Poesia Carinho Machado de Assis
... a razão
do viver não se resume
a uma busca desenfreada
por nossa felicidade - contudo,
em perceber-se útil - visto que,
vem desse senso de utilidade
o que nos possibilita
habitualmente
felizes!
Quem dera que me escondesses Numa caixa escura.
Que me fixasses um limite de tempo e te lembrasses de mim! Que me mantivesses secreta até que o teu desprezo recuasse,
Morrendo o amor, pode ele viver novamente?
Esperarei todos os dias do meu trabalho compulsório,
Até vir a minha substituição.
Tu chamarás e eu mesma te responderei.
Terás saudades do amor que um dia te dei.
O coração se apercebe da amargura da alma,
E nenhum estranho se meterá na sua alegria
Na luz da tua face há vida,
É como a nuvém da chuva primaveril
Mostre-me abençoada a tua fonte de água
E alegra-te com a pessoa da tua mocidade,
Gama amável e encantadora.
Inebriem-te os seus próprios seios todo o tempo
Que te êxtasies constantemente com o seu amor
O conselho no coraçõa duma mulher
É como águas profundas,
Mas a mulher de discernimento
É quem a puxará para fora
De dentro do seu intimo
Como um revestimento de prata
Recobrindo meu coração
São os lábios fervorosos com um coração
Que enlaça.
Assim como o pássaro tem razão para fugir
Assim como a andorinha tem para voar,
Assim Meu coração não ama sem causa real
Golpearam-me, mas não adoeci;
Surraram-me, mas eu não me entreguei;
Quando é que acordarei?
Eu a procurarei ainda mais
Meu coração não tem se ansoberbecido.
Nem ficaram altaneiros os meus olhos;
Tampouco tenho andado em coisas grandes demais
Nem em coisas maravilhosas demais
Decerto tenho acalmado e aquietado a minh'alma
Como uma criança recém-desmamada sobre sua mãe
MInha alma esta sobre mim
Como uma criança recém-desmamada
Esperei por você
Desde agora e por tempo indefinido
Tu és grande e para ser amada muito
E sua beleza é inescrutável
Deleita-te também em mim
E lhe concederei os pedidos
Do teu coração.
Na prática amar dói, é muito complicado se relacionar com pessoas com visões e desejos diferentes dos seus.
No fundo a gente precisa aprender a se amar.
Se outro couber aí sim é se relacionar.
Um livro sendo escrito
LARA está de joelhos no chão, desesperada, implorando por socorro enquanto sua esposa, EMÍLIA, se distancia, recusando-se a ajudar.
LARA: (entre lágrimas) Por favor, Emília, me ajude... Eu não aguento mais...
EMÍLIA: (firme) Lara, eu não posso te ajudar. Você precisa procurar um profissional.
Tudo isso se desenrola na mente de LARA, que está paralisada em sua cadeira no escritório de sua empresa. Sua irmã e secretária, ALÍCIA, a chama repetidamente até ela retornar à realidade.
Conexões
"A verdadeira essência da vida reside na capacidade de conectar-se com outras almas, pois é nessa troca de experiências e sentimentos que encontramos significado e pertencimento."
Todos os dias, ao acordar, sou confrontada com uma escolha: desistir ou persistir. Há momentos em que sinto o peso do mundo sobre meus ombros, a tentação de render-me à apatia e ao desânimo é forte. No entanto, há algo dentro de mim que se recusa a ceder, uma chama de determinação que arde mesmo nos dias mais sombrios. Optar por não desistir de mim mesma é uma decisão que tomo diariamente, uma promessa que faço a mim mesma de que vale a pena lutar, de que sou digna de alcançar meus sonhos e aspirações. Cada novo amanhecer é uma oportunidade para renovar essa promessa, para reafirmar minha própria existência e capacidade de moldar meu destino. Portanto, em alguns dias de minha vida, escolho acreditar que sou mais forte do que penso, mais capaz do que imagino, e que, apesar dos obstáculos que possam surgir, nunca devo desistir de mim mesma.
"Livro: Entre a dor e a Esperança"
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares,
Onde anda você?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!
(...) Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
O fim
Indo e vindo, desgastando e abandonando displicentemente mas sem querer abandonar por completo,
coração vadio, carente das sombras, mesmo sem ser notado na rotação certa buscava o consolo insignificante naquele amor vazio,
na história contada do irrelevante, o invisível é a estrela protagonista,
coração doente, soberba em exposição, correria da razão, fuga dos sentimentos,
morre mais um amor inocente.
Crepúsculo
A Lua já esta exausta
As horas correm tudo corre ao seu redor.
Embriagada tudo o que vê parece rodar.
Será loucura? Será pintura? Ou invenção da criança?
Só sei que ela se cansa, mas não se importa em esperar.
Fez-se dona da madrugada
Princesa noturna
Dadiva do dia
E hoje embriagada, chora...
E descem com as lagrimas que escorrem pela sua face
Um leve toque de sua maquiagem,
E aos poucos se revelam suas olheiras
Marcas de um cansaço
Excesso de trabalho, talvez.
Uma bela atriz, que não decora um papel.
E por apenas aparecer na cena
Que de fato vive e não encena. Tudo se completa
Não se precipita, e não perde a hora.
Nada lhe atrapalha, e não me atrevo a dizer que erra.
Mas se sente só, pois seu amante trabalha dou outro lado da Terra.
E agora o que dizer se nada mais me convém?
Diz a mim crepúsculo. Aonde está a jovem aurora que não vem?
Quando manifesta o amor
Pouco sabe manifestar.
Sabe bem dizer em um olhar,
Mas não lhe sabe em palavras falar.
Falando de sentimentos
Não sente as palavras.
Fala palavras ausentes
Ausenta palavras presentes .
Ah, mas se ele soubesse,
Se pudesse tanto assim falar;
Só se o olhar lhe calasse
Poderia assim as palavras falar.
O silêncio diz o necessário
Mas quando muito fala, pouco sente
Fala-se muito um amor estagiário
E os olhos falam no consciente.
Contar-te-ei eternamente as carícias do amor
Contar-te-ei os sonhos de um amor excessivo
Contar-te-ei a sanidade para minha dor
Contar-te eternamente por um olhar cativo
Embarcando em pensamentos incomparáveis;
Não te contarei meus sentimentos,
Pois são inexplicáveis.
Atada em teus olhos a minha desordem.
O meu devido querer.
O silêncio fazendo ordem.
Atada em meus olhos para não te perder
Mas sem te deter, prendo-me em
Ideal ilusão sem nada saber
Arquitetando meus sonhos
Buscando o que ter.
Crescendo um lago
Por gota a gota.
Querendo-te ao meu lado
Nobre garota.
Calado querer
Dor de vaidade
O silêncio me traz
O prazer da verdade
Atado no querer
Da jovem idade
Ideal encanto
Querendo-te tanto
Tê-la em um canto
E provocar minha vontade.
Logo de lágrimas fez-se a alegria.
E do ramalhar veio o silêncio.
Meu mundo todo em um só canto
No canto dos pássaros de meu sertão.
Se asas eu tivesse, junto a eles;
Em todos os cantos eu cantaria.
Em doce encanto eu lhe teria.
Ansiando os desejos de minha paixão.
Eu sou
O nascer do Sol
Enquanto a Terra estertora.
E quando o engenho da vida vai embora
Eu sou o crescer da Lua no intimo de um céu que chora.
Todavia, encontro a arte da vida vagando pelo ar.
Vejo deliberadamente o abstrato a se formar.
Faço-me de Sol e Lua
Enquanto a Terra aflige
Faço-me eclipsar.
Entre todas minhas afeições ocultas do estranho sabor do Amor, diferente de todos os sonhos o mundo gira a cada momento flui, em busca de um pouco de você...
Insisto na doçura de um olhar tímido que me faz acalmar a alma, me vejo entre delírios mágicos das promessas incertas, sinto-me atraída e faço preces mesmo que todas seja em vão, meus instintos traduzem você através de vozes soltas apenas murmuradas... Que possa chegar até você minhas caricias sem que ao menos haja um toque, assim como o primeiro clarão do amanhecer sob o sol que nasce no horizonte quente e prazeroso e que vai até o entardecer... Que minhas caricias possa chegar até você na luz do luar que linda no céu está entre estrelas brilhantes e celestiais... Que possa chegar até você minhas caricias com a brisa e o orvalho dentro do amanhecer com os perfumes das flores e o vento que toca seu rosto... Que possa chegar até você minhas caricias como a força das ondas do mar em sua plena imensidão... Que possa chegar até você minhas caricias feito a poeira do deserto onde esse universo possa existir... nesse horizonte onde posso me encontrar e seguir ir além onde nenhum ser humano ainda ousou...O Amor puro e gritante que está em cada palavra das poesias que faz que eu jamais vá esquece-lo...
O amor não se vai
É momento sem tempo
Ele não se decai
É fogo que se espalha
Quando sopra o vento
É chuva que cai
Em um solo sedento
Água viva
Ar puro
Casto pensamento.
Tu
Se o céu pudesse
Nesta noite escura e triste
Isolar-me uma estrela
Para que tu então viste
Não pediria mais nada
Pois do céu vem meu sossego
E das primaveras mais lindas
Não tive tanto apego
O que quero na madrugada
É sonhar como antes fazia
Quando as estrelas acordavam
E eu com elas dormia
Mas tu acalmas-te logo
E não se apresse por entender
Eu mesma queria encontrar a paz
Em que acostumávamos adormecer.
(28/12/2008)
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