Poesias sobre a lua para iluminar pensamentos e corações

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.

O Sol se pôs e a Lua se ergueu,
foi no Galo da Madrugada
que o amor para nós aconteceu
numa noite estrelada --
O mundo parecia que parou,
e no final era só você e eu.

Quando a Lua de Sangue
cruzasse o Sarv já era
a promessa da última
guerra da Humanidade,
O final desta guerra
nem eu nem ninguém sabe,
Matar um povo desarmado
é coisa de gente covarde.


Não posso fingir que nada
está acontecendo ---
Daqui a pouco será espalhada,
e levará muito tempo:
Não diga que não foi avisada.


Quero que entenda que
toda guerra é anunciada,
Ela chega quebrando tudo
dentro como prelúdio
da aberrante entrada,
Não quero jamais que abra
refúgio para a ideia de guerra
fazer a tua essência capturada.

Lua Crescente esplendente
em pleno cair da tarde quente
no Médio Vale do Itajaí,
Que abraça com o seu verde
a nossa amada gente,
que tem espírito de festa,
mantém firme a garra - e é resiliente,
e que continua firme com memória,
sonhos e suas raízes na História
sem jamais desistir de prosseguir.


Lua Crescente magnífica
que ilumina a querida Rodeio
onde poeticamente o Canário-da-telha
está procurando no Ribeirão do Salto
o seu ninho para ir descansar.


No centro desta cidade é o meu lar,
e é daqui que tenho muita história
para recordar e escrevo no tempo,
em prosa, verso e todo o sentimento
que une rios para os vales renovar
seguindo muito além deste lindo luar.

A Lua Crescente sob Rodeio,
ao iluminar o objetivo intrínseco
de tudo o que se passa em nós,
da natureza e da realidade,
Com os teus raios ilumina
a memória inabalável de quem
protegeu a profundidade
do julgamento daqueles que
ignoraram a beleza de deixar-se
ser pássaro todo colorido
ao longo da travessia até
chegar no Médio Vale do Itajaí.


A Lua dos poetas infantes
e dos jovens que não desistiram,
depois de tudo o que passaram,
Com estes raios tocaram
os sentidos como se fossem
de uma harpa quebrando
o nosso silêncio citadino,
Os traços do Irredentismo
no jardim secreto continuam
mais vivos do que antes,
porque sabemos quem somos,
e da onde todos nós viemos.


O Romantismo do teu peito
para o meu tem escrito
poesia, músicas e feito ritos,
Sem emboras e sem medir
as consequências porque
o amor têm sibilado versos
de resistências e da possibilidade
de ser de correspondido,
Sem dizer uma palavra, falamos
o mesmo idioma, bem sabes disso.

Eu vi galinhas no telhado!


A Humanidade sabe o caminho
de volta para a Lua,
Só ainda não aprendeu a parar
de usar o nome de Cristo
para justificar guerras.


Eu juro que vi galinhas no telhado!


Um Tribunal de Direitos Humanos
confundir suicídio com cuidado,
Vejo defensores de Direitos Humanos
olhando para o próprio lado,
Não queria nada disso ter enxergado.


Eu vi galinhas no telhado!


Na terra que dizem ser Terra Santa
o corredor da morte foi legalizado!

Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas,
na Serra de Itajaí
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.


Esse Ribeirão Garcia
que permite que tenhamos
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.


Tão precioso para as vidas
não apenas das capivaras,
lontras e garças,
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam.


Muitos sem notar
que este ribeirão
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu
do nosso destino,
por isso todos os dias
celebro este ribeirão tão querido.

Se a até a Lua Crescente
suspensa nosso céu
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente encontrou.


Quem não me achou
aqui em Rodeio,
é porque não procurou.


[O Poemário Rodeense
é somente meu,
e foi ele quem te capturou].

No Médio Vale do Itajaí
a Lua Crescente aqui
ao alcance da minha mão,
Na minha querida Rodeio,
estou no seu coração.


No teu bonito olhar
tenho versos de luas
para me inspirar
no Poemário Rodeense,
No tête-à-tête entre
a gente vou contar.


Sem hora para acabar,
juntos de luar em luar,
Seremos a poesia
deste vale a se espalhar.

Lua Crescente confidente
sobre a Mata Atlântica
do Médio Vale do Itajaí,
Nesta Rodeio romântica,
com as cores das luzes
e toda a inspiração
entrego poemas de amor,
mesmo sem você pedir:
Para quem sabe um dia
vir a fazer você sorrir.


(Quero ser o destino
para onde elegeu seguir).

O céu do Médio Vale do Itajaí


todo vestido de madrepérola


para receber a Lua Crescente Gibosa,


A minha Rodeio, toda amorosa,


presenteia com tranquilidade


gentil e paz acolhedora --


Para você reservo a poesia


mais sublime e encantadora.

Lua das Flores


A Lua das Flores da estação
no Médio Vale do Itajaí
preludia os ipês rosa e o roxo,
Com certeza percebi
a tua curiosidade bonita
que maio me anuncia.


Se é amor ou não, não sei,
mas que já poesia, virou lei;
Sem precisar da aprovação
alheia constrói o legado
de manter o seu coração
todo em estado de maio.


Não preciso falar o que
sinto porque se me ama,
Saiba que também é amado,
do jeito que não tínhamos
sequer antes imaginado:
do lugar deste amor não
haverá outro para ser ocupado.

⁠Pensei em dar-te a lua
Com a luz do sol toda vestida
Queria que fosse sua
Mas para muitos já foi prometida

Então te darei Saturno
Pois ele me faz sonhar
Com seu sorriso inesquecível
E o brilho de seu olhar

Sua beleza que fascina
Como um disparo no peito
Esse seu jeito, menina
O imperfeito mais perfeito

A lua daqui

Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.

Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.

Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.

A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.

Beijar a Lua

Sentir teu cheiro,
tocar tua alma,
adorar tua luz,
desvendar teus segredos…
te acariciar!

Como é belo teu olhar,
como é meigo teu carinho,
como é doce teu encanto,
como é lindo teu sorriso…

Lua, deixa-me te beijar.
Lua, vem me namorar!

O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.

Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.

O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.

Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.

O crepúsculo deu
a sua despedida,
as luzes da cidade
foram acesas,
a Lua coroada
está de estrelas
iluminando o Rio.

Ao mundo inteiro
oferto a veia
da paixão que não
oculto no peito
feita de vibração
e teu amor perfeito.

O desejo de viver
para cantar o amor
seja como for
é só o começo:
nos teus lábios
a sede de me amar.

No ritmo do Universo
a canção eterna
aos olhos lindos
voltados para quem ama,
esta temperatura
que amorosa chama
ao ardente total amplexo.

As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.

As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.

O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.

O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.

⁠Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.

Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...

Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;

Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;

Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.

⁠Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.

Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.

Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.

O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.