Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Eu escrevo por você...
Eu escrevo apenas o que eu sinto,
o que me vem ao pensamento.
E quando escrevo sobre amor,
é porque amo mesmo, não minto!
Eu escrevo o que minha alma diz,
o que os lábios não conseguem dizer.
Não quero aplausos de poeta,
mas teu amor eu quero, sempre quiz!
Marta Gouvêa
O Vôo da Borboleta
Em um mundo vasto e colorido,
Onde a diversidade se faz presente,
Uma borboleta surge, destemida,
Representando a comunidade LGBTQ, florescente.
Suas asas esplêndidas, radiantes,
Um arco-íris vibrante a se adornar,
Em cada cor, cada tom brilhante,
A individualidade se revela sem hesitar.
Essa borboleta voa livremente,
Espalhando aceitação e amor,
Desafiando preconceitos, resplandecente,
Mostrando ao mundo seu valor.
Em seu voo gracioso, quebrando padrões,
Conquista espaços, transforma corações,
Despertando consciências, desatando nós,
É símbolo de liberdade, de novas visões.
Essa borboleta leve, delicada,
Enfrenta ventos hostis, sem medo,
Reflete a força da luta, da jornada,
Superando adversidades em seu enredo.
Ela dança no céu, em harmonia,
Emana coragem, inspiração,
Celebra a diversidade, dia após dia,
Destacando a importância da inclusão.
Que essa borboleta encante, ensine,
E leve sua mensagem mundo afora,
Quebrando barreiras, fazendo brilhar
A diversidade que enriquece a nossa flora.
Então, voe, borboleta, voe sem temor,
Ilumine caminhos, encante olhares,
Seja o símbolo de amor e de valor,
Orgulho LGBTQ, a linda flor que desabrocha sem cessar.
Metamorfose
No casulo, a lagarta sonha,
Com asas que ainda não tem.
A espera é longa, mas vale,
Pois a mudança vem.
De rastejar pelo chão,
A voar pelo céu azul,
A vida se transforma,
Num ciclo belo e sutil.
MATANÇA
Palavras
morrem dia a dia
dentro dos dicionários,
mausoléus cerrados.
Desvanecem pela ausência
de bocas que as falem,
de mãos que as escrevam,
de olhos que as resgatem.
Em ordem alfabética,
fenecem empilhadas,
mudas, esquecidas
da música que continham,
das fragrâncias que insinuavam...
Palavras mortas
são fantasmas vingativos:
deixam-nos como herança
apenas ruído.
Descrição do óbvio,
Louvo com satisfação,
Nota violenta,
Ouvida na desolação.
Vivida a devida dissertação.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Vagando sonolenta,
Com suas botas de carmim.
Passeando em marcha lenta,
Envolvida em cetim.
Kathlyn e o Vestido Violeta
As roseiras mais grosseiras,
Podem habituar-se ao afável
Chamego da cerração.
Projetando uma admirável
Imagem arteira,
Refletindo luz ultravioleta
Em sua pigmentação.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Vagando sonolenta,
Com suas botas de carmim.
Descrição do óbvio,
Louvo com satisfação,
Nota violenta,
Ouvida na desolação.
Vivida a devida dissertação.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Passeando em marcha lenta.
Envolvida em cetim.
Uma boneca de cera,
A maciez do algodão,
A Bela como Fera,
Auferida em sua coleção.
Kathlyn e o Vestido Violeta,
Vagando sonolenta,
Com suas botas de carmim.
Passeando em marcha lenta,
Envolvida em cetim.
Numa noite friorenta,
Ao som da invernada,
Na relva estrelada,
Devaneios são assim...
Nosso inconcreto se concretizou,
Não se encaixando em qualquer definição,
Avançamos a etapa da distração,
Tapando os furos e as gafes,
Transpondo muros de pedra sabão.
Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.
Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.
O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.
A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,
Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.
Reciclando Retalhos em Meu Eu Descartável
Nosso inconcreto se concretizou,
Não se encaixando em qualquer definição,
Avançamos a etapa da distração,
Tapando os furos e as gafes,
Transpondo muros de pedra sabão.
Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.
Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.
Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.
Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.
O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.
A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,
Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.
A sensação aguça o paladar,
Prefiro o amargo à falta de sabores,
Mas com ela tudo se suaviza,
Voltamos a nos tratar como amores.
Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.
Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?
Memorizando mais,
Limitaremos menos,
Mentalizando mais,
Teremos menos o que temer
E nos tornaremos mais.
Amarga Doçura
A sensação aguça o paladar,
Prefiro o amargo à falta de sabores,
Mas com ela tudo se suaviza,
Voltamos a nos tratar como amores.
Amarga Doçura,
Doce Amargura,
Sabores da cura
Que experimentamos.
Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.
Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?
Memorizando mais,
Limitaremos menos,
Mentalizando mais,
Teremos menos o que temer
E nos tornaremos mais.
Amarga Doçura,
Doce Amargura,
Sabores da cura
Que experimentamos.
Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.
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