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Poesia Completa das Borboletas

Cerca de 37034 frases e pensamentos: Poesia Completa das Borboletas

E pra minha poesia é o ponto final
É o ponto em que recomeço,
Recanto e despeço da magia que balança o mundo

Bailarina, soldado de chumbo

Neste mundo em que toda a informação,
música, cinema e poesia
dão a volta ao mundo em questão de segundos,
sucessos efêmeros aparecem todos os dias,
e por isto nunca foi tão salutar seguir a caminhar
como os mais velhos e mais sábios:
devagar e sempre.

Emoção e Poesia

Quem quer que seja de algum modo um poeta sabe muito bem quão mais fácil é escrever um bom poema (se os bons poemas se acham ao alcance do homem) a respeito de uma mulher que lhe interessa muito do que a respeito de uma mulher pela qual está profundamente apaixonado. A melhor espécie de poema de amor é, em geral, escrita a respeito de uma mulher abstrata.

Uma grande emoção é por demais egoísta; absorve em si própria todo o sangue do espírito, e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever. Três espécies de emoções produzem grande poesia - emoções fortes e profundas ao serem lembradas muito tempo depois; e emoções falsas, isto é, emoções sentidas no intelecto. Não a insinceridade, mas sim, uma sinceridade traduzida, é a base de toda a arte.

Preciso de você e do seu amor, pra não navegar sem destino, não ser levada de um lado para o outro pelo vento.
Era o que estava acontecendo comigo… até que vc apareceu na minha vida…

Deveríamos ser como borboletas,
e ter a coragem de enfrentar
a metamorfose da vida,
para sermos livres.

Eu acredito nos encontros!
As borboletas sempre voltam...

Eu acredito em conspiração!
Os ventos sempre sopram...

Eu acredito em Deus!
O céu sempre me sorriu...

Eu acredito em meu pai!
A casa sempre tão infantil...

Eu acredito na pureza!
O olhar sempre limpo!

Eu acredito na verdade!
A palavra sempre reta!

Eu acredito na força interior!
A dor é sempre suportada!

Eu acredito em renascimento!
A alma é sempre renovada!

Eu acredito nas pessoas...
O sorriso sempre insistirá!

Eu acredito no amor...
O sublime sempre reinará!


Eu acredito em mim!
Minha luz sempre brilhará!

Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão...
Ver girar essas pequenas almas leves, loucas, graciosas e que se movem é o que, de mim, arrancam lágrimas e canções.
Eu só poderia acreditar em um Deus que soubesse dançar.
E quando vi meu demônio, pareceu-me sério, grave, profundo, solene. Era o espírito da gravidade. Ele é que faz cair todas as coisas.
Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade!
Eu aprendi a andar. Desde então, passei por mim a correr. Eu aprendi a voar. Desde então, não quero que me empurrem para mudar de lugar.
Agora sou leve, agora voo, agora vejo por baixo de mim mesmo, agora um Deus dança em mim!

Friedrich Nietzsche
Assim Falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

Quero alguém que faça as borboletas se revirarem no meu estômago.

Que compartilhemos a noite, sentados na areia da praia, sob a luz da lua, e a brisa do mar, felizes somente por estarmos um ao lado do outro.

Que nos olhemos nos olhos, com a certeza de que a sensação de um único segundo irá durar uma eternidade.

Que as estrelas digam aquilo que não precisamos falar.

Que o sorriso espontâneo seja a sinceridade revelada.

Que as mãos entrelaçadas não sejam motivo de vergonha e sim de confiança.

Que o brilho do teu olhar me permita conhecer a tua alma sem o medo do arrependimento.

Que ao tocar teus lábios nos meus, o mundo pare, minhas mãos fiquem geladas e meu corpo protegido.

Que teu rosto no meu signifique cumplicidade mútua.

Que um único segundo tenha valor durante uma vida inteira.

Borboletas são livres.
Minha alma também.
Anseio liberdade, beleza e amor
De ir, vir e sentir.
Paixão, ar, calor.

Preciso criar...
Voar.
Sentir o vento nos cabelos.
Mas os pés no chão.
Quero abraço.
Mas quero espaço.

Mulher borboleta.
Pequenina e voraz.
Tem um vôo que seduz.
Uma beleza que satisfaz.

Possuidora de uma leveza que conduz.
Sua fragilidade lhe faz, uma mulher que reluz!
Precisa de arte.
Precisa que invada.
Que o coração dispare.
Que a saudade mate.

Não a prenda.
Traga flores para que venha.
Ela não é para qualquer um.
Ela é da natureza.
Ela é dela.

Tranque-a e ela morre.
Sopre-a no vento...
Que ela vai.
Mas espere.
Pois ela volta.

Plateia
Talvez eu nunca entenda o real sentido das borboletas no estômago, da boca seca e joelhos frágeis. Ou talvez nunca seja a palavra mais ridícula do dicionário; e eu sei do poder que as palavras exercem sobre mim.
A verdade é que sempre me esquivei de qualquer pequena possibilidade. Sempre tive medo de gostar e ser deixada. Porque veja bem, de primeiras impressões o mundo está cheio. E logo meu primeiro coraçãozinho na agenda, ficou partido quando menos se esperava. Eu tive todos os motivos pra acreditar num sentimento que logo se foi; e foi sem me levar.
Cansei de ouvir que eu não me deixo levar, que eu não me abro e não dou espaço. Disso eu sei. Eu só queria ter aprendido no colégio como mudar os defeitos que vêm na fabricação. Minha frieza de visão só me faz ver defeitos e faltas. Eu não sinto. Eu não me abalo. Eu sei o que vai acontecer e não me surpreendo. Eu acho graça do esforço e da boa vontade, mas isso é muito triste pra mim. É como se eu me assistisse de fora o tempo todo, tendo consciência de cada passo, cada sorriso, cada palavra. É como se eu fosse plateia da minha própria solidão. Se ao menos eu pudesse ter a certeza de que isso um dia vai mudar...
Sinto falta e medo. Talvez nunca ame, talvez seja nova demais pra dizer isso. Quero o frio na barriga, a emoção de primeiros encontros. Quero escrever mais que palavras de desculpas, textos sobres finais sem final; quero mais que arrumar coragem pra terminar. Quero coragem pra começar.

As mensagens bonitas são como borboletas
que devem seguir por todos os jardins
trazendo novas cores e odores nas sementes
que fazem florescer nos nossos corações.

Fadas...
Borboletas...
Seres do ar...
Transmutação do energético para o material...
A respiração que anima o Ser espiritual, que altera estados fisiológicos, que permite o pensar...
Controle de toda angustia simplesmente no ato de absorver-te ao respirar.

Presente no suspiro de quem ama, ausente na sufocada saudade.

Ah O ar...
Que alimenta o fogo, o qual sem ele finda...
Que pode formar furacões capazes de abrir o mar ao meio para o Povo do bem passar.

Poderosos seres do ar...
Levem para bem longe tudo de ruim e que os bons ventos conduzam o meu voar!

Para mim, o importante em poesia é a qualidade da eternidade que um poema poderá deixar em quem o lê sem a ideia de tempo.

Há no mundo uma conjura geral e permanente contra duas coisas, a poesia e a liberdade; as pessoas de gosto encarregam-se de exterminar uma, tal como os agentes da ordem de perseguir a outra.

Nomear um objecto equivale a suprimir os três quartos de prazer da poesia, que é feito de adivinhar pouco a pouco: sugeri-lo, eis o sonho.

"Amar não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo."

"Amar nada mais é do que despertar aqueles a que amamos para toda a grandeza de que são capazes."

"Uma longa viagem começa com um único passo."

Ah como é ilario
Aquele que ama ficar só
Porém odeia se sentir só
Em completa solidão
Lá está o menino
Com seus sonhos ao chão
Pois de tanto ser pisoteado
Teve seu mundo desmoronado
Mas se passou tanto tempo
Porém cicatrizes se dão ao luxo de doer
Entretanto é melhor sentir dor
Do que não sentir mais nada
Ah como é ilario
A vida de um menino solitário.

E ela me conhece, completa, como um amigo de infância, um amor da adolescência...
É como se soubesse todos os meus medos, segredos e sonhos.
Ela lê minha alma, e eu vejo tanta doçura naquele olhar...
E que a paixão, seja amor.
Que o amor torne-se amizade...
E a vida... e Deus, se for da Sua vontade unir essas almas,
Torne amizade amor.

Eu te reconheceria na mais completa escuridão
Se você fosse mudo e eu surdo
Eu te reconheceria em outras vidas
Em outros tempos,
Em outros corpos
E eu te amaria em cada uma delas
Até que a última estrela queimasse em esquecimento.

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes
Antologia Poética. Rio de Janeiro, 1960