Poesia Felicidade Fernando Pesso
Nas sublimes asas
da Borboleta oitenta-e-oito
leio o infinito deste amor
que na poesia do destino
está escrito e me aguarda
com todo o candor divino.
A Jurupoca
contente escreve
nas águas a poesia
em companhia
dos raios de Sol,
Nas entrelinhas
da correnteza há
assemia da perfeita
escrita feita a nado,
No rio do coração
também existe quando
se está apaixonado.
O Curimbatá vive
em todo o Brasil,
Do mesmo modo
que a minha poesia,
Os versos de cada
dia têm feito parte
do mesmo e de outros
cardumes em busca
de oxigênio, de inspiração
e de algumas luzes
para continuar
a sorrir e aliviar cruzes.
Para você entender
o quê é poesia visual,
Observe o cardume
de Pirinampus no rio,
Contei o número
de dezesseis e peguei
a caneta antes de escrever
este poema para vocês,
(Porque número será
sempre quantidade),
e poesia terá vida
a ver com qualidade.
Depois de contar
quantos Pirinampus
haviam no cardume,
Escrevi o numeral
porque depois da quantidade
contada sempre será
(representada por
palavra ou símbolo),
Tudo aquilo que vem
do espírito permite se
criar um novo símbolo
ou até mesmo brincar
com o quê está estabelecido.
Como foram contado
dezesseis Pirinampus,
e sempre
(o número
ou numeral à partir
de dez sempre será
chamado de algorismo).
Poesia visual é
e não é Matemática,
Nela pode ser usada
além de números, letras,
ausências, formas
e até mesmo "convergências":
É lógica, ilógica, conceito
leitura iliterata e tática,
(Cada um chama
do que quiser
e se deixa ser
chamada como convier).
Toda a poesia é
como uma Saicanga
nas linhas da correnteza
de um rio bravio
escrevendo com a sua
poligrafia silenciosa
sobre a vida e sendo
resistência pacífica
em nome daquilo
que a impele e acredita.
Piracanjuba gentil
enamorado pela Lua,
Rio de poesia tranquilo
que anda me inspirando
como vir a ser só tua
pactuando todo o dia
com o mistério do destino.
Piavuçu cruzando
a queda d'água,
A poesia remando
no tempo,
Poetisa de remanso
que pelo amor vive
o tempo todo esperando.
A poesia é como o peixe
Limpa-fundo de aquário,
Com poesia nesta vida
não há sujeira que
permaneça na mente
e no coração por muito tempo,
É só você começar a ler
sem esmorecer que os efeitos
indesejados irão desaparecer.
Lambari versinho dos rios,
na poesia das lagoas,
no poema dos córregos
e poético das nossas represas,
presente no adágio popular,
nas águas doces brasileiras,
és meu bonito pedacinho
de Pátria adorada que
merece recordação apaixonada.
Vai indescritível poesia
encontrada no Piraputanga
que do Pantanal viaja
para outros honoráveis rios
da Bacia do Rio Paraguai,
Segue com a coragem
de ser missão e canção
desta nossa América Austral
que não me canso de amar
e sempre devoto com
fervor renovada declaração
de corpo, alma e todo o coração.
A minha poesia de vez
em quando acorda
afiada como um
Cachorra-facão
mostrando o dentão
para quem gosta
de causar perturbação.
Beija-flor-da-praia
poesia agitada
com sua sublimes asas,
Eu estou apaixonada,
Diz para ele que
desejo ser por amada.
Minha Estrelinha-ametista,
poesia de asas e plumas
da América do Sul,
Quando o amor é verdadeiro
não se consegue dizer não,
Diga para o meu coração
que não penso em retroação.
Colibri-cinzento
deste solo gentil
e brasileiro,
De ti tenho o beijo
a utopia e a poesia
inspiradora de cada dia.
Enquanto uns espalham guerra, eu espalho poesia.
Mesmo que você ainda não escreva, e no momento você só aprecie e sinta, com certeza você já está fazendo o mais importante.
Toda guerra é sempre perdida porque fere a população, por isso eu sempre defendo o direito de poesia ser poesia para defender o direito a vida.
Notícias de guerra
não vencem a poesia
que em mim habita,
Notícias de guerra
não caçam a vontade
de mergulhar nos
teus olhos invencíveis
absolutos e oceânicos.
Notícias de guerra
jamais serão capazes
de me fazer esquecer
que nasci poeta,
porque mesmo que
eu pare de escrever
a sua linda existência
não me deixa esquecer.
Notícias de guerra
jamais serão capazes
de tombar os poetas
pelo mundo afora,
porque com as trevas
e luzes temos uma
sedutora intimidade,
e com certeza tens
um pouco de cada uma.
Porque ao reler os teus
códigos poéticos,
Entendi perfeitamente
que se tratavam de dizer
de uma forma diferente
de vir a morrer
de amor nos meus braços.
Agora sou eu e quem
retribuo com a vontade
sereia de no coral de mesa
Acropora selago muito
bem portado pelos teus
olhos envolventes
que entregaram não só
para mim que o seu
coração vive apaixonado.
