não cabem no espaço cada vez mais estreito das justificativas habituais; os companheiros que considerou desertores num primeiro momento e agora compreende e, em segredo, admira.
Você se esforça para dar um sentido, uma forma, uma ordem à sua vida, e no fim das contas a vida faz o que bem entende com você.
As aves observam o homem do campo arando o solo, e voam rapidamente em busca do alimento resultante disto. A terra é o início de todas as coisas, Deus está no controle.
AMOR é INSUBSTITUIÇÃO: Mulheres trocam de maridos, homens trocam de esposas, e em algum momento, aquele que você diz amar, sera trocado, então nunca foi amor. Eu não troco Deus por nada, portanto, eu o AMO verdadeiramente.
O ar se foi e ficou apenas o espírito: A palavra não necessita do ar, nem da boca, nem do homem. Mesmo estando morto, crendo, ressuscitará.
O objetivo da vida não é alcançar o equilíbrio ou a perfeição, mas aprender a desenvolver uma gestão eficiente dos nossos desequilíbrios e imperfeições.
Aguiar dos Santos foi um veterano jornalista, mentor de dezenas de profissionais angolanos espalhados em quase todas as redacções e um dos fundadores do movimento de reivindicação para a melhoria da qualidade da liberdade de imprensa em Angola.
Nunca mais cruzei os braços em prol de uma nação que olha a imprensa como ferramenta estratégica para o amadurecimento da democracia.
Ano após ano, acompanhamos o sistema político de Angola afectar a liberdade de imprensa; a democracia ficou comprometida pela censura, dificuldade de acesso às fontes oficiais, sobrevivência e falência dos órgãos de comunicação social, ausência de uma agenda própria e rigorosa das redacções, agressão a jornalistas, impedimento de cobertura e muitas outras dificuldades enfrentadas pelos órgãos público e privados.
Se movimentássemos o nosso corpo da mesma forma que usamos nossas mentes, mal moveríamos os dedos...
O maior problema do sistema educacional da humanidade está em não ensinar as pessoas a usarem o conhecimento acumulado.
Permissão é a capacidade de conceder a si mesmo e aos outros a liberdade para pensar e expressar-se sem medo de julgamento ou fracasso.
A humanidade do séc XXI ainda não é civilizada. Ela está em um processo lento de civilização. A tecnologia avança muito mais rápido do que a aplicação dos princípios éticos.
É uma prática antiga distorcer fatos sobre mazelas sociais para justificar o aumento do gasto de recursos públicos.
