Poesia de Filha Querida
Aprendi que amar é também permitir a liberdade. Aquilo que permanece, permanece por escolha — e isso é amor. Aquilo que parte, talvez nunca tenha sido verdadeiramente nosso.
Criado sem limites, cresce sem medida: torna-se alguém que não suporta o “não” e, para dizer “sim” a si mesmo, não hesita em ferir o outro.
Fazer o mal de propósito, como vingança, é um ato imaturo, egoísta e cruel — de quem só pensa na própria satisfação e é incapaz de amar de verdade.
... se conseguirem enxergar que as dificuldades da relação estão em fragilidades emocionais, na comunicação e no desgaste das circunstâncias que cada um carrega: não desistam! Tentem a terapia de casal, aproximem-se juntos da fé e religião, permitam o (auto)perdão e recomecem com tudo zerado: sem mágoas, sem peso do passado. Não se deixem perder. A vida é um "sopro" e podem se arrepender quando não houver mais caminho.
Aprendi que não se deve recusar presentes. Sou grata e recebo com amor o que Deus me dá com a missão de cuidar e fazer o meu melhor.
Meu amor, escuta a voz do coração. Não perca o que temos. Podemos resolver. Nunca é tarde. Deixa o orgulho de lado. Vem e escreve pra eu te entender.
Eu preciso de você, você precisa de mim. Não desiste assim. Nessa vida é pra a gente ir junto até o fim.
Tem algo dentro de mim que pulsa e te chama. Fruto do nosso amor. É pra sempre. Entenda que não somos passageiros na vida um do outro. Temos missão, propósito. Ninguém vai entender. Só eu e você.
Conselhos dados sem ouvir os dois lados podem alimentar injustiças. Relações exigem escuta, equilíbrio e maturidade para compreender ambas as versões.
Amigos em comum são pontes de equilíbrio em uma relação. Nos momentos difíceis, podem oferecer escuta, apoio e sensatez — seja para ajudar a permanecer, seja para compreender o momento de deixar partir.
Ter amigos em comum em uma relação é também construir uma rede de cuidado. São eles que, muitas vezes, ajudam a enxergar com equilíbrio os caminhos da despedida ou da permanência.
Às vezes a dor, o orgulho, o medo, o cansaço emocional ou dificuldades de comunicação ficam mais altos do que o amor por um período. Mas o amor, se verdadeiro, retoma o fôlego, anadurece e reaparece.
Relações podem terminar mesmo existindo amor, especialmente quando duas pessoas não conseguem, naquele momento, transformar sentimento em equilíbrio. Mas, em razão do amor, uma reaproximação, tende a acontecer de forma mais sólida quando nasce de reflexão genuína, diálogo maduro e disposição concreta dos dois para reconstruir — e não apenas da saudade ou do sofrimento da perda.
Desadoro o peso do que me disseram ser obrigatório e me permito ser atravessada pelos gestos, tocada e inspirada pelo afeto.
Nem tudo que dói é o fim. Às vezes, é a travessia necessária entre quem fomos e quem estamos nos tornando.
O propósito floresce em quem aprende a permanecer mesmo nos dias em que ainda não consegue enxergar sentido no caminho.
Buscar a cura é ter coragem de enfrentar a dor mesmo depois do perdão, resgatando o amor-próprio, a paz e o autocuidado.
Somos constituídos na e pela diferença, pois é na relação com o outro, com a linguagem e com a cultura que construímos nossas identidades e subjetividades.
