Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
COSTUMES ANTIGOS...
Por que não me deste pelo menos uma flor, quando me vi no caminho contigo? Se não a deixei de amá-la é porque ainda não deixei de ser feliz por elas.
As flores são necessárias ao cultivo do amor: alegra-nos e acalma-nos; acalenta e aquieta nossa alma. Quando alegramo-nos ao recebê-las, o mundo se torna melhor.
A atitude de ofertá-las, a alguém que se ama, ainda não deixou de ser um gesto de nobreza; só por ser costume antigo.
Um simples ato muda tudo à nossa volta. E o indiferente torna-se diferente: praticando mais a gentileza.
Ainda curtimos com ardor e ar de poesia, os cavalheiros à moda antiga. As belas flores, os buquês de rosas... O abrir da porta do carro...Um jantar fora.
O cavalheirismo ignorado,a nós, ainda o desejamos.
Rezemos na capela e jantemos com a nossa família, em volta da mesa, à luz de velas.
As boas maneiras e ternura é possível de ser praticada com mais frequência. E o elo da união se fortalecerá na vida que cultivarmos; ela não deixará de ser bela se a cultivarmos de maneira sábia.
Se isso não for relevante... Desculpem-me! Estou indo ali e logo volto.
(01.05.18)
OUÇO A MELODIA DAS PALAVRAS
As qualidades sonoras das palavras são inegáveis; seus poderes, indiscutíveis. E seus rítimos são diversificados, sedutores e, para todos os gostos.
A musicalidade que procede das palavras é doce e audível; às vezes amarga e pode ferir os ouvintes. Mas no geral acalanta as almas e enche o mundo de beleza. Quando bem ordenadas.
Busco constantemente, nas palavras, os sons que me fazem bem ou me aprazem. Nelas, ouço os ruídos do meu corpo, em movimento ou inerte.
No momento em que tudo se cala a minha volta, lá estão elas se fazendo ouvir. Nas batidas e no compasso do meu coração.
Somente por um pouco de tempo; depois se vão de mim, cumprir outras funções. Sonorizar outros ares e cair na graça de outros ouvidos. Até que em outro momento as ouvirei em novas versões. As palavras são vivas e mutantes: umas vão e outras vêm.
No enredo de minha história, o som das palavras me acompanha. E quando as escrevo e leio em alta voz, canto com elas a melodia do amor. E em grande estilo me refaço e me revejo como um cantor.
O timbre das palavras e a modulação da voz, de quem as cantam, me acalmam imensamente.
A música está presente em minhas narrativas e tiro proveito disso, quando as ouço em minha escrita.
Portanto prosseguirei ouvindo belas canções das palavras que cruzam meu caminho. Ao serem rebuscadas ou, vindo a mim, espontaneamente.
(22.05.18)
BEM -TE -VI
Quando o visualizei em voos mirabolantes, coletavas insetos no ar. Vivia bastante saudável na comunidade dos pássaros.
Depois de degustar o besouro,posado, num fio de luz, cantava louvores; feliz da vida. Que, apesar de repetir o mesmo cântico e gesto, não cansavam seus ouvintes.
Em seu cantar, me transmitia uma mensagem de paz,esperança fé e crença; quando na letra de uma canção repetia o refrão, dizendo que “bem me via”; quando eu não estava bem. E vivíamos bem, naquela doce ilusão.
Quisera eu ti ouvi-lo novamente!...Por muito tempo; ainda que seu repertório fosse o mesmo: Bem -te –vi. Pois do “bem”, não hei de me cansar.
Mas na fúria louca que se vive... Uma vida sem rumo e sem coração, ceifou-lhe à vida. Precocemente.
Hoje,quando ti vi caído e já aderido no asfalto quente,pelos pneus dos veículos; doeu em mim. Logo, interroguei-me: pode haver poesia num pássaro que já morreu? Pode. A poesia não morre com um ente; nem vive sem ele, ainda que morra.
Por isso, é que não devemos nunca, deixar de dizer: Bem- te- vi. Mesmo que o momento seja de lamento e dor.
O que me acalenta um pouco mais é saber que teus remanescentes ainda falam a tua língua e cantam a tua música. O representando na terra dos viventes. Desejam o bem a ti, na eternidade das aves, e a mim nesta vida efêmera; o mesmo que você desejava a todos nós em vida aqui na Terra: bem- te- vi.
(29.05.18)
MANIA DE ESCREVER...
PENSAMENTO
Quem dera lá na frente, valer a pena meu querer!... Fora bem lá atrás, que no riscado da pena, construí, em minha escrita, meus dizeres de aprendiz.
Contei minhas histórias, expus dilemas,... Em rabiscos de poemas, revelei meus sentimentos, emoções e pensamentos...
Em algumas reflexões que postei,até magoei,sem ser esta a intenção. Não passaram de meras sugestões. Sem pretensão de me levarem a sério.
Provavelmente aborreci alguém, em palavras ou ideia... Isso pelo fato de vivermos em continentes separados. Alunos em escolas de contextos socioculturais antagônicos, adversos.
Mas esta adversidade não deve nos separar. E sim, nos unir mais ainda. Em torno de nossas demandas, comuns e essenciais à vida. Como a harmonia, a paz,a tolerância,os sonhos... a alegria do estar juntos.
Em exposições, necessárias ou não, revelei sem reservas, minhas fragilidades; mas não pude expressar o que não senti.
Só sei dizer, que fiz o que pude, consciente do meu papel de servir; no pouco que até hoje escrevi.
Seguirei crendo, que poderei melhorar, se cultivar a coerência, a harmonia, e a mania de escrever.
(17.03.18)
Tinha todas as árvores,
todos os galhos
e todas as folhas.
E todas as águas,
de todos os rios,
de todas as chuvas.
Tinha todos os ares,
de todos os climas,
de todas as horas.
E os insetos, todos,
das flores, todas,
que dão grãos e frutos.
Tinha os montes, as planícies,
os arbustos dos campos.
O solo, a areia, o barro.
E um só legado:
o de sonorizar paisagens.
Até cair num alçapão
e acabar encarcerado.
Neste Natal, decore a lareira, a árvore, a mesa, a porta, o jardim, a janela, a fachada, a casa.
E, de presente para o mundo, a mensagem: Natal é amor em ação.
Pratique Natal a qualquer hora.
Antes, em agência de publicidade, era preciso orquestrar o caos.
Hoje é mais dar uns sopros pelo ar, de modo a não contrariar os criadores de tempestade em copo d’água.
Você só não compra de olhos fechados
porque o design e tecnologia dos carros de hoje não deixam você fechar os olhos.
É interessante saber que mesmo depois de morta uma estrela ainda direciona seu brilho a terra! Então antes de desistir lembre-se que ainda há uma luz que te guia para o triunfo!
Éderly V.M. 28/11/2017
inspirei-me ao assistir a série (Geração Marte) Netflix
Comunidade Negra dos Arturos
Dos seis filhos do Camilo
Artur foi quem mais prosperou
Nascido de ventre livre
Com Carmelinda se casou
Compraram então seu cantinho
Em um tal de Domingos Pereira,
E disse para sua amada:
Aqui cabe a família inteira.
Dez filhos tiveram,
Aquele bravo casal,
Seus costumes mantiveram
Ali mesmo no quintal
Hoje, sua quarta geração,
É um retrato da identidade cultural,
Da amada tradição
Dos negros que da África vieram de nau.
Na miscigenação com a cultura portuguesa
Dando origem a um sincretismo
Comemoram o sagrado com certeza
Sem perder da África o Misticismo
Se ouvir de lá uma batucada
Peço que não se assuste
Pois é Dona Conceição
A rainha do Batuque
A festa da capina é denominada
"João do Mato", tem também folia de Reis,
A Nossa Senhora do Rosário é a mais amada,
Pois protetora dos negros Ela se fez.
Artur no céu deve estar sorrindo
Ao ver seus herdeiros preservando a tradição,
Com Camilo e outros vivem cantando
Ao comemorarem da escravatura a abolição.
Tudo isto acontece aqui, nesta linda Comunidade
No paraíso de antigos costumes e festividade.
Festas nas terras que Artur comprou
O negro filho de escravo, que o ventre livre libertou
Comunidade Negra dos Arturos
Dos seis filhos do Camilo
Artur foi quem mais prosperou
Nascido de ventre livre
Com Carmelinda se casou
Compraram então seu cantinho
Em um tal de Domingos Pereira,
E disse para sua amada:
Aqui cabe a família inteira.
Dez filhos tiveram,
Aquele bravo casal,
Seus costumes mantiveram
Ali mesmo no quintal
Hoje, sua quarta geração,
É um retrato da identidade cultural,
Da amada tradição
Dos negros que da África vieram de nau.
Na miscigenação com a cultura portuguesa
Dando origem a um sincretismo
Comemoram o sagrado com certeza
Sem perder da África o Misticismo
Se ouvir de lá uma batucada
Peço que não se assuste
Pois é Dona Conceição
A rainha do Batuque
A festa da capina é denominada
"João do Mato", tem também folia de Reis,
A Nossa Senhora do Rosário é a mais amada,
Pois protetora dos negros Ela se fez.
Artur no céu deve estar sorrindo
Ao ver seus herdeiros preservando a tradição,
Com Camilo e outros vivem cantando
Ao comemorarem da escravatura a abolição.
Tudo isto acontece aqui, nesta linda Comunidade
No paraíso de antigos costumes e festividade.
Festas nas terras que Artur comprou
O negro filho de escravo, que o ventre livre libertou
Hoje é o dia mais importante de meu país...
Dia de eleger nossos principais representantes... Mais que isto dia de exercer nossa liberdade de escolha, nossa democracia.
Quantos cidadãos lutaram para termos este direito; quantos morreram; quantos desejaram e morreram sem ter este privilégio... VOTAR!
É lamentável que devido ao nível de estudo oferecido pelos nossos representantes, crescemos sem ter educação politica...
Poucos sabem a importância da e presença diária da politica nas nossas vidas...
A função do presidente, o que faz o Senador, o exercício do governador, dos Deputados federais e estaduais..
Claro que a internet tem tirado o povo da falta de conhecimento, mas ainda não tirou do comodismo... Quantos entre nós brasileiros pesquisou sobre a conduta do candidato escolhido, e se pensam em reeleger... O que tem feito nos mandatos anteriores?
Sabe o porquê dos posts..."Odeio politica"?
Falta de conhecimento... o povo relaciona politica as campanhas que sujam as ruas, ocupam 1 hora da TV aberta e compra descarada de votos dos mais prejudicados, o povo carente....
Politica não é brincadeira, hoje é o único dia em que o poder tá nas mãos do povo...
Costumam dizer que o rico e o pobre são iguais no cemitério... Estranhamente um bom caixão é chamado de urna... Pois é bem pensado, pois nas URNAS somos todos iguais... "O mesmo poder"
Não façam campanhas, façam pesquisas, estudem propostas e historico do candidato e partido... Acorda Brasil....
Bom voto... boa sorte pobre rico país...
As palavras sentem a minha falta e me procuram. - Quando não as acho.
Então as escrevo depressa, antes de esquecer-las.
POETA SEM AMOR
PorNemilson Vieira (*)
Poeta sem amor:
É pólen sem polinizador;
Pai de família ocioso, sem digno labor.
É luta perdida, olimpíada sem atleta, troféu, vencedor.
Poeta sem amor:
É jogo sem torcida, sem jogador a driblar.
Náufrago à deriva, a desejar…
É presa fugidia ao correr do predador;
Doença a insistir, a prolongar o sofrer;
Pecado, a atrair o pecador.
Poeta sem amor:
Vive no aguardo do melhor…
Almeja viver a dois
Não deseja viver a só;
*NemilsonVieira
Acadêmico Literário.
(18:07:15).
Post no Recanto das Letras
A vida é necessariamente surpreendente! Ninguém nunca conseguirá o que todos pensam, pensaram ou pensarão, que nada mais do que “ter a cabeça de hoje a anos atrás”. Não! Ninguém é isso vai permear a mente de todos nós, fato é que a sua mente hoje é resultado de tudo que você já viveu, se trata do emaranhado de experiência adquiridas por todos os anos e hoje você vê o passado com outros olhos. Fato é que, talvez mesmo com a mente de hoje você talvez naquele momento faria tudo de novo!
Mas há coisas que não dependeram só da sua experiência, mas de outros fatores que não adianta se lamentar mas imaginar como seria, como por exemplo pessoas que conhecemos em momentos que as vezes queríamos que ocorresse antes ou depois...
Mas a lição que fica? Não sei! Tô vivendo agora pra no futuro dizer, pensando agora pra daqui uns anos, escrever, lembrar vocês de que... há angústias que não se precisa passar, por que há momentos que precisamos viver!
As loucuras mais incríveis da minha vida eu vivi são! Os riscos mais loucos também! Por que a gente não faz as mesmas coisas com os amores? As paixões? Por que nós acabamos por nos embriagarmos? Por que?
Talvez seja por que esse sentimento seja impossível de se viver são! As loucuras que se faz são efeitos colaterais de se amar!
Não dá pra ser pela metade!
Nem
Pizza que você pede metade de um sabor e metade de outro é ao metade!
As metades JUNTAS são um inteiro!
Seja uma metade inteira pra esse inteiro ser de verdade!
Não é justo com o outro ser metade! Seja inteiro! Seja o que falta pra ser o todo!
Como o dia que surge devagar a clarear, assim também é a consciência de muitos com relação a boa relação que deve ser cultivada com o planeta.
(30:07:15)
Novo e velho não são mais
aspectos cronológicos,
mas uma questão
meramente de atitude:
mude e permaneça novo,
pare e permaneça velho.
Ao final desse fluxo digital
da globalização,
haverá um pote de ouro
onde leremos 'idiocracia',
ou só uma gnoma
de nome meio difícil
de pronunciar:
Desdigitalização.
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