Poesia Felicidade Fernando Pesso

Cerca de 69132 frases e pensamentos: Poesia Felicidade Fernando Pesso

⁠Mafra Poética

Mafra da minha História,
minha Mafra poética,
O balançar das araucárias
do meu destino falam
das minhas memórias
que um dia hei de contar,
Nunca deixei de te amar
nesta vida mesmo longe
de ti tendo que caminhar.

Poética Mafra poética,
por tudo o quê fostes,
és e para sempre serás,
Tudo de ti em mim
para sempre sobreviverás.

Mafra poética e amorosa,
quando fecho os olhos
ou vejo uma nectarina,
Recordo que há muita
História a ser contada
nesta Bela e Santa Catarina.

⁠A sensação de proximidade
provocada pelo meu beijo
é o povoamento do real desejo,
A palavra me pertence
e a sua recíproca sedutora
intuitivamente me convence,
e vale um livro inteiro:
a poesia é livre e esta mulher
para o seu amor se guarda.

⁠O luxo do teu amor
sei que me pertence,
Como nunca deixe
de pertencer-te,
Você me puxou
pela mão e me deu
uma fita de cetim
para dançar contigo
a Dança do Tipiti,
Deste dia bonito
jamais me esqueci.

⁠Não existe mais
Mapinguari
morando no mato,
Mesmo assim
é preciso seguir
com cuidado
nesta vida;
O Bicho-Preguiça
continua útil,
se seguir preservado.

Os tempos mudaram
definitivamente...

Só sei que existe
mais de um
Mapinguari
por todos os lados,
E não têm mais idade
e as línguas deles
estão sempre afiadas.

Os tempos são outros...

O Bicho-Preguiça
traz o melhor ensinamento:
O convívio não
pede enfrentamento
com Mapinguari de qualquer tipo.

Os tempos de hoje pedem que
não seja dado mais nenhum espaço.

Quando um Mapinguari surgir
para provocar ou mentir,
é só mudar o seu caminho,
fingir que escuta,
deixar falando sozinho
ou comece a ler um livro.

Só não deixe o Mapinguari
continuar enchendo os seus ouvidos.




⁠Tremulam as flores
rosas do Ingá-anão,
Quando você vier
não vou dizer não,
Colherei os frutos
doces do amor
com todo o coração.

⁠Fiz o voto de não
dar para trás,
Como o tenaz
Baguaçú poético
e lancei ao mundo
este gentil verso
para que saibam
que em mim mora
todo um Universo.

⁠Uma Corujinha-do-mato
se aproximou no telhado,
O meu coração é seu e está completamente apaixonado.

⁠O Tucano-de-bico-preto
parou, olhou no fundo
dos meus olhos e contou
para mim um segredo
para do amor eu não ter
nesta vida nenhum medo.

⁠Entre os peixes coloridos
e os corais acroporas
coloquei a prece, o enigma,
a rota e a amorosa
poesia para que a minha
mão alcance a sua
e tudo o quê o amor nos destina.

⁠A Independência foi a soma
de muitas coragens
contra a exploração colonial,
A nossa República foi
a soma de interesses
com a coragem do Marechal,
Sem a coragem do Marechal
teríamos que aceitar
qualquer sorte infernal
sem ter a chance de mudar,
E agora temos o poder
de agir sempre quando
tudo não fizer sentido,
juntos podemos transformar:
As asas da liberdade ninguém
mais pode capturar e cortar.

⁠Não nego que preciso
mais do que nunca
da sua intrépida ousadia,
Porque com encanto ando
todos os dias revelando
pistas sem truques
e com discretas malícias
para desenhar contigo
no Mapa-múndi celeste
do amor tudo aquilo
que reúna e que convença
ser para nós o mais sedutor.

⁠Conheço as violeteiras
das duas Américas,
Diante dos meus olhos
uma desabrochou,
Você me espera
em teus braços
como quem anseia
a Primavera,
Percebo que tens
desenhado esquemas
para viver grudado
em meus beijos,
Em nós fazem
festas os desejos.

⁠Mesmo que digam
que não exista,
Todo mundo precisa
de um amor puro
com sabor de fruta
fresca colhida
depois da chuva.

⁠Elegia

Sentir na profundeza
d'alma o impulso
que leve a uma Elegia
é uma experiência
de quase-morte
para quem é poeta.

Ficar triste e estar
de braços dados
com a morte são
os únicos apelos
para descarregar
o fardo dos lamentos.

A Elegia num sentido
mais amplo é todas
as vezes que sinto
e escrevo reclamando
com o destino o fato
de não ter você comigo.

Sem a compreensão
da morte e da tristeza,
e sem lamentar por não
ter você nunca será
possível escrever
uma Elegia com exatidão
de corpo, alma, poesia e todo o coração.

⁠ Dia da Confraternização Mundial


O Dia da Confraternização Mundial

traz a oportunidade de prestar

a atenção mútua de que podemos

conviver com fraternidade

como irmãos em paz e de verdade,

Para isso devemos meditar

como podemos ser úteis com boa

vontade.

⁠O Dia Mundial da Paz



O Dia Mundial da Paz

foi criado para lembrar

que viver em paz sempre

é bom demais até mesmo

aqui na minha pacata

cidade amada de Rodeio,

E que em qualquer lugar

do mundo se não houver paz,

você pode pode dar o seu jeito,

Se você quer, você é capaz

de criar o seu lugar perfeito

com união pela paz

com tudo aquilo que ela traz.

⁠A maior homenagem

que pode ser feita neste Natal

é lembrar de que em cada

pequenino palestino desprotegido

existe um Jesus Menino

que não está sendo protegido,

Erga a sua voz para que nenhum

pequenino nunca mais seja agredido,

Seja corajosamente sempre a luz

do mundo em prol de cada

pequenino.

⁠Coxinha

A Coxinha nasceu
soberana e eu não sabia,
Segundo uma lenda,
a Coxinha foi criada
para o filho da Princesa,
Por amar com ou sem
requeijão não é exagero
dedicar uma poesia
a amada Coxinha com paixão.

⁠O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.

Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.

O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.

Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.

Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.

⁠Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.

Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.

Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.

Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.

Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.

Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.