Poesia Carinho Machado de Assis
Não sucumbi às vagas ferozes que vinham
em cascatas mortais tentando me levar,
não sucumbi a tsunamis, vendavais,
nem às pedras atiradas nas vidraças,
não sucumbirei nem a ataque nuclear,
tenho um bunker que é pura proteção,
aço indevassável, alimento, água e ar,
é a poesia pura, germinando no coração,
dela nunca irão me separar
De onde vens, oh! nuvens da tarde?
que tristeza é essa em seu olhar?
névoa, seiva e ventos,
para aonde vai as tuas certezas?
é pouco teu sorriso,
é forte o teu cheiro,
a cerviz da vida é dura,
mas o que procuras
tão longes assim?
Aguas de repouso?
alegria do sopro
o que significa essa roupa branca
que se desfez com o vento ?
O viajante iluminado, "conversando com as nuvens".
Experiência de peregrino.
.
Eu via uma terra de viajantes, terras distantes.
Alguns jovens sentado à margem, pássaros cantando,
ramos de flores, algumas cores do presente.
-- Vi uma geração, cantando alto aos montes,
vi brilho de criança, com sorriso de paz,
havia mares ao redor da ilha,
o sol era quente; havia nascentes de águas puras
observei e vi vidas, saindo da semente,
músicas clássicas em cantos gregorianos,
os velhos não envelheciam, àespera do final
Havia uma escola de cantos,
fogo sagrado em cada instrumento,
os instrumentos eram homens
que através da história
buscavam fazer uma cidade melhor
Sábios, juntos da palavra,
sábios, perto de Deus
cidade fortificada,
cidade poética
Do telhado,
eu vi o rosto da eternidade
as pombas circulando
em meio ao vento,
o tempo, invisível
fluindo os sentidos,
no ar das inspirações.
o amor, as vezes é verde
semelhante a árvore
nela mora, muitos seres
deveres, históriase estações.
Escrevo-lhe,
sombras, símbolos e insígnia
vem dos olhos
a imagem das flores,
e dos amores, as letras a vida.
§
Em seus olhos
a imagem do céu
sorrindo
transbordando paz
Confiei no tempo
nas palavras houve pausas
formas, reconciliação
Luz interior
em certas manhãs
o silêncio em sombras
nos faz brilhar.
§
"O viajante Iluminado"
...
Peregrino,
Era uma criança,
que levava muito a sério o verbo viajar,
Antes, era nas estradas de chão do nordeste
depois na transição para às letras,
e depois o voo à imaginação.
-
Sempre me vi como peregrino,
tentando descobrir florestas e oceanos
as geografias e as histórias;
que tempo bom!
-
Embora sejam horizontes distantes!
Eram também horizontes mais amplos.
Uma terra de muita poeticidade
In Peregrino
§
Na primavera,
redescobrimos
as folhas
§
O que é puro
é também
passageiro
§
Peregrinos
de dantes
anos
Provérbios - Tomo I
§
A fonte da manhã renova-se.
O vento sopra e as águas fluem.
Há um rio interior.
§
A vida hoje te diz
aquilo que mais precisas ouvir.
Um apelo ao ser
as riquezas ocultas e escondidas
Desperta-te, nessa manhã.
—
Há uma abrangência
de saberes
em cada manhã
um novo nascimento
novos passos
novas cores
& consciência.
Com luz de alma na mão,
um brilho de amanhecer nos olhos
e simplicidade, no andar
Eis aí, um poeta.
"A meio da luz do sol e a terra
há oito minutos de tempo
onde a fala do vento
traz esperança à pele do ar".
Diante de nós,
temos apenas um céu aberto,
essa é nossa nova morada,
bem-vindo: dizia o poeta!
podes entrar...
Mais um dia nasceu!
pensamentos voam pela janela
essa casa me conhece,
a flor da terra é respiração
.
Aqui é longe
mas tal real
toda forma de vida
aqui, são agradecidas
.
Em ritmo ordenado,
o sol faz-nos, um convite:
desperta! desperta!
vamos caminhar...
O Viajante iluminado, in hóspede da casa do lago.
Salmo do Que Sobrou
Pai,
fui abandonado pelos que me chamavam de lar.
Fui traído pelas promessas que fiz a mim mesmo.
Chamei de amor aquilo que me devorava
e ainda assim ofereci o pão.
Me disseram:
homem que chora é fraco.
homem que parte, é culpado.
homem que sente, não serve.
Então calei.
Por anos calei.
Enterrei meu grito sob pneus e porcas,
numa oficina que cheirava mais a passado que a graxa.
Mas nem o barulho das engrenagens
conseguia abafar o ruído do que eu não dizia.
Na bancada, deixei as chaves.
Foi sem querer —
mas nada é por acaso quando o mundo está desabando.
Vi minha amada me olhar como um estranho.
Vi a verdade sobre meu filho me atravessar como espada.
Vi minha família me virar o rosto
como se eu fosse o próprio erro.
E eu?
Eu só queria um pouco de verdade,
um pouco de chão
onde meu coração coubesse.
Gritei para o céu,
mas só ouvi o eco da minha fé ferida.
“Pai… nas tuas mãos entrego o que sobrou de mim.”
Não era mais súplica.
Era rendição.
De mim restou apenas isso:
um suspiro com nome.
Um corpo em estilhaços
que ainda crê no vento.
Explodi por dentro.
Morri sem coroa.
Mas, como o meu Mestre,
fui enterrado na injustiça
e renasci no invisível.
Se até os anjos
merecem morrer,
quem sou eu para não cair?
E no entanto,
olha para mim —
ainda aqui.
Ainda verbo.
Ainda caminho.
Não vim para ser exemplo.
Vim para ser espelho.
Para que os que sofrem
saibam que a dor também
pode ser oração.
Este é o salmo do que sobrou.
Do homem que perdeu tudo,
menos a centelha que o fez de novo.
E se este corpo já não cabe na velha vida,
que seja templo
de uma fé que arde
sem pedir plateia.
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