Poesia de Boca
De olhos fechados
Beijos, mas não era a boca dela!
Toque, mas não eram as mãos dela!
Cheiro, mas não era o perfume dela!
Aconchego, mas não era o corpo dela!
Sussurros, mas não era a voz dela!
Carinho, mas não era a pele dela...
Então, ele fechou os olhos.
De olhos fechados, a encontraria, a tocaria, a sentiria...
De olhos fechados, sairia dali, iria onde quisesse...
De olhos fechados, sentiria os seios fartos, a cintura fina, a voz dengosa, o corpo trêmulo, o sorriso fácil, lânguido...
De olhos fechados!
E assim teria que viver...
De olhos fechados!
Só assim teria a chance de sentir outra vez tudo o que havia perdido...
"Me perco nas curvas que o teu corpo desenha,
E me acho no fogo que a tua boca incendeia."
— Anjinha Sensual
No futebol brasileiro, um jogador meia-boca custa R$ 50 milhões. Como o clube não tem essa grana, prefere pagar multas aos técnicos demitidos: sai mais barato trocar de treinador do que admitir que o elenco é ruim. Afinal, enganar a torcida sempre sai mais barato.
Benê Morais
Pecado Gostoso
Helaine Machado
Se beijo na boca fosse pecado…
oh Deus…
que pecado tão gostoso seria.
Pecado é sentir teu gosto
e não querer mais parar,
é perder o rumo do mundo
só por te tocar.
Tua boca na minha
não pede perdão,
não conhece limites,
não escuta razão.
É fogo calado,
é desejo aceso,
é o corpo inteiro
rendendo-se ao mesmo desejo.
Se for pecado, eu confesso…
eu peco sem medo,
peco de novo,
peco em segredo.
Porque tem beijos
que não se explicam,
se sentem…
se entregam…
e nunca se esquecem.
E se amar assim for errado,
então deixa ser…
porque entre o céu e o teu beijo,
eu ainda escolheria você.
Helaine Macha
Beija minha boca com loucura,
faz desse instante o mundo calar,
teu toque acende a minha pele,
como chama que insiste em ficar.
Helaine Machado
"O caminho do Senhor fortalece os íntegros, e a boca do justo produz sabedoria"
Inspirado em Provérbios 10:26-32
Bendita seja a visão que nos abre as portas da luz!
Bendita seja a boca que mais que nos fazer sentir gostos, nos permite pronunciar palavras de curam!
Bendito seja os ouvidos que em silêncio nos possibilitam ouvir todos os sons da vida e o que ela não é capaz de dizer!
Bendito seja o toque que nos faculta sentir e transmitir emoções inenarráveis.
Bendito seja o olfato, essa capacidade sensorial que nos aproxima das flores e nos brinda com uma explosão de odores!
Benditos sejam os sentidos que nos proporcionam a riqueza de ver, ouvir, falar, cheirar, tocar e sentir a vida em toda a sua diversidade e intensidade.
FOLHA MORTA
Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta para ir em frente,
pra seguir teu rumo, me deixar em paz?
A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
é o fim da rota de contradição.
Mas o medo de ficar sozinho
fecha o caminho da libertação
se não há coragem pra pular no abismo
prefere-se o cinismo, vida de ilusão.
Logo tudo cala, quando ninguém fala
a porta se fecha e a luz se apaga
e os dois se encaixam na mesma prisão.
O Último Espetáculo
A boca, que era um arco avermelhado,
Caiu em um traço de amargura.
O choro, antes tanto disfarçado,
Hoje transborda em linha pura.
Não há aplausos na lona vazia,
Não há piruetas na escuridão.
Atrás da capa da dita folia,
Bate um cansado e ferido coração.
O circo desfez sua lona de ilusão,
A piada perdeu a graça e o sentido.
Na solidão de sua própria solidão,
O palhaço não está mais sorrindo.
As roupas largas pesam como chumbo,
Os sapatos gigantes não sabem para onde andar.
Perdeu a graça, perdeu o rumo,
Só restou o silêncio para chorar.
Stefany meu amor
Stefany, tua boca é crime que me vicia,
Teu corpo é mapa, me guia e me inicia.
Você me olha e o juízo desafia,
Me chama e eu vou, sem freio, sem trégua, sem dia.
Teu beijo é chama que arde e alumia,
Teu toque é verso que o peito arrepia.
Se for pra ficar, que seja ousadia:
Te quero inteira, sem pausa, sem trégua, pura poesia.
Sou teu sem medo, sem rédea, sem guia.
Se for pecado, que seja alegria.
Stefany, vem cá, que hoje o mundo se arrepia:
Só nós dois, fogo, amor e fantasia.
Daniel Vinicius de Moraes
Morena linda
Tua alma brilha.
Teu sorriso encanta.
Tua boca me faz delirar.
Meu ego me deixou cego...
Você me fez ir além.
Das muitas vidas que vivi,
só a do teu lado me fez bem.
Trocaria todas as outras
só pra ter ela de volta.
Mas a vida é assim.
No final de tudo...
Tirou você de mim.
@Mammoth_Sal
Ela sempre foi movimento.
Casa girando em torno dela.
Mão que fazia, boca que orientava, olho que via tudo.
Era dessas mulheres que acordam antes do sol
e dormem depois da vida.
Sabia onde estava cada coisa.
Cada conta.
Cada remédio.
Cada problema.
Ela era memória viva da família.
Era calendário, era agenda, era conselho.
E agora…
O tempo resolveu brincar ao contrário.
O nome das coisas escapa.
Os rostos às vezes embaralham.
As histórias ficam pela metade.
Mas tem uma coisa que não foi embora:
a essência.
O jeito de segurar a mão.
O olhar que ainda procura cuidado.
A doçura que aparece em lampejos.
O Alzheimer não apaga quem ela foi.
Ele embaralha caminhos,
mas não destrói o que foi construído em décadas de força.
Existe uma inversão silenciosa:
quem foi porto vira mar aberto.
Quem guiava agora precisa ser guiada.
E dói.
Dói porque a gente lembra de tudo.
E ela… às vezes não.
Mas amar alguém com Alzheimer é aprender outra língua.
É repetir sem irritação.
É contar a mesma história como se fosse a primeira vez.
É segurar firme quando o mundo dela fica confuso.
Ela continua sendo a minha mãe.
Mesmo quando não sabe dizer seu nome.
E talvez agora o papel seja meu:
ser memória por duas,
ser paciência por duas,
ser colo por duas.
O corpo pode esquecer.
Mas o amor não desaprende.
E isso, ninguém tira dela. Nem de mim.
Mel
O nome dela escorre lento
tipo coisa que não se esquece fácil
gruda na boca, na mente
e pelo visto… até nos teus dedos.
Mel não chega, invade.
Vem com história torta, vida rasgada,
dessas que o mundo tentou quebrar
e ela devolveu com riso meio louco.
Tem gente que passa…
ela fica.
Nem precisa tocar direito
e já bagunça tudo por dentro.
Teu corpo entrega antes da razão,
teu pensamento trai qualquer juízo,
porque tem gente que não é paz…
é vício com nome bonito.
E o pior?
Você sabe.
Sabe do caos, do passado, das grades,
das vezes que a vida mordeu ela sem dó…
e mesmo assim, tá aí,
respirando ela como se fosse ar.
Mel não é leve.
É doce que queima.
É perigo que chama pelo nome
e ainda te faz sorrir enquanto você cai.
E você cai.
Com gosto.
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.
“O corpo escuta as palavras que a alma repete, mesmo quando a boca acredita estar apenas brincando.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A palavra que sai da boca também retorna à alma como ordem, memória ou libertação.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A boca revela, muitas vezes, aquilo que a alma aceitou como destino sem perceber.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A palavra criadora nasce quando boca, imaginação, emoção e fé deixam de se contradizer.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Maria Madalena ensina que há visões que precisam de coragem para não morrerem na boca de quem não as compreendeu.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
