Poesia Carinho Machado de Assis
Que seja de pacote
ou feito por você um
bom Biscoito de Polvilho
com mate ou com café,
ou até mesmo com aquilo
tudo o quê você quiser,
Dá até para levar contigo
pelo caminho que escolher
no tempo que você bem entender.
Memória poética
de uma infância
com os dois pés
descalços no barro,
Desejo inocente
por doçura socorrida
por uma Mariola,
Talvez alguém
não tenha provado,
Quem provou
provalmente não
tenha reclamado,
Mariola do passado,
de hoje e de sempre
eu honro o seu legado.
Luar Quarto Crescente
no céu da tarde da cidade,
Entre a gente há liberdade
e um sentimento surgindo,
Ouço a música da passarada
daqui de Rodeio e daqui
a pouco você vem quando
as luzes do Médio Vale do Itajaí
estiverem acendendo.
Pirão não pode
faltar para acompanhar
um bom peixe,
E com umas gotinhas
de pimenta aí apura
ainda mais o paladar,
Pirão feito com o coração
é poesia perfeita prá alegrar.
Cuscuz Nordestino
com ovo estalado
te celebro e não
te troco por pão,
Uma vez que provei
você passou a ser
dono do meu coração.
Mata Atlântica
Adorada Mata Atlântica,
cinturão verde esmeraldino
da minha Pátria Romântica,
Amada Mata Atlântica,
olhar para as copas das árvores
e se derreter de amor
por suas bromélias, orquídeas
e me cobrir com suas poesias
pelo Divino desígnio sempre
esteve escrito no meu destino.
Pantanal 2023
O meu Pantanal arde,
a culpa é da mão humana,
O meu peito queima junto,
a culpa é da indiferença humana,
O muito tarde não é nenhuma novidade e a culpa
é da procrastinação humana,
O Sol não é culpado,
a culpa é da omissão humana,
O meu Pantanal há muito tempo
vem sendo vilipendiado,
Não ficar calado e não ficar
indignado é ajudar a espalhar
fogo e cinzas para todos os lados,
Não consigo disfarçar que não
vejo que as cinzas continuam
continuam em muitas mãos,
Sinto o ar de um futuro pesado
com todas as marcas da destruição.
Não se sabe qual a real
origem da Casquinha de Siri,
Da nossa mesa brasileira
ela faz parte e da mesma
maneira farei com carinho e arte
como se escreve um novo poema.
Um Bobó de camarão
dispensa apresentação
quando você comer o meu
irei fisgar o seu coração,
Você não vai pensar
em outra coisa na vida
a não ser em viver
de amor e paixão.
A Moqueca Baiana leva pimentão, leite de côco e azeite de dendê,
Não existe quem não se apaixone,
vou fazer uma para o seu deleite.
Teus olhos de bicho papão
não me assustam,
Vou fazer um Tutu de Feijão
sob a bênção da Mamãe África
para capturar o teu coração
e fazer você ficar comigo.
Pampa
Foram espalhadas as pétalas
das petúnias vermelhas
pelo brincalhão vento minuano,
O Pampa é a tradução
de toda minh'alma,
E tu és a encarnação
de tudo aquilo que me mantém
viva e sempre há de ser,
Ondeando sobre nós
a Via Láctea vem trazendo
com gala o anoitecer,
Não preciso dizer para ninguém
a dimensão do nosso pertencer,
porque mesmo que tentemos
não há como esconder
porque é mais forte
e tomou controle sobre nós.
Feijão Tropeiro
Os grãos do Feijão Tropeiro
nunca podem ser amassados,
Eles devem ser misturados
com farinha de mandioca,
O dia que você comer
feito por mim não vai
pensar em comer
mais feito por ninguém,
A cozinha tropeira pertence
a mesa brasileira e faz bem.
Véspera de Natal em Rodeio
Aqui na cidade de Rodeio
no Médio Vale do Itajaí,
moro aos pés do Cemitério
que fica nos fundos
da Igreja Matriz São Francisco
e do Noviciado dos Franciscanos
construídos há muitos anos.
Depois de dias de calor
veio a chuva e tivemos
por aqui até dias com Lua,
no silêncio da nossa cidade
um carro com espírito
de Natal rompe o silêncio
com a música do período.
Peço perdão a Deus
que não estou conseguindo
entrar no mesmo espírito,
na terra onde Jesus nasceu
vidas estão por causas
de bombardeios ruindo,
a minha poesia e minha
prece são castiçais modestos
para pedir paz para a Palestina
e ao mundo porque não
podemos aceitar nada
que não esteja a serviço da vida,
nem mesmo a nossa própria fadiga
e o quê pode fazer o quê a gente
perca a afeição e de tudo desista.
Dos frutos da Tamareira
o teu precioso olhar
feito também para saborear
tem algo por coincidência
quando o luar a cumprimenta,
envolve, apaixona, encanta
e convida a dança suprema,
Sempre soube que tudo
começa sempre como um poema.
Verei teu sorriso doce
como caldo de cana,
Os ventos do Oeste
me levarão para este
coração que me ama.
Serei a tua prenda
amada rodopiando
no Passo dos Tropeiros,
Bom Jesus, meu querido,
adoro o teu povo amigo!
Irei em dia de feijoada
encontrar contigo
e com os nossos amigos,
Temos orgulho da História
feita da glória do campo
que ergueu a cidade que amo.
Bom Jesus, minha cidade fiel,
foste rota de muitos fiéis
que rezavam e sonhavam
o melhor para o Brasil,
Hoje continua a luta na vida
e faz festa ao Padroeiro gentil.
Herdeiros do Contestado
não negamos o passado,
Por isso somos unidos
num só coração apaixonado,
E sob a bênção mística
do Monge João Maria.
Bom Jesus da minha alegria,
por você sempre cruzarei
mares, céus e estradas
em busca desta cidade
generosa cheia de energia.
O cretone do destino
foi nos unindo fio a fio
nesta imensidão azul,
Vamos juntos celebrar
num distante paraíso
onde somente dois
cabem num mar imenso
e brilhante tal qual
a água-marinha lapidada
na jóia mais fina .
Vitor Meireles
Vitor Meireles é o teu nome,
mas quem te pintou com
atlânticas cores foi Deus,
Terra da minha gente linda
da Reserva Duque de Caxias,
e da minha gente imigrante
que veio fazer do Brasil
um país ainda mais gigante.
Vitor Meireles, preciosa,
teu nome era Forçação
onde os Rios Faxinal
e Palmitos se encontram
ali nasceu a nossa
História de amor e paixão,
tens em ti a reserva poética
que mais me fascina
as araucárias que sempre
fazem parte da minha vida.
Vitor Meireles é o meu amor,
com tudo o quê abriga
e a força desta gente que ergueu
uma cidade com alma bonita,
a cada verso e o baile
da Mata Atlântica poética
só aumenta a cada dia
a minha fascinação por esta terra.
Bom Jesus do Oeste
Bom Jesus do Oeste,
nasceste Linha Gaúcha
e o teu nome consagra
a quem se deve
toda a mais grata prece.
Bom Jesus do Oeste
tu és filha gentil dos caboclos,
e desta História todos
admiram, a gente reconhece
e virou o destino de povos.
Bom Jesus do Oeste,
tu és reconhecida pelas tuas
matas, cachoeiras e belezas,
e deste caminho de ternuras
o meu coração está entregue.
Bom Jesus do Oeste
amo a tua gente amável,
vou onde o vento do Oeste
a araucária ainda venera,
és fortuna brasileira e poética.
Guabiruba Poética
Eu te amo do pé
até o topo do Mirante,
e no Morro São José
onde o Sol te beija
como um diamante.
Tu és amada por mim
com vasos nas mãos,
com teus sabores postos
na mesa e com teu povo
que é a tua maior riqueza.
Eu te amo com toda
a tua História raiz
e imigrante europeia,
És a Guabiruba poética.
Tu ergueste cidade e memória
com teus bravos filhos
originários, alemães,
italianos, poloneses e austríacos,
e fez-se assim muito brasileira.
Eu te amo com as linhas
da vida entrelaçadas
com a querida Brusque,
por todas as jóias têxteis
que tu na vida fizestes.
És a Guabiruba poética,
e assim te amo por tudo
o quê fostes, és e ainda será,
no meu coração tu és o quê
demais precioso sempre existirá.
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