Poesia Borboletas
Então estou aqui me agradecendo, por sempre chorar comigo mesma quando ninguém mais podia me entender.
Eles riem de você porque tentam fazer igual mas não conseguem, então tentam esconder o fracasso julgando você como ridícula (o).
Por mais que ano passado, você tenha escrito tudo quanto queria… esse ano você deve fazer as palavras saírem do papel e as ver se tornando realidade, porque as coisas não acontecem sozinhas.
Nós não nos importamos quando nos olham brincando ou rindo sem parar com cara de quem não está entendo nada. O que acontece entre nós dois, realmente, é fora do comum e só quem sente pode entender.
É assustador e ao mesmo tempo tão bom conseguir o que se quer de uma hora pra outra, porque é quando você realmente tem algo a perder.
Não pense que alguém é fraco demais quando o ver chorando por um simples motivo… você não sabe a quanto tempo ela estava segurando aquelas lágrimas…
O momento em que alguém diz que você não está bom o suficiente para ficar entre eles, é o momento em que você sabe que está sendo melhor do que eles em tais coisas.
Eles sabem que eles têm, mas, quando eles perdem é que eles percebem a maneira que deveriam ter tratado isso.
Você sabe que vai doer… mas de repente, sente uma vontade de cutucar o que passou né? Só pra sentir.
Você não detesta o fato de como as fotos nos fazem lembrar que quando crianças, não precisávamos chorar pelo amor das pessoas? O amor dos nossos pais nos bastava. E isso deve bastar até hoje, não chore pelo resto.
Elas gostam do que é raro, do que não é comum nos dias de hoje. Elas pensam em casamento e preferem namorar em casa. Pensam que a pessoa certa está no mesmo lugar que elas, atrás dos mesmo objetivos
Cortes aqui dentro que as pessoas não conseguem ver, cortes feitos sem se quer pensar, cortes que agora são só cicatrizes… que eu me lembro e sinto pena de mim por ter sido tão boba… mas um orgulho tremendo de mim mesma, por ter aprendido.
Você quer, mas não consegue. O que você ensaiou sumiu e você só consegue olhar de longe e sorrir quando ele sorri, mesmo que não seja pra você.
Eu já não sei quantas vezes eu disse que não voltaria atrás e voltei. Voltei porque não tinha forças, e quando se está fraco demais você precisa parar… foi o que eu fiz, eu precisava parar nos braços de alguém
Não dou mais confiança pra quem me enganou ou me deixou de lado um dia. Se fez isso é porque estava cheio de amigos e eu já não faria falta.
Meus motivos pra sorrir que ninguém precisa saber. Meus motivos pra ficar em casa e não querer ver a cara de ninguém, meus também. Tenho os meus motivos e nenhum deles precisam ser explicados
Um pedido
"Eu a vi e eu disse sim…
Então, eu a beijei e me apaixonei 10 mil vezes mais.
Foi só uma noite
Mas eu senti como se fosse eterno…
Então, eu sorri
Sorri a noite toda.
E seu gosto ainda está em mim
E o seu sorriso nos meus olhos.
Porque eu estou apaixonada
E minhas borboletas dançam feito loucas…"
Sou amante da natureza.
Da pureza de cada borboleta.
Elas são um encanto de beleza
que saem de um casulo
e desabrocham no mundo
para embelezar cada lugar
que ela chega trazendo consigo
a simplicidade de sua perfeição
descrita em cada cor de seu formato
que és formosa e se finda
o seu ciclo de vida.
E volta à natureza em forma de lagarta, formando um ciclo
que se chama metamorfose,
pois volta a sua origem na mais singela pureza da vida em forma de beleza...
E é assim que escrevo a beleza dessa singela borboleta!
Apenas ser feliz
Olhar aprazível
Olhar deslumbrativo
Olhar o mundo
Transformar perspectivas
Voar como borboletas
Arfar no ar
Farfalhar ao vento
Degustar infinito...
Firmamento
Planar no vazio.
Das borboletas
Brincadeira trêmula
Em despovoado pensamento...
Liberdade...
Felicidade...
Amar.
Vontade de viver muito, de viver tudo, de reviver.
Vontade de estar em vários lugares, abraçar o mundo, beber o saquê da fama. Desejo de agarrar alguns momentos e revivê-los inúmeras vezes, ouvir os mesmos sons, as mesmas risadas, as borboletas no estômago.
A ignorância na forma mais positiva que ela pode ter: coisas que gostaríamos de nunca ter conhecido, ingenuidade que na curva do tempo bateu de frente com fatos e nunca mais se curou.
Parar um pouco o relógio, clarear as idéias, comer um caixa de chocolate.
Alterar o calendário pra ver se a vida entra no nosso ritmo e passa esse sentimento eterno de jet lag.
Vontade de esquecer por um momento que não se pode ter tudo na vida e sair pra dançar um tango.
Ignorar aqueles dias em que nos sentimos sentados no carpete gasto de um palco, olhando para o enorme número de cadeiras completamente vazias e a ameaça de que um dia o holofote vai se apagar nos assombra.
Esquecer a quantidade de sonhos que já não brilham mais e que levaram com eles um pedacinho do que fomos. E sem esses pedacinhos quase não nos reconhecemos mais.
Vontade de mudar o cenário e construir um chalé de flores com portas de canela, cortinas de algodão e chamar a alegria pra tomar um chá. Quem sabe ela fica?
