Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Nasci de novo através da poesia.
Num momento em que já não havia saída,
quando a angústia e a escuridão dominavam,
a poesia chegou.

Versos de rancor marcavam cada folha,
com o lápis que parecia mais pincel.
Forte! Cheio de erros ortográficos,
sem acentos,
mas carregado de sentimento.

Entre críticas e superação,
no contraste entre razão e emoção,
encontrei minha paz,
meu alicerce,
meu refúgio da mágoa —
mágoa que me tornou forte, que mais tarde,
transformou-se em um arco-íris repleto de luz.

E mesmo diante da tempestade,
ele permanece lá,
refletindo a beleza do mundo,
a beleza da vida que, no início, é dor.

Pesquiso, busco sinônimos,
generalizo,
mesmo que ainda incerto,
mantenho meus princípios e provérbios:
a vida é feita de escolhas,
e eu escolhi ser honesto.

Busco um sonho que leva pureza a todos que estão ao meu redor;
um sorriso sincero,
poeta de alma livre e correto, que jamais andará sozinho, pois Jesus é o meu guia e minha mente é meu destino.

A vida não é calendário— é caminho.
Encha os dias de poesia,
independente da cor que ela se pinta.
Porque, como diz o poeta,
“viver é um ato de coragem”,
e a vida, no fim,
ainda tem a cor que a gente pinta.

Se o poema te agrada/ele não é mais meu:

é teu.

Pois o verso é a porta de entrada

da poesia que te escolheu.

Não sou quem sonha com um mundo encantado.
Isso é poesia!
Mas gosto de recitar poesia para o mundo se encantar.
Isso é embelezamento de vida!
Encantamento de mundo!
Sonho que me fascina!

Eu não sei escrever direito
Poema nem poesia
Se soubesse, faria pra ela
O melhor poema do dia
Minha mente tem duas metades
Uma delas eu usava
pra viver a vida
a outra pra pensar nela
Não havia neste Mundo
Nenhuma grade que me prendesse
Mas eu estava preso a ela
Por causa desse amor
Nunca fui bom em amor
Poesia e nem palavras
Agora vem aqui,
termina de esburacar meu peito
...escava
Aquele amor não existe mais
Era pouco pra você
Mas era tudo que ainda restava.

Direitos humanos são voz e poesia, não só discurso, mas prática e guia. Sem hipocrisia, justiça se cria, igual para todos, de noite e de dia.

Exopéryando a Poesia!

Até conhecer-te não mais queria esta incumbência,
Por sentimento algum, afeto, querença.
Cativando, deixava a vaguejar, sem pudor,
Sem temor e sem amor.
Inconsequentemente causando dor.
Teu sorriso deu-me o desejo de estar, de cuidar,
Zelar, amar, não por paixão ou obrigação, mas por querer,
Um querer ser, um querer seu, um querer meu
E assim um só querer.

Querer ser responsável por cativar-te!

POESIA DA ESTRUTURA FINA


I


Mandela não libertou um povo
libertou o conceito de grade.
Ensinou que a cela é um estado
de consciência
e que os mesmos pulmões
que respiram ódio
podem assinar tratados
com o ar
se o coração
aceitar ser o prisioneiro
da própria compaixão.


II
Gandhi não teceu algodão
teceu fios de verdade
com a urdidura do sacrifício.
Seu fuso era uma rosa-dos-ventos
apontando para o mesmo norte:
o corpo como bússola moral,
a fome como prece,
o sal como revolução
que cristaliza
no gosto do mar
na língua do império.


III
Wilde não usou espelhos
usou alfinetes de lapela
para pregar etiquetas
nos cadáveres sagrados
da hipocrisia.
Sabia que a beleza
é a última religião
que não pede fé
apenas entrega
à vertigem
de existir
como obra de arte.


IV
E no ponto de costura entre a luz e a matéria
onde o fóton hesita entre ser onda ou partícula
estes três rios
perdão, verdade, beleza
são a mesma água
correndo em direções
aparentemente opostas
num oceano
que sabe
que toda resistência
é uma forma de rendição
ao próprio fluxo.


V
Perguntas qual a sintonia?
É esta:
o universo ajustou
suas constantes
para que um dia
alguma consciência
ousasse dançar
com estes três gigantes
no limiar
entre o infinitamente grande
e o irremediavelmente belo.

O que seria de nós se não fosse a poesia.
Como seria se não houvesse os sentimentos... a tristeza, a melancolia, a dor, a alegria, a euforia...
Na hora da tristeza, muitos se desesperam dependendo do momento e mergulham no sofrimento.
E na hora da alegria... extravasam na euforia. Poucos tem controle, tem calmaria.
O poeta, ahhhhh o poeta... o poeta vê todos eles de forma diferente.
Guarda tudo o que senti.
Rima dor com flor, tristeza com beleza, com leveza, com natureza... Mistura tudo no coração.
Junta tudo com amor, com alegria, que se transformam em belas poesias.

NÃO EXISTE MISTÉRIOS


É simples de entender
De que a poesia é feita
Do toque da inspiração
Às vezes, fica imperfeita
No fim tudo tem concerto
Aos olhos do poeta é perfeita.


Quem se apaixona pela escrita
Escreve com o coração
Trazendo seu sentimento
É como se fosse uma canção
Um desabafo, uma prosa
Um apelo ou uma oração.


O maior mistério é saber
Colocar uma pitada de amor
Trazer a pureza da alma
Pintar a vida com outra cor
Que seja a cor da verdade
Onde importa é o valor.


Não existe mistérios
O amor nos faz escrever
Se embrenhar na natureza
Deixar a inspiração acontecer
O silêncio é a melhor opção
Melhor momento no entardecer.


O pôr do Sol nos incentiva
A momentos de reflexão
O pensamento viaja
Onde se descreve a paixão
Quero que meus poemas
Seja lido com emoção.


Irá Rodrigues.

⁠Conselhos,
de gente idosa.
Experiência.
Poesia.
Eu já errei nisso,
não erre também;
pois se errar,
vai ser ruim.

Silêncio em Versos
Escrevo em poesia o que a voz não alcança,
O que o peito guarda e a fala cansa.
Nesta data que marca o ciclo de quinze anos,
Recordo o peso de antigos desenganos.
Dez foram os anos em quartos trancados,
Em roupas e gestos por outro moldados.
Dizem: “Isso passa!”, mas quem sente, bem sabe,
A dor não se esvai, no tempo não cabe.
Questionam o silêncio, o porquê do adiar,
Sem ver as ameaças e o medo no olhar.
Pela minha família, por segurança e zelo,
Abri mão de mim, vivi sob o pesadelo.
Havia palavras e gestos cordiais,
Mas a ira no brilho de olhos fatais.
Sinais de alerta surgiram tardios,
Quando me vi presa em laços sombrios.
Sem tempo de fuga, sem força ao gritar,
Pensei que o tempo pudesse curar.
Mas a vida chamou, a rotina mudou,
E a coragem de ser, enfim, despertou.
Saí para a rua, venci a agonia,
Pois dentro de mim a vida vencia.
Curei-me sozinha, na fé e oração,
Deus afastou o mal da minha visão.
Juntei meus cacos, as cicatrizes do chão,
Um ano em silêncio e em meditação.
Ouvia julgarem meu jeito ausente,
Mas era minha alma curando-se, urgente.
Não era loucura, não era o fim,
Era a paz que eu buscava dentro de mim.
Ass Roseli Ribeiro

“Não sou da folia, sou da poesia.”
Não sou da folia, mas
gosto do riso solto na esquina,
do confete que dança no vento
e da música que abraça de longe.
Fico na calma do meu canto,
vendo a cidade virar cor.
Não pulo, não bebo, não grito —
mas deixo o coração sambar
bem baixinho por dentro.

Ler poesia pode até ser uma
terapia, mas não substitui uma
boa consulta psicológica pra
quem não tá de bem com a vida.

O vento,
Brisa leve.
Na calmaria,
Faço poesia:
Atento
E breve,
para que não se espalhe.
Observo cada detalhe
E vejo amor.

Eu te amo, desde o primeiro olhar, não se trata apenas de poesia, é real.
Quando fui te conhecendo, a leitura que eu havia feito, só se confirmou.
Razão você tem, contudo, você viveu e sentiu os meus sentimentos, a intensidade que sempre tivemos. E também por isso, deveria avaliar o todo, e não agir com indiferença.
Eu jamais seria, e serei indiferente a você.
Sim, as provações só nos destroem quando permitimos.
Sempre compartilhei a minha vida contigo, e do quanto me revi, e me revejo, em situações difíceis.
E te digo na certeza, se a situação fosse contrária, e se tivesse se dado tal qual a minha, eu certamente não nos daria um tempo, eu não deixaria o meu amor ao vento.
Quando eu disse, não me perca Tatiane, e enfatizo agora, não teve um outro cunho, a não ser o de te dizer o quanto eu estaria, e estou, disposto a te amar, daí, caminhar ao teu lado.
Agnaldo Souza

Se algum dia eu sonhar com algo que não for poesia....
Se algum dia os desencantos não me encantarem...

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.⁠

De que serve a minha poesia
se a sua boca não me dá
o destino , atravessia,
o destino de eu estar


guardo versos na lapela
metáforas ao relento
mais a rima mais singela
morre aondabor do vento


pois , se o lábio não confirma
o que a alma já escreveu
toda estrofes se desmancha
entre o seu mundo e o meu .

Forma de sentir


Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.


É expressão em estado bruto.


Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.


Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.


Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.


Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.


Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.


As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.


Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.


As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.


Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.


E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…


mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.


Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.


Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙