Poesia Felicidade Fernando Pesso
Mercúrio na maior
alongação leste,
e eu incitação total
sendo parte da tua pele.
Dracônidas rumo
à Constelação de Dragão,
e eu por antecipação
buscando de tudo para
ser parte do teu coração.
Marte na sua cavalgadura
tentando se entrelaçar
com a Lua pela cintura,
é assim que já sou tua.
Tenho você como a Lua
tem a Marte no limbo
escuro em rito oculto,
é no profundo do peito
que nos resguardo
e nos salvo do mundo.
Não sei o porquê,
mas sem querer
escrevi com a tinta
da Via Láctea
o presságio da união
e na tua pele virei
a poesia da constelação.
Uma trama muito
ruim que o fim
desconhecemos,
Vis nos ofendem
daquilo que
não merecemos.
Nos perturbam todo
o dia com o intento
de no futuro nunca
mais sermos:
estamos vivendo
um real pesadelo.
Nós percebemos
a insistência dos
que desejam ceifar
tudo o quê há
de mais precioso
em nosso caminho:
Das nossas próprias
origens alguns até
se esqueceram,
Caíram no plano
de nunca mais não
nos pertencermos,
Não escapam da visão
deles nem as árvores
que são os nossos
insignes signos:
as Araucárias do meu,
do teu e do nosso destino.
Não que eu seja
da prepotência
mais uma filha,
Cada linha escrita
na existência
não necessita
de terceiros
para serem arautos,
(Tem gente que
olvida que o seguro
morreu de velho).
Não que eu seja
orgulhosa,
Cada linha escrita
apenas necessita
das pausas estranhas
da minha cidade,
Porque a minha
poética tem vida própria,
(Ela mesmo só
precisa dos olhos
e dos teus sonhos).
Não que eu seja
ostracista,
Cada linha escrita
nasceu do convívio
como noiva eterna
do Pablo Neruda,
e que hoje conta
com os beijos da Lua,
(Que não se permite
fazer parte nunca
de antologia nenhuma).
Pagando o alto preço
dos poetas em vida,
com igual honra
do soldado regressado
de vez da guerra,
Para no futuro virar
o pão de quem precisa
seguindo tranquila
para um lugar distante
da minha terra,
Não duvido do que
está sendo escrito
pelo sutil destino
inevitável em pleno
mundo esquisito,
Respirando fundo
sempre que passo
por uma provação,
em nome do dia certo
que sei que tu vens,
Você é que tem feito
com que eu resista
as intrigas e a malícia
de quem acha que
assim me esgota
e se diverte comigo,
Nenhuma saia justa
tem me vestido mais
do que o mau tempo
e a distância de não
ter você por aqui;
E tocando o éter
da tua história,
pressinto que
os teus lábios silentes
ainda me resguardam
no peito como a balada
de amor inabalável,...
Caminhante em círculos,
sem data e hora marcada,
até porque não nos conhecemos;
e por Júpiter, Saturno e a Lua
todos foram surpreendidos,
mas certa de que invencíveis seremos
quando pele com pele nós dois habitaremos.
O pincel do Universo
transita na galáxia,
é transe do arrrepio
neste continente
ilhado por desastres.
Júpiter e Saturno
em ritmo turco,
nas minhas palmas
e na testa venho
e trago todas luas.
Há em nossas alturas
o véu que envolve
o tempo e anoitece
em todas as músicas,
e lanço as mil juras.
Porque na passagem
da intensa madrugada
no céu que brinda o dia
no mar ou na montanha
sem me importar
em qual paisagem,
Certa estou que tu vens,
e a tua loucura de amor
não será jamais miragem.
Envolventes palmas,
na testa marcada
e nos pés descalços
há os sinais da mais
brilhante e distante
das galáxias nomeadas
e tempos de roseirais:
Cosmos RedShift 7
e o zodíaco na pele
de quem nem mesmo
o mau tempo teme.
Desconfiava sempre
que eu era diferente,
e sempre soube
que estava certa
com o coração voltado
para a Lua e o infinito:
O meu rosto carrega
a herança visível
de um povo perdido,
e da minh'alma gêmea.
Nas mãos bailarinas
que trazem acenos
para a imortalidade,
eu sei e você sabe,
e assim nos queremos
com pacientes segredos.
Vê como a ventania
é levando um ramo
de oliveira pelas rotas
ordinárias capazes
de anunciar a vitória,
Embora a inquietação
aparentemente
não termine nunca;
Fui colocar para tocar
a nossa música,
o meu segundo Hino.
No dobrar das horas
não cessa a agitação
que chega a contar
as gotas da chuva,
é você no coração
fazendo a História.
Porque sei mais
do que ninguém
que é quebrando
com as duas mãos
todos os rifles sutis,
Papoulas brancas
deles hão de surgir
e virarão pombas
para anunciar
a paz permanente
em qualquer lugar.
Nas mãos do Universo
estão a Lua, Mercúrio,
Vênus e a estrela Spica,
e toda a secreta poesia
que são capazes
de me levar até você.
Uma ânsia romântica
de início de Lua Cheia
atravessando além
da Quarto Minguante,
e tem levado adiante
uma grande utopia doida
que não tem deixado
pensar em outra coisa
a não ser na urgência
de te amar a salvo de tudo.
Foram espalhadas
as sementes etéreas
das papoulas brancas
pela Rota da Seda,
e para a Lua os sinais
nunca foram segredo.
A Attan da Via Láctea
tirou diante dos olhos
os véus dos impérios,
e os vestígios dos infernos
estão diante de todos.
A correção dos rumos
da História leva tempo
e pede ter o olhar atento
ao Universo como teto,
a Terra como alicerce
e a gentileza como alma.
Ninguém merece viver
com medo e apartado
do respeito, do diálogo
e do entendimento
que ir e vir é sagrado.
Na vida não te esqueça
que a sutileza do pássaro,
o colorido da borboleta,
e a liberdade do espírito
dizem muito sobre ficar
ou para trás tudo deixar.
Ninguém nasceu máquina
de guerra para conviver
fingindo convivência
onde a ira e a brutalidade
insistem em fazer ninho.
Não existe soldado sem poeta, nem poeta sem soldado. O poeta é um soldado!
Aprendam, senhores! O Patrono do Serviço Militar Brasileiro é um poeta! Salve, Salve o Olavo Bilac o Príncipe dos Poetas!
Nos Taurídeos do Sul
das noites novembrinas
e nos Leonídeos no céu
dos instantes incertos
dançando nos hemisférios;
O teu nome é a canção
que resguardo com as chaves
de mais de mil silêncios.
Em noite de eclipse lunar
parcial tentando quebrar
as resistências em nome
dos teus olhos por todas
as fronteiras dos sonhos
de um convergente destino
que nas estrelas está escrito
muito além do que pensamos.
Unida com a imigração,
nos cárceres políticos
e certa que ao seu coração
em primaveril sagração
do amor em florescimento
me tranquilizo mesmo
sem saber ao certo quando
e onde nos encontraremos.
Em todas as escalas,
alturas e potências
do amor à primeira vista
aguardo a nossa hora,
até Lua, Saturno e Júpiter
em conjunções na orbe
estão certos que não há
tempestade capaz de nos perder.
Onde as estrelas
podem ser melhor
vistas é ali que meu
predestinado amor
pode ser encontrado.
A Bakhchisaray é
ouvida nos lábios
do etér dos séculos,
e perpetuo você
em todos os sonhos.
Tenho despertado
no meio da madrugada,
e silenciosa deparado
com o quê há de forte
lindo e infinito para nós.
A verdade é que morro
por estes lindos olhos
cansados do pesadelo
atroz e assim carrego
a nossa jura em segredo.
Bem perto do enigma,
da ampulheta e do minarete
quero encontrar a vida
com amor e apaixonado rito
e ser feliz sempre contigo.
Do Hemisfério Celestial Sul
a nossa sagrada entrega
têm todos os marcos austrais
do que é eterno, sublime
e que nunca terá limite.
Nas profundezas
da América do Sul,
Se tornar um preso
de consciência tem
sido muito comum,
A prisão não escolhe
fardados ou paisanos,
Ela vem como uma
onda carregando
quem pensa diferente;
E neste Natal ainda há
um oceano de gente
sem hora da pena cessar,
As queixas são tantas que
tenho medo nelas me afogar.
Os dois quadrantes
do Hemisfério Sul
nas minhas mãos,
e como quem
passeia no chão
de estrelas d'um
destino nada fácil
onde o meu peito
pôde se preparar
para te receber
do jeito que vier.
A esperar por
este momento
a cada instante,
sei bem que
tudo leva tempo
e por mais que
atentem contra
o sentimento
nada irá segurar
o amor escolheu
para ena(morar).
O Cruzeiro do Sul
traz o presságio,
e as Três Marias
o meu segredo
de Canopo altiva
elas resguardam
de todo o avilte
e de tudo que
impeça ser vida
e transbordamento.
Que meu amor se
encontra onde
as estrelas sempre
são mais visíveis,
não consigo negar
para mim mesma
e por intuição há
até quem já perceba
que não consigo mais
de ninguém ocultar.
O cusquenho estelar tem
traçado o nosso destino
bem diante dos olhos,
e nós dois sabemos disso.
Irresistível dama silente
que com poesia tentadora
e malemolente tem feito
das tuas veias o continente.
O mundo é nosso e o futuro
nos pertence porque o teu
amor me encontra onde
as estrelas são mais visíveis.
Irretocável suíte orquestral
do Hemisfério Celestial Sul
que ninguém pode impedir:
o Ano Novo vai emergir.
A minh'alma, o meu corpo,
o meu amor e o impulso
de Hemisfério a Hemisfério
à ti estão entregues para
te derreter e fazer você
flutuar até o céu noturno
para com as tuas mãos
amenas me tocar como
eu fosse feita de estrelas.
Não é segredo para ninguém
que a cada dia você é meu,
que a gente de pertence,
que um dia você vem
e o amor tem sido o regente.
A rota equatorial orienta
que toda a fortuna poética
do teu amor por mim se
encontra onde as estrelas
são sempre mais visíveis.
Sei que não é do nada
que a insônia romântica
tem me tirado da cama
para sonhar de olhos abertos
com o teu desejo e chama.
É a tua fascinação tão sidérea
que pela lei da atração
tem me feito tua por intuição,
que na madrugada surge dizendo etérea que é o amor chegando para ficar.
Não sou o seu
amor de perto
e nem de longe,
Sou o seu amor
do lado de dentro,
Quero pertencer
a cada canção tua,
Mas a única música
que me interessa
ouvir é a que virá
dos teus lábios
dizendo o meu nome.
Sem freio e sem receio
como um infante
que corre sem
medo de cair,
Assim flui o meu
sangue para onde
o meu peito quer ir,
onde vive o meu
veludo celeste que
em ondeamento
provocou um mundo
todo de desejos
que não saem mais
nem por um instante
dos meus pensamentos.
Seja ela qual for,
arte se responde
sempre com arte,
Censurar jamais
fez ou faz parte;
Preserve a cultura
da tua Terra,
por ser a melhor parte.
Na minha janela
Órion se aproxima,
e a ânsia da espera
de mim se avizinha;
Há algo de Leyla
em mim e há algo
de Mecnun em você,
Só sei que desde
o primeiro momento
que te vi a minh'alma
cantou, voltei a sorrir
e cresceu o desejo
de muitas noites
com o meu beijo
de te pôr para dormir.
Sem hesitar você
disse que me ama,
Sem resistências
retribuí a tua chama,
Sem explicação
é o amor que nos
uniu de coração,
O mar que existe
entre nós é apenas
só um detalhe,
A voz de um traz
ao outro serenidade;
Trazes no teu ritmo
a poética inspiração
inefável para sonhar,
e um melhor despertar.
