Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

Cerca de 131418 frases e pensamentos: Poesia Ei de te Amar Vinicios de Morais

⁠O GURIZINHO

Foi num sábado bem cedo
O sol brilhava sozinho
Só se via o cantar
Dos mais lindos passarinhos
Foi aí que eu ouvi
Um pequeno barulhinho
Quem batia em minha porta?
Um pequeno gurizinho...

Abri a porta depressa
O que houve menininho?
Cheguei a me assustar
Maltrapilho e magrinho
Com uma cara de fome
Pobre daquele anjinho!

—Me perdoe meu senhor
Lhe peço de coração
Apenas um cafezinho
E um pedacinho de pão
E se não incomodar
Me desculpe a intromissão
Se tiveres um pouco mais
Pra mamãe e meu irmão.

O resto desta história
Não é preciso contar
Alimentei o pequeno
Não é preciso falar
Me encheu os olhos de lágrimas
Não é para se gabar
Ainda sobrou um pouco
Embrulhei "pra" ele levar

Eu fico imaginando
É triste, mas é verdade
Quantas crianças no mundo
Pequenas, de pouca idade
Passam fome, passam frio
Durante a mocidade
Mazelas do ser humano
Terrível realidade!

O que dói no "bicho" homem
E apequena a esperança
Não zela por ninguém
E não cuida das crianças
Briga por qualquer coisa
Casa, dinheiro e herança
Parece que só surgiu
Pra ser o "rei da lambança "...

Aqui vai este versinho
Me perdoem a intromissão
Rogo aos nossos jovens
Que prestem bem atenção
Cuidem do semelhante
Tratem-no como irmão
E antes de ter os filhos
Reflitam com o coração...

É como diz o poeta
Se pondo a criticar
Infelizmente o homem
É triste, mas vou falar
Um "bicho" que só existe
Com intuito de matar
Quem não cuida nem de si mesmo
Dos filhos, não vai cuidar!

Inserida por thiago_rosa_cezar

⁠QUESTIONAMENTOS

No vai e vem desta vida
Não é fácil entender
As diferenças do mundo
As maneiras de viver
Tem uns que nascem sem nada
Sem ter nem o que comer
E outros chegam a esbanjar
Ricos desde o nascer!

Tem sofrimento no mundo
Que o rico jamais vai saber
Para o pobre já é grande coisa
Estudar para saber ler
Pois são tantas necessidades
Que não tem o que fazer
Sofrem tanto, os pobrezinhos
Que chegam pedir pra morrer.

Na mesa dos abastados
Lagosta e camarão
Vitela e entrecôte
Picanha e também salmão
Já estão acostumados
Nem pensam na situação
Quem teve tudo na vida
Não pensa no seu irmão!

Na mesa de gente pobre
É triste, mas vou contar
Farinha de mandioca
Quem dera ter o fubá
Carne ali não existe
Se quiser tem que caçar
Hoje em dia nem feijão
O pobre não vai comprar.

Os filhinhos maltrapilhos
Magros, com muita fome
Olham o pai, olham a mãe
Mas no final, nenhum come
A tristeza é tamanha
Não lembram nem do seu nome
Creiam, é a verdade
São coisas do bicho homem!

Já os filhos dos barões
Felizes, desde o nascer
Mansão, carrões e empregadas
Fama, dinheiro e poder
Coisas que só quem tem posses
São capazes de saber.

Se eu pudesse eu perguntava
Para o Deus onipotente:
— Me disseram que eras o pai
De todo tipo de gente
Me responda de verdade
O que o Senhor sente
Vendo o rico ser feliz
E o pobre descontente
Um com a barriga cheia
O outro, triste e doente
Não serias o culpado
Esse Deus aqui presente?

Inserida por thiago_rosa_cezar

Trago folhas por dentro do silêncio que me acende

À noite, as palavras fugiam
Cercadas de mistérios e dúvidas.
Um círculo azul me envolveu no agora translúcido de ecos.
(Suzete Brainer).

Inserida por SuzeteBrainer

⁠A Inscrição do Silêncio

As palavras são folhas do meu caderno por dentro do corpo.
As anotações registradas na minha alma
Tocam música,
Plasmada do silêncio que eu sou.
(Suzete Brainer).

Inserida por SuzeteBrainer

Gatos Eternos

O amor dos gatos
inscreve-se
no delicado d⁠a alma
a preencher o espaço
único
inesquecível
a circular
eternamente
na memória do
afeto.
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

⁠O Descanso do Mar

O mar
descansava no cinza;
gotas de chuva tocavam a sua essência.
Aos poucos, ondas cresciam
num impulso de desfazer a monotonia
acinzentada.
Ó mar!
Ó mar!
Ó mar!
Quando o olho,
megulho no meu próprio
mistério.
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

O Silêncio Música

Uma dor muda,
Num som sem volume,
O vazio estilhaçado no voo
À janela fechada.

Às vezes no silêncio da vida
Mora a nostalgia da alma.
Ficamos sem voz
Com o nó das palavras
Amarradas na garganta,⁠
Numa estreita passagem de indignação.

E noutro dia,
O sol dá passagem
E, de tanta luz,
O Silêcio torna-se música.
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

Campo de Girassóis

Toco na sombra da palavra
com a minha voz dentro,
reescrevendo o caminho de pedras.
Alcanço o meu campo de girassóis
persistentemente na busca da luz.
Assim, a minha alma nasce:
Girassol,
feita de luz.
(Suzete Brainer)⁠

Inserida por SuzeteBrainer

Às Vezes

Às⁠ vezes subo até a superfice das palavras
Para respirar um gesto vago
De um silêncio sobre a pausa.

Às vezes olho por dentro dos olhos das pessoas
Para sentir uma humanidade
Que cala...

Às vezes colho o dia em minhas mãos
Para sentir o perfume
De Deus.

Às vezes fico numa melodia solitária
Para deixar a solidão do mundo
Ecoar o deserto...
(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

Cabeça Erguida

Um silêncio absoluto
Se fez em lágrimas
Lágrimas
Lágrimas
Uma raiz se soltou deixando um vazio
Numa ressonância
Profunda em minha alma.
Mãe, você se foi
O seu corpo,
A sua voz,
Mas não a sua essência,
A sua história,
A sua alma
Sempre presente;
Um gesto protetor a todos
Uma fonte de alimento
No acolher,
Sarar as feridas
Uma palavra
Um incentivo
Uma força imperativa
De empurrar para frente
"Cabeça erguida"
- Assim dizia a quem consolava...
Mesmo que o dia pareça sem sol com a sua ida,
Olharei o horizonte,
Sentirei a sua presença
O seu perfume
E escutarei o seu chamado:
"Cabeça erguida"...
(Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)









Inserida por SuzeteBrainer

A Casa Nua

O presente sempre
Faz a chamada
Para o retorno à casa.
As lembranças impulsionam
Para a corrida do esconde-esconde,
Onde o passado tenta se apropriar,
Mas o seu espaço inexistente
Sedimenta o agora:
A verdade flutuante
Vestida dos afetos construídos.

A casa despida,
Vazia,
Ocupa o destino das horas;
Horas que fluem
Com a pretensão
De atingir a leveza
Do voo,
Nas asas luminosas
Da invisibilidade instantânea.

(Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

O Gesto

O gesto
traduzido em doce
esperança
de quem ainda ama
os traços humanos
sinalizados na multidão:
a mão
que segura
quem cai.

(Suzete Brainer)

Inserida por SuzeteBrainer

Nos Teus Braços

Hoje,
senti aquela dor...
(uma saudade intransponível)
uma busca em teu nome;
colhendo um carinho em pensamento.

Deixa-me ficar
nos teus braços, Mãe!
me ausenta do mundo...

(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

Eternidade Guardada

A efemeridade
humana
a nos lembrar
de guardar
uma eternidade possível do
Amor.

(Suzete Brainer)⁠

Inserida por SuzeteBrainer

⁠Cadê as minhas asas?

Uma morte que me dilacera em
Cortes pequenos do meu sol desfalecido;
Como uma rua deserta que me circula,
A única porta sou eu,
Sentada à minha espera.
Frágeis janelas que abrem e sempre fecham.
Preciso dos pássaros
Para voarmos juntos,
Hoje eu não quero o chão.
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

O Som do meu Violino

Marcas⁠ petrificadas
que evocam fantasmas
de um tempo perdido
(enterrado),
que anuncia a música da renovação.
Assim, toco a minha música
sem a tal mágoa;
transfigurada ao som do meu violino
libertador e divino.
Sim, a música silencia as dores
recolhidas nas asas feridas,
e cada nota sublime
harmoniza o impulso para o voo.
Fico ao Som do Meu Violino.
Ao som do meu violino fico
E a melodia é de paz.
Fico no silêncio profundo
vestido de mim.
Às vezes silencio diante do mundo,
Às vezes silencio diante das pessoas.
Há uma quietude que não me perturba,
há uma solidão que me cabe;
uma caminhada bem longe de mim,
um perto que só eu conheço.
E fico ao som do meu violino...
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

⁠Hoje, eu acordei gaivota

Deixa, gaivota,
Que por hoje
Eu seja o espírito
Que te habita;
O movimento das tuas asas;
A luminosidade do teu voo,
Pela trilha de uma
Liberdade
Que não me pertence.

Inserida por SuzeteBrainer

Os anjos que habitam os meus sonhos

Guardo em mim
Um olhar mergulhado na emoção,
Ao tocar o outro igual.
Os anjos que habitam meus sonhos,
São humanos
Que ainda choram.

(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)⁠

Inserida por SuzeteBrainer

⁠Recife

Recife,
Cidade de encantos,
Sons de vários ritmos,
Colorido em ti
Tudo ganha sentido.

Inserida por SuzeteBrainer

Quando?

Quando
o verde das matas e florestas
permanecerão vivos em oxigênio⁠
que nos liberte da nossa
realidade claustrofóbica?

Inserida por SuzeteBrainer