Poesia Carinho Machado de Assis
Poesia!
Poesia!
Poesia!
Poesia!
Grite aos quatro cantos...
Quem sabe os ventos levem doçura
A este momento do mundo
A esta humanidade
Desumana!
Não espere poeta
que recebam a tua poesia
em braços acolhedores
a gente deste mundo
feito fosse o teu poema
um bebe recém nascido
e ainda sujo de sangue
chorando e querendo leite e embalo
Não espere que a coloquem
em carinho de respeito,
de quem toca uma alma
e acolhe sinceramente
Não espere poeta
que sejas acolhido
feito um bebe dolorido
de estar nascido neste mundo feio
e ter
perdido
suas asas
no quinto
partido!
Se eu levasse em conta
toda esta poesia
que nasce de mim
eu seria pleno
eu não faria mais nada da vida
eu só cantava!
Mas só de vez 'enquando'
é que eu consigo tocar
este fogo vivo
este vendaval
este manancial
que brota de mim
E nestes dias raros
Eu canto como se a minha vida
nunca tivesse fim
feito a música que Deus fez
brotar de mim...
Minha vida e movida pela insistência de sonhar
Movida por pura poesia, palavras que rimam, poucos amigos...
Poucos amigos; não que eu não queira mais, mas sim pela escassez de verdadeiros amigos.
Minha família, minha vida e por quem insisto em meus sonhos
DEUS meu alicerce que me fortalece a cada DIA!
Meu Deus é também o vosso Pai.
Enfim somos todos irmãos, apesar das diferenças e da vontade de sonhar
Preciso voltar aos meus sonhos rápido, e retomar a construção de uma existência com dignidade...ah como é bom estar entre as nuvens e contemplar a leveza do ar puro e cheio de amor...
Mesmo que meus sonhos não se tornem verdadeiros,
Serei sempre privilegiado por sonhar e ter esperanças de que tudo possa mudar um dia....MUDAR PARA MELHOR, até que estejamos juntos ao Nosso Pai na eternidade, onde os sonhos são pura realidade.
NENE POLICIA
Poesia: O passado influência
Quientos anos atrás
A população negra era mercadoria
Eram vendidos igual bixos
Ou até menos que isso
Hoje em dia
A população negra é maioria
Na cadeia,
No crime,
E na periferia
Isso mostra que o passado influência.
Poesia: 2/12/22
Me arrependo de não ter admirado mais aquele sorriso
Lindo, bonito e espetacular
Perfeição que se fala?
Também tinha aquele olhar que me seduzia e me lembrava o luar
Acho q um foi feito para o outro
Como o Céu e o Mar
Sou a multiplicidade do eu
A incansável busca por mim mesmo
Sou a poesia que nunca acaba
A expressão da alma, que é infinita.
Talvez seja mito. Talvez seja invenção de homens desesperados. Talvez seja só poesia
que resistiu ao tempo. Mesmo se Jesus não for verdade, eu fico com Jesus. Um condenado insistindo no perdão, um rosto que escolheu amar mesmo quando amar era perder. Que abraçava quando todos exigiam pureza, que amava como se o amor fosse mais real que a própria morte. Mesmo que a verdade não tenha rosto, mesmo que o céu seja apenas silêncio, eu caminho ao lado de um homem que falou baixo diante dos gritos do mundo. Disseram-me: Deus observa. Eu olhei para cima, nada. Disseram-me: há um juízo. Eu olhei para dentro, abismo. Eu, que não espero paraísos, espero o instante em que um homem decide não ferir outro. Há dor demais nas paredes, silêncios demais nos hospitais, e covardias demais nos homens para que tudo seja providência. Mas também há gestos que não cabem no acaso. Sou cético demais para chamar de amor o que nasce num universo tão desordenado. E mais cético ainda para olhar o sacrifício silencioso de alguém e acreditar que seja apenas biologia cumprindo seu roteiro cego. Talvez Deus seja um silêncio. Talvez a eternidade seja apenas pó. Mas se houve um que preferiu a cruz a negar o amor, então nele há um caminho que dispensa milagres. Porque às vezes, quando olho nos fundos dos olhos de alguém que amo, parece que eu vejo mais. Há um abismo ali que nenhuma lógica explica, um calor que nenhuma fórmula prevê, um milagre pequeno demais para provar, mas grande demais para negar. Não precisa ser filho do Eterno, se ainda assim foi irmão dos cansados. Se não abriu os mares, abriu as mãos. Se não venceu a morte, venceu o desprezo.
A POESIA QUE ANDA NO AR
Não te quero ver.
Enquanto em ti não houver,
Pombal aberto
De pombas a voar
Nos céus de sal,
Na paz com abraços
Estilhaços
De abraçar
A poesia que anda no ar,
Como estrelas prenhes
De estrelar.
Nos céus do mar
A abarrotar
Por inventar
Nostalgias,
Sem alegrias
De escrever
Para agradar.
É que depois,
Vem a inveja
Negra cereja
E a poesia anda no ar
Aos tombos.
Sem destino,
Porque o poeta é pequenino.
(Carlos De Castro, in Poesia Sem Censura Em Portugal Existe, no Brasil Não, em 03-09-2022)
FRUSTRAÇÃO
Já não sei escrever...
Deixei de saber pensar.
A poesia deixou de me amar
E fugiu de mim sem eu ver
Nem poder mais versos ditar.
Que tábua agora para me agarrar
Nas ondas alterosas deste mar,
Se ela foi para não mais voltar
À inspiração dorida do meu penar?
Poesia vagabunda, iracunda, reles
A minha, que só contemplas aqueles
De sacrossanto nome já firmado
Nos anais dos teus egrégios brasões
E afundas sem mais remissões,
Os que querem só escrever um fado.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 16-01-2023)
POESIA FRIA
Que fria,
A minha poesia…
Até parece que no meu inverno
Interno,
Ela deveria
Hibernar
E ficar
Sempre naquele letargo,
Sem me dar o amargo
De continuar
A enregelar
Corações
Quentes,
Amantes
Diferentes,
De outras poesias
Menos frias
De emoções,
Porque a minha,
Coitadinha,
Tão mesquinha,
Vive só de ilusões.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-02-2023)
Se gosta verdadeiramente de poesia e antes de consumi-la, deve primeiro agitá-la, sentir-lhe o cheiro a pureza natura e só depois tragá-la, bebê-la, em dose própria, de preferência, sem outra adição de fármacos.
Contraindicações: Pode, por vezes, causar mal-estar, náuseas, tonturas, diarreia, a chamada caganeira à moda antiga, vómitos que podem trazer sapos engolidos há muito tempo e, pior ainda: síndromas de inveja mesquinha que pode causar "Onicofagia" é o termo médico e técnico para nomear o hábito de roer as unhas, podendo ser das mãos ou até mesmo dos pés. Às vezes, esse hábito passa a não ser de apenas roer as unhas, mas também roer a ponta dos dedos (e sei lá mais de quê...digo eu!)
Última prescrição: Deve ser só administrada em SOS, quando o paciente está mesmo em ânsias extremas de injeção da dose habitual...
A poesia não sacia a fome de estômago, mas alimenta a alma e o espírito
àqueles que os tiverem ainda.
POESIA PRENHE
Muitos,
Que tudo fazem
E desfazem
Para emprenhar a doce
E tão amarga
Presa ou solta à ilharga
Senhora bela - A poesia.
Sem nome de pai,
De mãe ou de tia,
Pelo menos nada consta
No cartão de cidadania.
Basta-lhe ser poesia
Pura, rebelde e arisca,
Não deixar copular
Macho ou fêmea,
Ou qualquer outro artista
Que só lhe quer levar a palma.
Gosta de preliminares,
De beijos e doces olhares
Sussurros loucos ao ouvido,
E embriaguez na alma.
Adora longos coçares
E muito depois então
É que abre as pernas
Para ejaculares
E te dar um dia
Um filho da poesia.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 08-06-2023)
O HOMEM DO POEMA
Sempre que escrevia, agoirava:
Não vale nada!
Que poesia mais chanfrada!...
Talvez namoro ou derriço,
Ou grito agudo de lamento
Daqueles que a alma vomita
Numa sensata heresia,
Enquanto lhe resta tempo?...
Mas quando o poema nascia
Na transpiração suarenta
Do corte da placenta
Do filho que foi dado à luz,
Entre coxas de sofridão,
Na mais completa escuridão
Onde só se via a cruz,
O homem chorava então,
Já não agoirava e dizia:
Eis a minha poesia
Tão modesta, tão pequena,
Saída da minha pena...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2023)
Se o pensar e a poesia
Fosse carne no churrasco,
Tanta gente engoliria
O pitéu, mesmo com asco.
(Carlos de Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 15-06-2024)
DEFECAÇÕES DE OUTRORA E DE AGORA
Eu era um poeta
Pateta
Sem saber
Como defecar a poesia.
Agora, que julgo saber,
Escrevo sem ser poeta
Só de ver e ler
Como escrevem a poesia,
Defecada,
Com cheiro
Por inteiro,
A nada.
Salvam-se alguns da fornada.
Quase como fúnebre elegia,
A mim, só me apetece dizer:
Ó arte da fantasia
Do pensar e escrever,
Minha irmã poesia,
Diz-me: se és tudo, ou nada!
(Carlos de Castro, in Há um Livro Triste Por Escrever, em 23-09-2024)
Escrita tangível
Naquilo que foi dito um pedaço das minhas memorias foi soprado e virou poesia.
Segurando uma linha e agulha fiz remendos do que já vivi e após dias costurando nasceu uma grande historia real.
Abri espaço para o novo mais ainda não tinha me separado do passado,
cantei as melhores músicas, recebi as lembranças com tamanha responsabilidade, fui hospitaleiro com cada momento.
De tanto lembrar eu reproduzi, me teletransportar foi a opção para um mundo só meu e teu.
Para tudo! Os teus olhos lindos congelaram o tempo e as barreiras naturais do senso comum.
Deixastes teus sorrisos e o teu cheiro numa caixa embrulhada de presente e quando abri foi mágico.
O vento soprou mais uma vez, a lua se escondeu nas nuvens, o que prevaleceu na sanidade foram os sentimentos que vagam como vagalumes na tua direção.
Você é poesia!
O teu cheiro tem poesia, a nossa conexão ganha vida a cada segundo.
No meio de um voo tive a impressão de está entre as cadeias de montanhas do Nepal, as nuvens eram tão altas, quanto brancas; o frio, o silêncio e você se faziam tão presentes.
Da janela vi o nosso mundo passar incrivelmente detalhado, ali vive o nascimento de outra teoria, entendi que a velocidade da luz não tem tanto domínio em relação aos sons, as memorias e a saudade, esse poder pertence a nós quando queremos trava-lo por qualquer motivo sentimental que seja.
Seguindo no voo o vale das nuvens que dei o nome de himalaias ficaram para trás, mas você continua sendo carregada aqui no meu coração controlando o tempo.
Brota!
Uma poesia, uma realidade,
Um mundo aberto, imaginações e diversas interpretações sendo narradas, citadas ou comentadas,
O despertar de uma janela de conhecimentos escondidos, o saber absorvido cuidadosamente de um fato, um ato, uma memoria ou outra situação, por vezes recebidos com emoção pelos leitores,
O peso ou o alívio saindo das costas, o concreto sendo devidamente explicitado e depois a caneta sofrendo com as dores do abandono,
Mais uma poesia nasce berrando ao soprar dos ventos da madrugada.
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