Poesia Carinho Machado de Assis
Corpus Christi de céu
de suspense com garoa
caindo sobre o nosso
Pico do Montanhão,
O meu coração também
cria tapetes por onde
a poesia faz procissão.
As badaladas do sino
da Igreja Matriz São Francisco
nos põem inspiração,
O quê torna tudo mais bonito
mesmo é a dedicação
de quem apesar do tempo
não abandona a devoção.
(Mãos de Rodeio que
agradecem a Eucaristia
mantendo a tradição viva).
Paraná Junino
Sonhei que me colocou
na garupa do seu cavalo,
que você estava
convicto e apaixonado,
e que fomos em busca
do Paraná Junino.
Cruzamos as estradas,
no rádio tocava
Fandango Paranaense,
e fomos os dois
ao encontro da gente.
Quando chegamos
nos disseram que só
faltavam os noivos,
e aos dois pediram
para participar
do casamento na roça
que logo iria começar.
No próximo São João
quem sabe este
sonho irá se realizar,
não somente na festa,
e também no altar.
Balançadas pelo vento
as bandeirinhas
já estão dançando,
vai ter Festa Junina
na Coxilha Rica.
Com Pinhão cozido
ou na chapa,
com Chimarrão na mão
e com o quê é próprio
do Sul se celebra
a tradição por toda
a bela Santa Catarina.
Com tudo o quê
se pede, se pode,
na serra, no mar,
e se faz arraial,
o importante é ter
o seu sorriso sem igual.
O espírito e o coração
do gaúcho leva toda
a Festa de São João
como se fosse o lombo do cavalo.
Vestindo a pilcha
ou o traje de prenda,
o caipira ele relembra
e põe tudo na mesa.
A gaita toca músicas
do Nordeste e do Sul,
e dança o Rio Grande do Sul.
O gaúcho sabe que
é filho da Pátria Brasileira
que nasceu com espírito da fronteira.
O maniqueísmo que
permitem entrar,
sempre será prelúdio,
para o Deus da Guerra
dançar numa terra
para inteira devastar.
Valorizo religiosamente
a menor trégua que seja
sempre que for preciso,
em nome da necessidade
da sagrada hora de parar.
Em mim e na minha
sacratíssima terra
não desejo e não permito
que o Deus da Guerra
chegue, entre e faça lar,
por isso escolho pacificar.
O Deus da Guerra
sozinho não consegue
nunca parar de dançar;
Por estar ciente disso,
cultivo a sagrada hora de parar.
Nunca cultivei nenhum
sentimento de ocasião,
cada sentido meu
nasce do que é genuíno
por obra do meu destino,
e até quando pergunto
por onde anda cada tribo.
Desta terra que o quê
era verde anda
virando fumaça,
naufragar no meio do lixo
é banalizado e onde não
faltava água se converteu
em seca de uma parcela
não espero mais nada.
Além de tudo isso
os dias com céu azul
se tornaram raros,
o canto dos pássaros
angustiados têm
acordam na madrugada
e nos meus lábios
têm se tornado depósito
do pó da minha Pátria.
Do norte do encanto
profundo és o Turpial
que ao peito canta
absoluto o essencial.
Quando não en(canta)
ou até mesmo não voa,
sempre por aqui pousa
porque ama ou ama.
Haverá uma hora que não
encontrará outra saída,
e sem dúvida se renderá.
Não é nem preciso muito
explicar o porquê será assim:
Toda a ave conhece o seu pomar.
Como Verônica
com o Santo Sudário
Apresento o meu
amor de devoção
secreto no meu
peito reconhecendo
que percebo que
em ti moro dentro.
No jardim das delícias
sabemos dos espinhos,
A sua inteligência me distrai
me envolve e põe nas tuas mãos,
Faz a minha curiosidade maior
do que as minhas defesas,
O teu coração por enquanto
só lê os meus poemas.
Inundada de alegria
correu descalça
pelos ladrilhos
em direção a palmeira,
Pegou os copos e garrafa
para brindar a vida
com toda a maior poesia.
Amor de minh'alma
Risonho e sedutor
Reina em mim
Indelével
Este mistério
Silencioso
Generoso
Admirável que constrói um
Reinado em mim.
O Bem-te-vi de outrora
quase não se escuta mais,
na memória o canto
não foi esquecido jamais.
Rotas que não deveriam ser
apagadas devem ser
constatemente resgatadas,
e laços igualmente refeitos.
Em nome daquilo que nunca
deveria ter sido esquecido:
caminhos devem ser restabelecidos.
Lembrar de tudo aquilo que fez
resistir para chegar até aqui é
necessário para continuar a existir.
Fabulosamente eu desejo
Um dia dizer para você que
Te quero do tamanho do Universo,
Um dia isso irá acontecer quando
Reunidos estivermos apaixonados,
Orgulhosos e nos mesmos passos.
Pelas corredeiras do rio
de fogo do seu silêncio,
Ofereço um Aaru
feito pelos cocozus,
E o meu amoroso
bom humor porque se é
para ser os próximos
movimentos serão seus
porque o coração já tens
e todos os poemas meus.
Folhas verdes de Bananeira
para te mimar com um
bem feito e carinhoso Abalá,
E algo que continuo
desejando o tempo todo,
Tudo meu em ti
só tende a aumentar,
Quando estivermos juntos
é o amor que por nós irá falar.
Há muito de mim
dos devotados malês
com os seus abadás
orando Aluma Gariba
em noites de Lua,
Com toda essa poesia
desejando ser só sua.
Seja na Amazônia,
na Caatinga,
no Cerrado,
na Mata Atlântica
ou no Pampa,
Eu me encontro
com a poesia
profunda desta
Pátria Brasileira
que é o meu amor
para a vida inteira.
O Sol sobre nós e o Hoatzin
brinda com luz e suavidade,
A mata canta uma mensagem
e assim celebramos de verdade.
Tudo da vívida e gentil liberdade
sem a gente olhar para trás
e sem se ocupar daquilo que não
faz de nós fortes em amabilidade.
Como filhos do vento orientados
pela bússola do nosso amor
pactuamos ser por onde formos.
De um jeito ou de outro no fundo sabíamos que já estava escrito
este tesouro e obra sutil do destino.
07/10
Perder é um medo que não tenho
Escolhi ter asas e anseio
Rebeldia e brio
Dona do meu nariz
E do meu destino
Rio até mesmo do perigo
07/11
Quando os senhores
do mundo não proporcionam
sossego suficiente,
O melhor que se tem
a fazer é usar a cabeça
em busca da paz simplesmente.
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