Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
OUTRO JARDIM
Quando você estiver sob multidão
e mesmo assim, se sentir só... E nesse
ínterim seu dia, parecer noite escura
sobre tormenta densa... Não chore!
Não se desespere, nem precisa rabiscar o
dicionário da sua vida para achar a razão
que você acha que esta perdida...
Isso é solidão! Quando se encontrar por ai,
absolto, solto procurando felicidade sob o
poço de lagrimas, do seu triste coração...
Não chore! Não chore não... Tenha certeza
que essa sua tristeza é apenas uma dita,
dessa maldita solidão! A qual esta...
a se apoderar do seu frágil coração.
Se em um momento desses, estiveres a
sensação que o mundo não te pertence
e que tudo é de mais para ti... Não desiste!
Lembre-se que os ventos que vem do sul
pode mudar e vim do norte, afinal os ventos
estão sempre mudando e como os ventos
o tempo também esta mudando e esse, nunca
se esquece de você! Ele esta andando te
levando, por ai quem sabe, na direção
de outros jardins, são tantos! todos com flores,
outras flores é uma d'ela poderá ser a flor...
Que vive a espera de ti.
Antonio Montes
MUNDO CINZA
Agora, que você já trocou... As arvores pelas
cinzas, o futuro da vida, pelas duvidas...
Que tal a chuva de lagrimas, para ampliar
seus medos, afogar esse seu terrível ego.
Já que em pesadelos ao acordar nunca é sedo,
para que, o terno? Estão soltando bombas,
e o seu paraíso agora, se transformou em eterno.
Prepare-se! Agora que os seus sonhos se
fantasmou... Fumaças são tudo que no mundo
lhes sobrou, para seus trilhos do amanhã... E
agora, você conseguirá distinguir a morte
da vida? Será que os enterrados, serão os
primeiros? Nossos feitos levam-nos há
momentos de que... Morrer é viver, e viver
é esta morto diante da vida.
Aonde você atirou os planos?!
Você acha que agora sob esse mundo
medonho, você poderá encontrar os sonhos?
Os paralelepípedos das calçadas hoje são
duvidas... Devemos andar descalços?
Você ainda não se deu conta, de que seus risos
falsos, e essa falsa voz que você ecoa pelos
palcos servindo apenas para camuflar a sua vil
ganância e camuflar as suas palavras afiadas...
Afiadas como fio de espada samurai empunhada
pela ignorância cutelando e dilacerando, apenas
as almas ingênua e dotadas de inocência...
Antonio Montes
SONETO DA CREDIBILIDADE PERDIDA
(Para dar um jeito na amizade fingida)
Um traidor chegou todo faceiro numa quitanda/e quis comprar alguns quilos de credibilidade./O vendedor o expulsou. Num terreiro de umbanda,/o Infeliz foi solicitar o apoio de uma "entidade".
-"Por favor, seu 'caboco', eu preciso de sua ajuda,/não entendo como conseguir a capacidade de mudar de vida./Estou sentindo a dor de um sufoco que não muda/e então eu pretendo readquirir a minha credibilidade perdida".
Após escutar a solicitação do cabra da peste,/a "entidade" impedida de dar a ajuda solicitada,/ disse: - "Tu irás penar por cada traição que fizeste."
A credibilidade perdida não pode ser comprada/pela Infernal escória, sem respeito e nem consideração./Eis a bela a moral da história pra quem tem feito traição.
Paulo Marcelo Braga
Belém, 17/03/2015
( 03 horas e 42 minutos)
NEM A NOITE TEM TANTO MISTERIO
NEM O SOL BRILHA TANTO ASSIM
MAGESTOSO FEITO MEU CASTELO
DE PÚRPURAS E MANDARINS
E A CORTINA QUE ENVOLVE TEU VULTO
QUANDO ABRE ATRÁS DE MIM
REFLETE-TE NO MEU CABELO
COM ZELO DE COLIBRI
HABITA MEU REINO DE SONHOS
AQUECE MEU DOM DE FALAR
FAROLEIRO SOBRE TEU CAVALO
CLAREIA AS ONDAS DO MAR
EMBALA-ME TEUS OLHOS MAROTOS
TEU CANTO DE SERAFIM
NA SENDA DO MEU DESTINO
QUERO SER MENINO SEMPRE A RELUZIR
Meu coração é um cometa
Que vaga por ai sem direção
De tanto sofrer ficou biruta
Tudo por causa da paixão
Sempre me perco nas lembranças
Preso no quarto e na canção
Que já foi fundo de um romance
E hoje norteia a solidão
Que ela deixou nas minhas horas
Nem me avisou que ia embora
Por isso segue célere flutuante
Em órbita para o sol, mas errante...
Vai desaparecer no infinito celeste
De um olhar navegador
seu olhar parece uma farpa que atravessa minha alma; um fascínio que agita minha melancolia com suas ideias que descem como descargas de endorfina.
suas expressões tais como a ressonância de sinos que alertam meus sentidos, é impossível te ignorar. és bela como um pesadelo; intensa, vívida, marcante; sua presença como um sonho, delirante e encantadora.
a silhueta do meu desejo é o que traja a tua persona e se for a montanha mais alta do mundo eu subo até o seu topo ainda que o ar lá seja o mais rarefeito; se for o abismo com a canção mais devastadora pra minha alma eu me jogo de cabeça em teu seio; eu aprenderia a te amar como se fosse a música mais virtuosa que eu reconhecesse em meus ouvidos. quando penso em você, eu desconheço qualquer desafio; me sinto vivo.
Os gêmeos e o labirinto
A mente é um labirinto
Onde as certezas são limites
As dúvidas levam a mais caminhos
Para uns é confortável o beco sem saída
Para outros é claustrofóbico imaginar o fim da linha
Uns são do tipo que percorrem por toda vida
Outros do tipo que morrem antes do fim na vida
A certeza é um abismo no fim desse corredor
A dúvida é um oceano de possibilidades que ainda não se mergulhou.
BELA DOS SONHOS
A bela adormecida no meu jardim...
Um dia despertará do seu profundo
sono, sonhando...
Sonhando com suas reticências
seus adágios, substantivos, hiatos
e adjetivos.
Nesse dia a bela, se encherá de flor
e irá florir com seu encanto
irá cintilar em pétalas como estrelas
e colorir-se como cores do arco-íres.
A bela adormecida em meu jardim...
Terá a minha marca, será só minha,
e um dia se encherá, de notas, tremas,
frases, ditongos e fonemas,
Nesse dia... Navegará aos ouvidos dos
quatro cantos do mundo e transbordará
meu nome sobre o céu.
A bela adormecida em meu jardim...
Eclodirá em seu parto com seu recital
provocará lágrimas de sensações
aguçará sentimentos e arrastará
almas através das imaginações.
Antonio Montes
QUE OLHAR É ESSE
Que olhar é esse...
Com tantos predicados que me ganha!
Telha de aranha?
Como se fosse unhas, que arranham
o meu silencio,
a despertar-me do meu casulo
me propondo barganha.
Que olhar é esse...
Tão direto como flechas
atiradas ao tempo
me fazendo de alvo
alvejando meus sentimentos
e me deixando calvo.
Esse olhar me enfeitiçou!
Marcou-me com sua marca de luar
floriu as margens do meu caminho
fazendo o vento me levar.
Esse olhar, esse olhar...
Quanto fulgor contido nele!
Centelha crepitando em brasa
fritando assim, o meu amar.
Antonio Montes
Efeito Bumerangue
Não é à toa, rapaz
que a vida lhe trata mal
A vida só lhe trata igual
a como tu tratas os demais
Sigas sendo pobre de espírito,
cínico, falso e mentiroso,
grosso, duro e mesquinho
e sigas assim como estás:
sempre colhendo mais pedras
que flores pelo caminho.
Ou enfim vejas se aprende
a tratar bem e gentilmente
no mínimo e pelo menos
a quem te trata com carinho
a quem te trata feito gente
Aprendas a tratar ao menos
com educação e respeito
quem nunca te deu motivos
para ser tratado deste jeito
estúpido, frio e grosseiro.
Porque a vida te devolve
sempre na mesma moeda
aquilo que tu dás à ela,
aquilo que tu dá aos outros.
Quem ouve conselho
não ouve coitado…
Então, ouça.
..Tenhas cuidado:
A vida é um espelho.
Prestes bem atenção…
Não estarás tu recebendo
de todo e qualquer lado
exatamente o que tens dado?
The Nameless Poetess
31/03/2017
As vezes acho que tenho um dom
Esse dom que me faz mentir
Eu minto que é um dom
Fingindo não ser maldição
Ah, mas aceito como verdade
E não como negação
Faço tudo que me ama me odiar
E tudo o que eu amo se acabar...
O silêncio...
(Nilo Ribeiro)
O silêncio tem o seu valor,
se cala para não magoar,
se cala por amor,
se cala por amar
o silêncio pode ser lamento,
nele pode haver beleza,
nele tem sentimento,
também pode haver tristeza
o silêncio tem perfume,
o silêncio tem ideologia,
às vezes não fica imune,
às vezes vira poesia
silenciar a voz,
silenciar o coração,
o silêncio pode ser algoz,
ou talvez a solução
silenciar não é calar,
silenciar é atitude,
é uma maneira de comportar,
é também uma virtude
o silêncio na poesia
é uma singularidade,
mas ela mantém a magia,
ela versa a verdade...
Quem eu sou?
Não sou nada
Apenas mais um número
No meio de tanta gente
Apesar de ser grande
Sou pequeno
perante o mundo
Corro contra o vento
Navego em alto mar
Grito e não tem
ninguém para escutar
Quando penso
que não sou nada
Percebo que posso ser muito
E colorir o mundo
Nesta minha jornada
Gosto de ficar
no meu canto
Sem a preocupação para
provar o meu encanto
Faço o que tenho vontade
Sem ninguém
ficar observando
Às vezes
tenho essa necessidade
De ficar só
Eu e minha companhia
No silêncio da minh'alma
É onde encontro a sabedoria
Permita-me dizer quem eu sou?
Sou uma alma
Que acredita no amor
Não quero acreditar na maldade
Que assombra a humanidade
Deixando um rastro
de tristeza e dor
Permita-me dizer quem eu sou?
Sou um ser comum
Que acredita no amor
Incomum?
É ver a miséria e a pobreza
Muita fome
E também muita riqueza
Para alguns falta o pão
Para outros, falta alma e coração
Permita-me dizer quem eu sou?
Sou um sonhador
Que acredita no amor.
Entre incertezas
Decepções e medos
Fiz uma limpeza.
E no meio de tudo isso
Encontrei a paz,
que é essencial.
Em breve, voltarei.
E será para MELHOR!
Desculpe o transtorno.
Estou em reforma.
"SENTIMENTOS TALVEZ"
Vago,
Por entre as trevas.
Embriagado de esperanças mórbidas,
Querendo ao todo seu amor lunar!
Sua imagem no antigo quadro?
Éramos jovens quando nos descobrimos.
Você e sua vaidade feminina.
Eu e meu relaxo masculino.
Nós!
Duas almas idênticas e ao mesmo tempo
totalmente diferentes.
Bebo, não pra te esquecer
Mas sim pensar em você:
Com outros olhos,
Com outro medo,
Com outra dor!
Amor perfeito...
Não tem jeito.
Cada um ama,
do seu jeito.
E a arte de amar...
É aceitar,
cada um,
do seu jeito.
PRA VIDA INTEIRA
Meu pai... Nunca escreveu,
uma carta para minha mãe
analfabeto, não sabia escrever
também não era intérprete,
mas cantava linda canções de amor
todas direcionada p'ra mamãe.
Cantava meio fora de tom é claro
o forte dele não era cantar
mas cantava pelo amor cantava
pelo amar...
para minha mãe, ele sabia cantar.
Ele amava-a com fervor no coração
amava com amor e paixão,
eu me lembro, eu me lembro...
Meu pai interpretava, vários cantor,
entre eles, ele interpretava:
Vicente Celestino
Nelson Gonçalves,
Orlando Silva e outros.
Meu pai tinha pela minha mãe
aquele amor, bobo, abestalhado
aquele amor de uma vida inteira
aquele amor que, morrendo
morre... Amando, amando.
Antonio Montes