Poesia de Destino
Quando se der conta de mim, terei partido. Não ne encontrará nos campos, pois já terei me colhido. Não me encontrarás nas areias, pois o vento terá me transportado. Não estarei no lago, pois sou correnteza. Talvez,apenas talvez, caso aconteça de pensares em mim, talvez me chegue algum sinal em minha parabólica e vou rememorar os nossos momentos. Reaparecer não, que tudo fique na memória.
Tudo é tão passageiro que as únicas coisas validas que podemos vivenciar é o amor, é a própria evolução pessoal nessa finitude; é viver a verdade de cada um sem máscaras. O que deixa nossa marca é o que faz parte parte da humanidade nesse todo onde todos somos iguais. O destino é comum. Aqui é passagem, não é destino. Sejamos humildes.
Quis me esquivar dos pensamentos que me levavam até você, mas isso se tornou quase impossível, já que o destino fazia questão de nos colocar frente a frente. E agora seu cheiro parece estar em todos, e qualquer olhar no café, lanchonete, na rua, parece o seu.
"A alma, sendo levada por Caronte até Hades, talvez se sinta destruída por partir sem querer partir. Por outro lado, o vivo, quando não quer ficar, mas fica por uma retidão moral, talvez também se sinta destruído. Corpo e alma vivem o paradoxo de querer ser e não estar, de estar sendo e, ao mesmo tempo, não estar."
O certo é o caminho que enxergamos como o que deve ser seguido para chegarmos aos nossos objetivos, embora haja outros que nos levem para o mesmo destino.
Às vezes, a mais terna doçura que Orí me concede é guiar-me por caminhos que meu coração não ousou escolher. Estranhas, por vezes dolorosas, essas sendas silenciosas guardam os segredos mais genuínos da minha alma, onde nascem as bênçãos que apenas o destino sabe revelar.
"Nascer pobre é um desafio que forja a alma; permanecer pobre, quando se pode crescer, é negar a si mesmo a grandeza que a vida oferece."
Transformei a dor em direção! Uma direção que pessoas comuns sequer suportam o início e desconhecem a chegada!
A maior dificuldade do ser humano é ter a capacidade de unir o desejo da alma com o desejo da consciência.
Talvez a vida seja um enigma sem resposta, e o sentido não esteja nas perguntas que fazemos, mas nas estradas que escolhemos. Cada escolha é um universo que deixamos de viver, e cada passo é uma invenção do destino, como se fôssemos autores de um livro que nunca lemos até o fim.
A vida é como um jogo de dados: podemos calcular as chances, mas o resultado sempre nos surpreende.
Nada nos prepara para momentos incertos como este grande tabuleiro dos acontecimentos, onde rolam os dados do destino na mesa do jogo da vida e, de maneira surpreendente, percebemos que nada nunca foi aleatório, absolutamente nada foi ao acaso, as nossas escolhas tiveram a força para conectar todas as peças a nossa volta de forma intrínseca.
Hoje eu acordei pensando nessa história de livre-arbítrio. Não sei até que ponto eu acredito nele. Às vezes, penso que por trás do livre-arbítrio existe uma teia de mistério inviolável, um fio delicado e pré-determinado que nos liga a um destino fixo que não pode ser mudado.
Ela sabia que era uma palavra dita pela luz do sol. Ela ria do medo da morte. Entendia para que nasceu e o que estava destinada a realizar.
Quando a oportunidade te faz mudar a prioridade.... É porque no fundo, no fundo, nunca houve um plano. E sim um mundo aliciante de vontades e possibilidades.
A vida não se apresenta da mesma maneira para todas as criaturas.Algumas precisam ser, e fazer o próprio destino, ou adaptar-se a ele.A maior convicção que carrego em mim, é a certeza de que há um propósito em tudo que acontece debaixo dos céus.
Às vezes eu acho que as coisas acontecem por uma razão... E eu acho que se nós estamos destinados a nos encontrarmos novamente, o destino fará isso acontecer.
O que gostaria de registrar, nada mais seria que repensassem o "tempo" que passa mais rápido que imaginamos e a conclusão é muito simples, quando lá na frente nos deparamos o que fizemos, muitas vezes, não acreditamos que o "tempo levou tudo", foi-se embora sem dizer adeus!
A vida é um estranho em uma multidão cujas intenções não são claras e, pensando bem, a morte também o é.
