Poesia do Preconceito Vinicius de Morais

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NÃO ENTENDO

Não entendo muito
Nem de verbo
Nem de oração
Apenas registro
Os relatos do meu coração

Inserida por laercio_lacerda

Perco o sentido do tempo,
Tempo este moribundo.
Com a felicidade já me contento,
Todo o resto é ruído do fundo.

Com muita audição,
De quem este sentido tem.
Já senti o coração,
Entrou a dez saiu a cem.

Inserida por VitorMedeiros

O ser humano aprendeu a voar,
sem rede e livres como as gaivotas percorrendo o céu azul dos sonhos;
aprendeu a nadar sem limites como os golfinhos, mergulhando nos oceanos da ambição; mas esqueceu de aprender o essencial desta vida, amar uns aos outros como irmãos.

Inserida por nellanjo

A éssa altura da caminhada,
com a visão experimentada.
O coração salta,
e treme as pálpebras.
Mas a postura confeccionada,
ao longo da estrada,
Continua intacta.

Inserida por pedro_cefas

RESPOSTA
(prm-122.025)

Às vezes me pego pensando...
Em que sou eu...
Ou o que sou eu...
E não encontro resposta...
Para esta pergunta tão fácil.

Às vezes me pego refletindo...
No porque estou aqui...
Neste mundo tão insano...
Ou se o insano seria eu.

Às vezes me indago...
Do porquê das coisas...
E porque...
Da intensidade...
Deste imenso amor...
Que eu sinto por ti...
Mas ai sim...
Eu consigo encontrar respostas...
E já sei dizer quem sou eu...
Ou o que estou fazendo aqui...

Sou uma pessoa...
Que veio ao mundo...
Neste mundo insano...
Que me deixou...
Mais insano que ele mesmo...
Em busca...
De um amor especial...
E depois de longa busca...
Eu encontrei a pessoa...
Que jamais poderia imaginar...
Que existisse...
Ou que eu pudesse...
Com toda esta intensidade...
Te amar.

Inserida por paulo_fuentes_1

Meus versos são seus
Guarda-os em teu peito frio
Pra quando seu coração estiver vazio
Se lembrar que nosso amor existiu

Inserida por Naletisa

O TEMPO EM GANCHOS

Não sei se o tempo vai me levar para algum lugar, mas tenho a certeza de que ele deixa marcas conforme o caminhar...Na areia de Ganchos, se encontro um vasto tempo para se viver...quem sabe minha alma voe até lá..

Inserida por ricardo_oliveira_1

S

Exerço o
Sagrado
Sábio
Ser
Faz sofrer
Doer
Ou simplesmente ser

O sábio
Saberia
Se sairia sóbrio
Da sova
Sofrida
Sancionada
Pelo ser

Seria
Sátiro
Sagaz
Salpicar
Sossegadamente
Soluções
Sobre a vida

Salientando
Superfluamente
Seus sublimes
Saberes
Sobre o
Surto de ser

Inserida por DMeloSoares

Por muito tempo
estive a ler uma saudade
que o tempo nunca se cansou de me escrever
e hoje jà nao sei muito bem
se leio a saudade de um tempo
se é a saudade que se escreve no meu tempo
ou se é o tempo que lê a saudade escrita
em todos os meus tempos...

Inserida por MiryMiriamDaCosta

Para um poeta,
debruçar-se sobre sua obra
é tão ou mais importante
que contemplar a sua inspiração.
Os mais apaixonados,
no entanto,
vão ao seu amor
e lhes dão
as mais simples, carinhosas
e sinceras palavras:

Eu te amo!

Inserida por mlopesol

nesse meu cenário
componho versos e melodias
preparação adequada pra todo sentimento contido
e pra toda emoção refreada
eu ,completamente, toda mergulhada
no tudo, incompleto, de mim
recolho o perfume das estrelas maduras
que caem no meu jardim de verdes divagações poeticas
a delicateza do que sinto é demasiadamente forte
que sem piedade açoita o meu sonhar e o meu viver
então me liquefaço na poesia
que irriga a vergôntea das minhas tardes
e orvalha as petalas das minhas madrugadas...

Inserida por MiryMiriamDaCosta

Palavras alastrando-se pelo chão ...
a caneta convida o caderno … explosão
quando transborda a inspiração
eu nao sei estugar
o lirismo è o meu caminhar
a poesia é o meu pulsar

Inserida por MiryMiriamDaCosta

Estiro os meus versos umidos
no estendal da noite
galgo as poças das expressões singulares
no eirado deserto e mudo
o olhar goteja letras silentes
o silencio transborda gotas de palavras acanhadas
querendo virar frases poeticas
ensopada a caneta estrondosa
se ajoelha diante da folha prateada
implorando o fim da poesia encharcada…

Inserida por MiryMiriamDaCosta

Entre os suspiros e os soluços das palavras
escuto a vida com a audição de pertencimento
dos verbos e advérbios do viver e do sonhar
que pertencem ao meu olhar de poetica pertença.

Inserida por MiryMiriamDaCosta

Eu sou um peso leve
Um tijolo em formato de pena
Não cobro o que me deve
O agressor que rebobine a cena

Ao que tudo indica
Creio que indicar nada é
Constato o que fabrica
Já que nem toda propaganda é fé

Eu sou um despertar dormido
Sou como cacos de vidro
Acostumei a viver de mortes
Aprendi a renascer sem nortes

Segure o copo direito!
Sou como da causa, o efeito:
Fácil cai, fácil quebra — Mas corta
Solto rindo qualquer linha torta

Inserida por marianecoppe

E vestida de bem querer
em frente ao espelho
minha alma refletida
abre-se em largo riso
despida da solidão
envolta aos sonhos
mais bonitos...
E nesses sonhos
desenhada vejo
a face do meu amor.

Inserida por EneidaCristinna

"Tantas portas e janelas se fecharam
quantos arco íris sumiram
desencantando os meus olhos
E quando eles estavam embaçados
já sem a esperança de brilhar
a voz embargada pela desilusão de amar
Eis então que surges feito oásis
brilhante alma a me tocar
a acender minhas estrelas..."

Inserida por EneidaCristinna

AINDA O CORVO

Eis, agora, talvez seja todo o pior momento
Da poetisa cujo corvo vive nos umbrais...
Não por ter um quinhão à mais de lamento
Mas por estar sabedora de todo o "Jamais".

Outrora fora ainda o poema negro e belo
A noite inocente e a lua de prata no céu...
Hoje o amor não mais aguarda o anelo
Tudo não passa de barquinhos de papel.

Talvez agora sua ida seja mais fácil. Penso...
Não há o que a retenha nas sendas do vento.
Nem a dor . Apenas um ar morto de denso!

Há sim uma calmaria fria. Só um mau amorfo.
O medo ainda há aqui. Paira na renda do tempo
Tão real... Mas não amedrontador. O Corvo!

Anna Corvo
Pseudônimo de Elisa Salles

Inserida por elisasallesflor

VIDA INDESEJADA

Ahh, vida terrível, ingrata, feia e lamuriante...
Porque se recusa a ceder-lhe o fim piedoso
Obriga-te à ostentar este amargo semblante
Porque te recusas à navalha?Mais honroso!

Rezaste pedindo este peso nos ombros?
Quando foi que apelaste ainda por sol e lua?
Não pediste nada. E ganhaste escombros!
Á ti, a tão desejada morte, apenas se insinua...

Aguardas com ânsias o seu derradeiro versejar
O eterno silenciar do teu choro. Alheamento...
...O não mais dor. O poema último a bradar!

Mas o tempo é lento, arrasta-te nas loucuras
Nem gritas mais, calaste teus gritos de ventos
Pois sobre ti voeja o pássaro da alma escura!

Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles

Inserida por elisasallesflor

A TRISTEZA DAS SUAS PALAVRAS

Nunca foi uma mulher de alma leve e alegre
Corria atrás da graça, mas não sorvia a leveza
Seus caminhos cobertos por uma frieza de neve
Trazia nos ombros a dor do mundo. Tristeza...

Ninguém nunca ofertou-lhe rosas ou lírios...
Pedras e espinhos, foi tudo o que sempre colheu
Erou em sonhar os feitiços do amor onírico
No seu mundo, toda a carícia, aos poucos fenesceu.

Eis o porque dos seus versos negros e infelizes
Onde a poesia não questiona seu lamento. aceita.
Não se fez filha das sombras. É fruto das raízes...

Por isso, não se atentem pela dureça da sua poesia
Perdoem-a se derrama sua amargura no papel
Ela é a poetisa do Corvo. Mas sua alma é vazia.

Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)

Inserida por elisasallesflor