Poesia Carinho Machado de Assis
Fogo em palha remedo a paixão, consumação avassaladora. Diferente é o amor, intenso como o sol em fulgor.
A vida é um baile e cada indivíduo ostenta sua fantasia. Uns com temas alegres, outros com temas sem alegria.
O maior terror da vida é a sua extinção. Quem não teme o terror da morte é porque já está mortificado para este mundo.
Caráter é ter cara, ser autêntico, honesto, honrar sua palavra, poder andar de cabeça erguida em meio a multidão de canalhas.
Quais seres limitados, estamos nós aprisionados, em cadeias carnais aguardando a liberdade quais seres espirituais.
Já não me importo mais como me importei, a vida pede pressa para viver o hoje, porque o amanhã eu não sei.
Amigos, quem tem? Valem mais que ouro, incalculável é o valor, amigos verdadeiros valem o preço do amor.
O amor humano é sagaz, hoje ama, amanhã não mais. Declaração intensa de amor é uma retórica de ocasião, em primeiro momento ama, posteriormente, todo amor se transforma em ódio e ilusão. O verdadeiro amor não deixa espaço para ódio e rancor. Possa ser que venha mágoa, tristeza e desilusão, porém nunca o ódio a ocupar o espaço do amor no humano coração. Se a pessoa disser que já amou e não mais ama, enganado foi pelo sentimento avassalador da paixão, que tanto ilude e engana o coração.
Um sorriso na face é a melhor máscara para ocultar a tristeza da alma. O coração palpitante anseia por solene calma.
A ociosidade de meu ser me leva a escrever, as palavras fluem e a alma frui o pensamento, meu anseio meu alento.
Deveras pois considerar o tempo, preciosidade que não temos condição de mensurar valor, ainda mais quanto aos que pouco vivem.
O que eu fui já não sou mais, o que sou estou deixando de ser, sina da vida que nos leva a envelhecer.
A alma chora, sem saber o porquê, a vida implora o poder viver. Vida que te quer bem, prostrado em seu desdem.
Já farto de dias, plenamente saciado, ciente de que a vaidade do homem é tentar viver o pequeno lapso temporal com toda intensidade, ante uma eternidade existencial.
Em algum momento da eternidade, haveremos de saber, se conseguimos deixar legado por algo que viemos aqui fazer.
É certo que uns nem chegam a viver, outros nascem e nem vivem, e os demais, ainda que vivam, certamente hão de encarar a morte. Tudo se desdobra em diferentes lapsos temporais, uns vivem pouco, outros vivem mais, de certo que insta existir a diferença do logos, tamanha diferença é insignificante perante a eternidade. Viver ou não viver, haverá o tão chegado infinito, além do entendimento humano, surpresas nos esperam.
Um naufrágo sem socorro invocar, assim somos nós sem poder gritar, submergindo em profundas águas desta vida, neste imenso mar.
Para viver bem nesta dimensão, necessário faz se ater a ilusão. A realidade é fatal, morreremos, bem ou mal, para este mundo carnal.
Ao abrir as janelas do meu ser, vejo as obras de um criador, grandes e pequenas produções, majestoso em idealizar as mais perfeitas realizações.
Em cavernas existenciais encontramos os mistérios do imaginário, há um porquê das prisões do ser, da psiquê da alma querendo se encontrar no plano material.
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