Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Caminho agora sem alma amiga
Com problemas, dores, felicidades tão somente meus
Peito e abdome ardem
Diante do pleito derramado travado entre nós
Duas almas celestes, orgulhosas
Eu nunca acreditei em anjos, até esse aparecer na minha vida:
Esse anjo que me compreendia
Me aceitava, me entendia
Oh, esse anjo que eu amava...
Esse anjo que eu nunca esquecerei
Esse anjo que surgiu do nada
Esse anjo que eu amei...
Essa amizade surgiu tão rápida
O começo, o meio e o fim
Tudo de uma forma inesperada...
Eu sonhava com você
Seu retrato em minha mente
Eu já não conseguia te esquecer...
Você era tão tímida, eu espontâneo
Você era cristã, eu ateu
Você era você e eu era eu...
Éramos tão opostos para os "normais"
Mas não se monta um quebra-cabeça
Com peças iguais...
Seremos sempre infinitos
No nosso conjuntinho
No nosso limitado
Conjunto de finitos...
Eu e você meu anjo
Meu anjo que tem o nome mais lindo do universo;
Meu anjo que tem os olhos mais penetrantes da galáxia;
Meu anjo que tem o sorriso mais belo do sistema solar,
Meu anjo é você, minha doce Nicole...
Firmei mais que apreço
Santa
Irmã
Candura
Ternura
Consoladora
Profetiza
Ungindo
Sacramentando
Teus pecados mais vis
Doce amor comparsa
Mãos límpidas de minh´alma
Que desconsolada caminha
Por entre os versos e memórias
E agora somos apenas eu e minhas pernas errantes
Similar a pedra solitária
Sem seu melhor camarada
Ambos mazelando a amizade
Toma lá teu caminho
A teia construída se arrebentou
Por meio dos laços quebrados deste fraterno amor
Outrora me edificarei em braços castos ou sozinha
Sem vestimentas de ilusões
Certa que nossa casa não está de pé sob a areia
Rochoso é o nosso solo
Seguiremos avante
Cada um por seu percurso
Braços fortes e relutantes
Pernas vigorosas
Cabeças erguidas
Mãos sempre a germinar o doce caule torto
Das nossas existências
Cumpriremos nossa sorte
Sob membros fortes
Sem choros ou melúrias
Visto que tudo foi esplêndido
Cruzaremos outros caminhos
Outros destinos
Dentro de mim tudo vai cortando
Rasgando
Dilacerando
Um punhal de dor trinchando por dentro
Ferindo
Abrindo
Raiva
Ódio
Dor
Lamento
Confundindo tudo
Sentimentos puros
Perturbando o tino
Entre mim e meu mais fiel amigo.
O anjo continua dizendo: “Acalme-se! Se você aceitar, tudo isso vai acontecer, vai dar certo”. Mas é bonito ver que Deus aceita a nossa liberdade. Somos livres para fazer e aceitar ou não a vontade d'Ele na nossa vida.
- Filho, há um preceito que você deve guardar ao começar essa nova vida. Tenha-o sempre presente e vencerá obstáculos aparentemente impossíveis, que com certeza encontrará, como todos aqueles que têm ambição.
Hafid esperou.
- Sim, senhor?
- O fracasso jamais o surpreenderá se sua decisão de vencer for suficientemente forte.
Teu Eterno Amante
Oh, Minha Amada,
Tomo da palavra para te exaltar.
Oh, Musa da minha vida, neste instante,
O verbo percorre os caminhos insinuantes do teu corpo!
Te desnudo querida,
Ao declamar ao vivo pela palavra, te descrevo em detalhes coloridos.
Teu alvo busto coberto de rendas, brancas como a neve, que escuta o teu soluçar, arfante de desejos.
Sei que você é minha apesar de ser tocada,
Por esses macios tecidos, mas sofro.
Em tuas madeixas quantas vezes descansei
E solucei implorando um beijo teu.
Oh amor de minha vida, que tinges de púrpura,
Sonetos feitos para você à luz do luar,
Refletindo em teus olhos, a grandeza da tua alma!
Parte agora para distante de mim e beijo saudoso as tuas pegadas.
Acaricio o caminho que você percorreu envolto em ardente desejo.
Em cada flor sinto o teu perfume, em cada arbusto vejo o teu perfil, e em cada curva da estrada a tua alma.
Partes para outro te amar?...Nunca!! Saiba que sempre estarei contigo e,
Quando alguém te desejar estarei vigilante, apesar da distancia.
Aguardando tua volta sempre serei ,
O teu Eterno Amante.
O amor não se fixa em grandes realizações, procura as entrelinhas para poder demonstrar seu encanto.
Nunca devemos desistir de sermos felizes no amor, independentemente da idade e da quantidade de desilusões sofridas, o amor está no ar, basta resprirá-lo, ele não faz nenhum tipo de distinção e nos atinge como um raio quando menos esperamos. Quando esperamos encontrar o amor devemos olhar com os olhos da alma.
A felicidade não se compra é um estado de espírito.
SER (soneto)
Sou o devaneio que crasta, que crasta
Sem governança, sem fim, sem medida
Vou empurrando a ventura que arrasta
As vaidades, isolando o mérito da vida
Sou o tempo no tempo que vergasta
Os segundos, e os pondo de partida
E em cada minuto o minuto se vasta
Formando o destino na direção parida
Nada pode cessar os meus danos
Tão pouco modificar esta corrida
Passo adiante, assim vão os anos!
E nesta tal avenida, tudo é ousadia
Pois a temporada é muito reduzida
E ser, a única importância de valia...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
CREPÚSCULO NO CERRADO
Na tarde do cerrado, rubra o horizonte
Pulsa, nos arbustos de galhos tortuosos
O fim do dia. Em cheiros tão saborosos
No crepúsculo tropical, de poética fonte
Tudo, entre rútilos, vermelhes fragosos
Raspando a luz no seu total desmonte
Gerando sombras e enigmática ponte
No breu, vozeando coros lamentosos
A lua, se apresenta com seu alvo manto
Cercada no céu por um véu de casimira
Desenhando o anoitecer com ternura...
Dentre todas as criaturas, meu espanto
Por tão dadivoso encanto, que se expira
No fugaz beijo, inicia a noite, tão escura.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Se você está tentando mudar alguém, isso lhe rouba a paz.
Você fica insatisfeito consigo mesmo porque não está no nível espiritual em que gostaria de estar? Será que você tenta se mudar?
É claro que devemos cooperar com o Espírito Santo no tocante ao trabalho que Ele está fazendo em nossa vida. É Ele que nos traz a perfeição e a maturidade. Não podemos fazer isso por nós mesmos. Porém, essa é mais uma das áreas em que tentamos fazer o que não nos é possível fazer.
Qual é o sucesso que vem tendo em tentar mudar essas coisas?
Será que isso não lhe causa frustração e com isso você perde a sua paz? Antes deveria descansar em Deus, esperando nele e aguardando o tempo dele, confiando-lhe aqueles que fazem parte da sua vida e até mesmo o seu próprio ser.
Nostalgia
Como quisesse amado ser, deixando
O coração sonhador, espaço em fora
A paixão, sem olhares e sem demora
Vestir tua quimera e partir em bando
Excêntrico senso, tonto, malversando
O tempo e a hora, sem valia: e, agora
Que passou, sente a solidão, e chora
E implora, a aura antiga recordando...
E, o agrado rebelando compungido
Atrás, volta carente de convivência
Do abraço com calor e de amante
E assim, nos versos andei perdido
- Já! pranteio a dor em reverência
Murmurando o amor daqui distante
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PAIXÕES
Amores, latejo em ti, nas saudades, por onde
Estive! e sou estórias, e rasto, e madrugadas
E, em recordações, o meu coração responde
Num clamor tal ao vendaval e folhas levadas
Daqui do cerrado, e teus cipós, e tua fronde
Gorjeiam as melodias, e desenham estradas
Na memória, onde, além, o passado esconde
Da pressa, e as doces perfumadas alvoradas
Recordo, choro em pranto, eram dias felizes
No prazer, tal uma flor, de ti, pimpo e exulto
E eu, suspirando, poeto loas com cicatrizes
Tu golpeada e finda, - e eu fremirei sepulto:
E o meu silêncio cravado, em vão, tal raízes
Se estorcerão em dor, penando sem indulto.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
FRIO (cerrado)
Quem o contentar dirá destas noites de frio?
Corre no cerrado de galho a galho, arrepio
Dum vento seco e bravio. E eu, aqui tão só
Em queixas caladas, calafrios, é de dar dó
Recolhido na tristeza do invernado cerrado
Cheio de solidão, de silêncio e de pecado...
Que corrosiva saudade! Esquisita e estranha
Uma está lembrança forjada na entranha
Do inverno, caída de outrem, fluindo amargor
Onde, em sombrio sonho, eu vivendo a dor
Sem querer, na ingratidão, com indiferença
No vazio da retidão, da ilusão e da crença
Que acirrado frio, sem piedade, ofensivo
Que me faz reclusivo, neste cárcere cativo
Insano, em vão, duma melancolia lodaçal
Que braveja, me abraça e me faz tão mal...
Por que, pra um devaneador esta paragem
Que ouriça, e é tão deslocada de coragem?
Ah! quem pode me dizer pra que assim veio?
Se está tortura é passageira, assim, eu creio.
E a minha miséria aberta, escorre pelo olhar
Receio... e mais gelado fica em mim o pesar.
Uma prosa alheia, uma penitencia escondida
Se é só o frio, por que esta insânia homicida?...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
14 de julho de 2019
00’17”, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
MORRE POR INTEIRO
Tem os que nunca partem
Vive em nossas lembranças
Da nossa nostalgia vão além
Alimentam nossas esperanças
Nesta passageira caminhada
Tecem fios de teia de amor
Forrando por toda estrada
O carinho, o afago, o calor
À distância nesta separação
É temporária, bem breve
Que conforta o coração
Faz desta ausência leve
Se partiu, deixou verdades
Norteou de afabilidades... (a vida!)
A emoção! Perpetuando afinidades
Pois morre por inteiro quem não deixa saudades.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Junho, 01 de 2010, 09’13”
Rio de Janeiro, RJ
Minha terra tem úmbu,
Onde canta o carcará;
As aves, aqui vivem em cantoria,
Não como lá, que fogem da luz do dia.
Sim nosso céu tem mais estrelas,
E as mais belas e raras flores,
Nossos bosques têm mandacarú, chique-chique e faxeiro
Nossa vida mais umburana e melhor o umbuzeiro.
Em aperriar, sozinho, à noite,
Mais tradição eu encontro lá;
Minha terra tem úmbu,
Onde canta o carcará.
Minha terra tem riquezas,
Que tais não encontro eu cá;
Em aperriar, sozinho, à noite,
Mais tradição eu encontro lá;
Minha terra tem úmbu,
Onde canta o carcará.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte há misturar;
Sem que disfrute os sabores
da umbuzada ao vatapá;
Sem eu aconchegue na sombra do umbuzeiro,
Onde canta o carcará.
A TRISTURA
Iracundo, de má sorte, rubicundo
No cerrado, rabisca dor na escrita
Brada gemidos na secura maldita
Erigindo um cântico corcundo
Imundo, profundo e tão desdita
A mágoa verte gosto moribundo
A cólera vinga no fado furibundo
Poetizando a lágrima anafrodita
E nesse fecundo olhar em febre
Rasga o peito tal caçada lebre
Uivando agrura sem candura
Nas minhas profundezas, pesar
A trava alma no sereno a chorar
E a ventura rimando com tristura
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Início de agosto de 2018
Cerrado goiano
- Relacionados
- Poesia de amigas para sempre
- Poesias de Amor de Vinícius de Moraes
- Poesia Felicidade de Fernando Pessoa
- Poemas de amizade verdadeira que falam dessa união de almas
- Frases de Raul Seixas para quem ama rock e poesia
- Poemas de Amizade de Vinícius de Moraes
- Poesias para o Dia dos Pais repletas de amor e carinho
