Poesia de Desejo
O casamento tenta domesticar o acaso; o desejo, porém, conserva sempre uma parcela de sua antiga e indisciplinada natureza.
A autonomia começa quando o homem deixa de obedecer cegamente à tradição, ao medo e ao desejo e passa a interrogar a legitimidade de cada comando.
A existência oscila entre a ferida do desejo e o vazio que nasce quando o desejo finalmente se cala; entre uma dor que nos move e um tédio que nos devolve a nós mesmos.
A riqueza promete saciedade, mas o desejo transforma cada conquista em prólogo de uma nova carência; acumulamos objetos tentando silenciar um vazio que não possui natureza material.
O homem é uma criatura dividida entre a lucidez que lhe anuncia a morte e o desejo indomável de que sua existência não termine no silêncio.
O desejo nasce da falta; por isso, enquanto desejamos, sofremos pela ausência, e quando alcançamos o objeto desejado, frequentemente descobrimos que a satisfação era apenas temporária.
A realização de um desejo raramente encerra a vontade; muitas vezes apenas abre espaço para uma nova exigência daquilo que ainda não possuímos.
A arte possui uma força singular porque pode suspender temporariamente a tirania do desejo e permitir que a consciência contemple aquilo que existe sem imediatamente perguntar como poderá possuí-lo.
O desejo não é um acidente da existência humana; é uma das expressões fundamentais da força pela qual cada indivíduo procura preservar e afirmar o próprio ser.
A justiça não é simplesmente dar a cada um o que deseja; é construir uma ordem na qual o desejo individual encontre limites diante do direito do outro.
Quando o dinheiro é consequência de trabalhar, e não desejo em ter, é porque você está trabalhando no que gosta.
Aquele olhar discreto atravessando a sala, pesado de desejo e medo, dizendo: "Isso nos arruinaria, não é?"
O desejo de acreditar em algo pode explicar uma crença, mas jamais constitui, por si só, prova de sua verdade.
Capaz de roubar o fôlego, despertar o desejo e, por um instante, fazer do outro um território inteiro a ser descoberto, entre a liberdade de se entregar e o desejo de possuir. Assim se define um beijo.
Eu só quero um jeito de controlar esse desejo que sinto por você. Mas, quanto mais eu tento, mais vontade eu tenho de estar perto, de sentir seu toque e me perder em você.
Seu corpo junto ao meu desperta um desejo que nem o tempo consegue acalmar. Cada abraço se prolonga, cada olhar provoca, cada toque deixa a promessa de que ainda há muito para sentir. Nossas respirações se encontram, os sorrisos se misturam aos sussurros e o calor entre nós fala mais alto do que qualquer palavra. Você desperta em mim um lado que pertence somente a nós dois, onde o desejo, a cumplicidade e a paixão se tornam uma só coisa. E, nesse instante, tudo o que eu quero é permanecer perdida em você, deixando o resto do mundo esperar.
Seu corpo colado ao meu, respiração ofegante, sussurros e o desejo tomando conta de nós. No calor do momento, existe apenas uma certeza: nós dois, perdidos um no outro.
Só de pensar em você meu corpo já reage. É como se cada lembrança sua despertasse um desejo impossível de controlar. Fico imaginando seu toque, seu beijo, o jeito que você me faz perder o fôlego... e um arrepio toma conta de mim. Você tem esse poder de me deixar completamente envolvida, ansiosa pelo momento em que estaremos juntos. Quero sentir você bem perto, sem pressa, deixando a química entre nós falar mais alto.
És minha falta de juízo, meu desejo mais ardente, cada toque teu me faz perder os sentidos, entregue, inteiramente tua.
