Poesia de Pais de Pedro Bandeira

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Pequena Praia.

Vem que sou eu e você,
pra navegar nesse mar.
Oceano azul da imensidão,
loira do ensolarar.
pele branca da praia,
onde mora as areias.
Delicada por natureza,
aos passos lentos junta as
marcas do chão.
Guiados pelo criador,
soprando o vento cantou
e a gaivota avisou.
Que ser livre e viver,
florir e entender.
Que roubar o mundo faz bem,
chorar e sofrer também.

Abrigo no Vazio

A vida desfaz ilusões.
Cada saber
é uma pétala que cai.

O mundo não piora,
apenas o olhar
já não se deixa enganar.

A consciência pesa.
O fraco se esconde no cinismo,
o forte encontra repouso no silêncio.

Tudo passa.
Nada permanece.
O apego é veneno.

Quando tudo é máscara,
o silêncio é abrigo.
No vazio,
há paz.



Roberval Pedro Culpi

27/08/2025

Soneto da desilusão

A vida é o lento abrir da desilusão,
cada saber revela o espinho oculto;
a mente cresce, e com ela a aflição,
pois o véu cai, deixando só o vulto.

Não é que o tempo tenha se tornado
mais áspero, sombrio ou desumano,
é o olhar que, enfim, foi despertado,
e já não vive do consolo insano.

A consciência pesa, mas liberta,
ao sábio ensina a ter leveza e calma;
se tudo é sombra, a impermanência é certa.

O apego fere, o silêncio embala e acalma;
e no vazio, a verdade se desperta:
não há prisão maior que a própria alma.



Roberval Pedro Culpi

28/07/2025

Posso enfrentar campeões e mestres, e posso vencê-los ou ser vencido.
Mas nenhum adversário é tão temível quanto a minha própria mente.
É nela que travo a guerra mais silenciosa —
onde o medo, o orgulho e a dúvida tentam me dominar.
Dominar a mente é o verdadeiro caminho do guerreiro.

Os longos anos que passei na dispensa lapidando uma herança de vitórias


No armário um velho conhecido, legado sem memórias


No presente ela não o reconhece apenas pega o que pode.

Em qualquer relacionamento, seja um casal, uma sociedade ou uma amizade profunda, tudo que sustenta é confiança.
Se alguém decide fazer algo errado, vai fazer.
Não depende do outro. Não depende de vigilância. Não depende de controle.
É conteúdo próprio. É caráter. É escolha individual. faz parte do conteúdo como sequela.
A gente pode conversar, alinhar, combinar limites, mas não pode controlar o interior de ninguém.
No fim, sempre nos resta confiar.
E se algo quebrar essa confiança? O que realmente podemos fazer?
Romper e assumir as consequências. Cada um carregar sua parcela, suas decisões, suas sequelas.
Relacionamentos não são contratos de vigilância. São pactos de responsabilidade.
Ou há confiança, ou há desgaste constante tentando impedir o inevitável.
No final das contas, confiar não é ingenuidade. É maturidade.
Porque quem quer ser correto, será. E quem não quer., nenhuma cerca resolve!

Primeiro dia do último mês, dezembro sempre abre a porta de um jeito diferente.
O amanhecer parece sussurrar que tudo se renova, inclusive eu. Enquanto dirijo, olho pra frente e deixo a estrada me lembrar que o futuro é movimento. No retrovisor fica o que já me ensinou, no presente fica o que já me sustenta, e lá na frente, fica tranquilo que ainda não sei, mas que escolho esperar com fé, visão e gratidão. que dezembro mantenha esse mistério no ar, passado aceito, presente vivido, futuro chegando.

Ao longo da vida, morremos muitas vezes. Enterramos versões de nós mesmos e renascemos, nem sempre melhores, mas sempre mais conscientes.
O luto é a parte mais difícil entre o que deixamos de ser aquilo que ainda estamos aprendendo a nos tornar. Nada do que fomos morre por completo. O que ficou para trás sustenta o que evolui em nós.

Do sol atravessando a janela, do vento no rosto, do riso que nasce do nada, do café que esquenta a alma, dos silêncios que dizem tudo.
Hoje eu pensei na partida, mas foi por amor à vida. Por que quanto mais eu entendo o fim, mais quero estar aqui, sentindo, errando, recomeçando.
Talvez o desejo de viver seja justamente isso:
saber que um dia acaba, e ainda assim querer ficar.

Cada segundo que deixamos escorrer pelos dedos é uma página que jamais será escrita novamente.
Estamos vivendo ou apenas esperando pelo amanhã?

A percepção do tempo se faz eterna na distância
e milésimos na proximidade,
no mesmo instante do estar.


A distância obedece a um paradoxo
que sucumbe à percepção da proximidade.


A presença nasce justamente
onde o estar não existe,
carregando a sensação de sentir
aquilo que não se vê.


O despertar pela manhã
é o toque suave da luz sobre um corpo que repousa,
enquanto a escuridão da imensidão interna,
guardada pelo fechar dos olhos,
é rompida ao abrir.

Ás vezes, a vida pede que a gente desmonte quem foi, pra reencontrar quem ainda pode ser.Velhas versões morrem.Outras nascem no silêncio. Seguimos, mesmo sem saber como, mesmo sem saber escolher.
Porque viver é isso, cair, levantar, reinventar, e continuar acreditando.
No fim, aquele brilho antigo nunca se apagou. Ele só espera ser lembrado.

Quais as regras da vida?
Mudança, finitude, causa e efeito, interdependência?
Quais as garantias que temos? Nenhuma!
A única certeza que temos é a incerteza do tempo!

Somos senhores do dentro, jamais do fora; o mundo escapa, mas o íntimo é moldável caos.
Seja você o protagonista!

⁠“O silêncio da fotografia”
Hoje apenas suas fotos!
Em cada uma delas, registrado o silêncio da fotografia!
Tento captar na imagem, os numerosos momentos, os numerosos sentimentos, as numerosas imagens, pessoas, paladares, sabores e sensações ali confinados.
As imagens gritam, as imagens se movimentam, nos mostram em seu silêncio o quanto somente ela pode demonstrar!
A cada imagem, minha mente busca no mais profundo do consciente, meio que inconsciente, minhas memórias sensoriais, olfativas, auditivas e passo a reviver sua companhia!
A importância de uma simples imagem confinada no silêncio fotografia.

Tal donzela existirá?
Aquela por quem viverei mil vidas,
Apenas para tê-la para mim.
​E se mil vidas não forem o suficiente,
Esperarei até que o sol se apague,
Ou até que o próprio universo acabe.
​Talvez no pós-universo,
Onde não existirá matéria alguma,
Se eu ainda de algum modo existir...
Ainda estarei tentando conquistá-la.
​E se por acaso o tempo parar de fluir,
Não perderei tempo e buscarei você;
Na estática do agora ou no vazio do sempre,
Até a eternidade.

A vida segue, entre responsabilidades, rotinas e pensamentos que se organizam pela manhã e se desorganizam à noite. E talvez seja exatamente isso, pois viver é esse equilíbrio imperfeito entre tentar entender tudo e aceitar que nem tudo está em nossas mãos.


Somos mais como livros na estante da vida: fechados por um tempo, mas nunca esquecidos.


E basta um dia diferente, uma luz que incida de outro ângulo, para que voltemos a percorrer aquelas páginas. Entre lembranças, saudades e silêncios, existe também crescimento.


Existe continuidade. Existe o reconhecimento de que somos feitos de tudo aquilo que vivemos, inclusive das versões que já fomos.


Algumas conexões não se explicam, se sentem. E permanecem.


Como o sol e o girassol: um não prende o outro, mas, ainda assim, existe um movimento natural, sempre em direção à luz. 🌻☀️

Aprenda cedo que nem todo homem é mentiroso.
Aproveite o amor que lhe dão hoje, pois um dia necessitará dele... e sentirá muita falta.
É raro encontrar alguém que te ama como ele, dando carinho sempre que possível e nas suas necessidades.
Não vais encontrar um homem que "te leve à lua" sem a NASA.⁠

- Aprenda com meus erros...
- O quefiz, o que voce faz...
- Isso de brincar de juiz e juri, mexe com a cabeça das pessoas..

Me sinto um passarinho enjaulado nessa vida…
Enquanto o passarinho tem o canto para aliviar sua melancolia e tenho a escrita para aliviar a minha.