Poesia de Medo

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O dia em que você decidiu que o medo não ditaria mais sua agenda foi o dia em que assinou o contrato com a liberdade. Não fuja do fogo, ele está forjando a sua lenda.

Você é maior do que pensa, mais forte do que imagina. Quem duvida disso é o seu medo, projetando uma sombra onde a luz deveria estar.

Você não precisa vencer o mundo. Precisa vencer o medo de tentar. Porque no instante em que você tenta, o impossível já recua um passo.

Não tenho medo da escuridão, pois aprendi a acender luzes dentro de mim, sou lanterna própria, sou fogo interno, sou chama que não se apaga.

Enquanto a razão grita as impossibilidades e a lógica nos aprisiona no medo do fracasso, a voz da fé sussurra uma promessa de que somos mais que vencedores em Cristo. O coração encontra sua paz verdadeira ao escolher render-se ao conhecimento de que existe um Deus que cuida de cada detalhe, desde o fio de cabelo que cai até a tempestade que se levanta, nada escapa ao Seu olhar amoroso. Eu me recuso a olhar para as circunstâncias que me cercam, pois a minha esperança está firmada na palavra que não falha e na promessa que se cumprirá no tempo exato, pois Ele é fiel para realizar o que prometeu.

O medo da solidão é o medo de ter que encarar a si mesmo. Se você não é boa companhia para si, como espera ser para o mundo?

A coragem é o medo que disse 'sim' e levantou, ela não é a ausência de pavor, mas a ação apesar dele.

O medo é o hóspede temporário que bate à porta, sempre tentando ocupar um espaço que não lhe pertence por direito, a coragem é o motor a combustão que você aciona, a única força capaz de lançá-lo para além do horizonte ilusório do terror.

Há dias em que a esperança veste roupas velhas e disfarça o medo. Ela caminha pela sala, tropeça, ri, insiste em ficar. Não é heroica, é teimosa e essa teimosia me sustenta, um ato minúsculo que repele a avalanche de desistências.

A tristeza tem territórios que eu ainda não visitei. Vou a pé, com uma lanterna de medo e coragem. Algumas ruas são estranhas e pedem licença para entrar. Outras me reconhecem e me oferecem cadeiras antigas. Sento-me e descubro que conversar com a dor é arte.

O medo que carrego tem nome e endereço. Se eu chamasse, apareceria com mala pronta. Mas prefiro observar de longe, sem travar porta. Aprendi que é sábio não convidar certos inquilinos. Eles ficam, mas não precisam morar na sala principal.

A coragem que admiro é a que retorna depois do medo. Não é a que nunca treme, mas a que insiste em levantar. Há heróis de pequena escala que multiplicam esperança. Reconhecê-los é dever de quem quer viver bem. E eu os nomeio internamente como santos do cotidiano.

O medo ensina geografia de meus limites. Se eu o enfrentar com cuidado, amplio fronteiras. Se cedê-lo sem luta, empobreço de coragem. Aprendo a lidar com ele como quem estuda mapa. E, aos poucos, bordo novas rotas em mim.

No final, o que nos salva é ter nome para o que sentimos. Nomear a dor, a alegria, o medo, a graça. Com o nome, a sensação perde um pouco de potência destrutiva. Passa a ser matéria que podemos trabalhar. E assim, transformando linguagem em trato, vamos vivendo.

O medo de desistir é, ironicamente, o que me mantém tentando. Um paradoxo doloroso que me empurra para frente.

⁠O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.

O medo ronda, mas não governa, é sombra frágil diante do peito em chamas, um invasor que nunca tomará morada.

A coragem brota no território do medo, um jardim feroz que floresce na sombra, vida que desafia as trevas.

Tranquei o medo no compartimento da experiência, esgotei sua força com atitude, agora ele só guarda memória.

⁠⁠Ter medo também é importante.Você confiaria em abraçar um leão ou uma onça?Agir com cautela pode salvar sua vida⁠.Não virar o rosto quando tiver tomando uma bebida para evitar um possível "boa noite cinderela"não te faz um esquizofrênico.Os indianos têm muito cuidado com os alimentos.Logo, eles mantêm a porta da cozinha trancada e seu acesso é permitido apenas às pessoas de confiança.Isso é algo que faz parte da cultura indiana,ou seja,não é considerado esquizofrenia.Portanto,continue tendo cuidado com os perigos do mundo,mas não exagere.