Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Cerca de 522624 frases e pensamentos: Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

“Um país que publica as obras completas de Antonio Gramsci, Carl Gustav Jung ou Simone de Beauvoir antes de possuir sequer uma tradução integral de Platão e Aristóteles, é que aposta muito mais na superfície do dia do que nas correntes profundas da História”.

'Liberdade de expressão' é entre iguais. O que um adulto diz para uma criança TEM de ser limitado, e mais ainda se a criança, na condição de estudante, é obrigada por lei a ouvi-lo. O oposto é o absurdo dos absurdos: o Estado força a criança a ouvir um adulto dizer o que bem deseje. Isso sim é OPRESSÃO, PREPOTÊNCIA, TIRANIA, ESCRAVIDÃO.

[...] O gramscismo é a vigarice organizada, a engenharia do fingimento e da mentira. Todo poder conquistado por esses meios é corrupto e corruptor por natureza.

No Brasil, vencer um debate por saber mais é desonestidade. Honesta, mesmo, só a democratização da ignorância.

Perguntaram-me uma vez, num debate, como definia a honestidade intelectual. Sem pestanejar, respondi: é você não fingir que sabe aquilo que não sabe, nem que não sabe aquilo que sabe perfeitamente bem. Se sei, sei que sei. Se não sei, sei que não sei. Isto é tudo. Saber que sabe é saber; saber que não sabe é também saber. A inteligência não é, no fundo, senão o comprometimento da pessoa inteira no exercício do conhecer, mediante uma livre decisão da responsabilidade moral.

Só um rematado imbecil pode enxergar um movimento político-ideológico tão-somente pela lindeza dos seus ideais autoproclamados, sem articulá-los com os atos e feitos históricos reais que dão expressão visível à sua verdadeira natureza.

A democratização da cultura é sempre uma política autocastradora. Num primeiro momento ela consiste em distribuir entre as massas os bens culturais mais altos antes desfrutados só por uma elite, mas logo em seguida as massas não aceitam mais os bens culturais escolhidos pela elite e passam elas próprias a escolher os bens que desejam. O resultado é que voltam a consumir os mesmos bens inferiores que recebiam antes da democratização, ou outros ainda piores. Os bens mais altos voltam a ser privilégio de uma elite, não porque sejam sonegados às massas, mas porque as massas não os desejam. Isso é universal e inevitável.

Basta meditar um minuto na sentença de Jesus, 'EU sou a Verdade', para entender que a Verdade é uma Pessoa, uma Presença, não uma proposição ou seqüência de proposições. Mas, para esse minuto chegar, às vezes é preciso esperar uma vida inteira.

Se queremos preservar e desenvolver a inteligência do nosso povo, em vez de a esfarelar em tagarelice estéril, o que temos de importar não é a novidade: é toda a História, é todo o passado humano. Temos de espalhar pelas ruas, pelos cartazes, pelos monumentos, pelas livrarias e pelas escolas as lições de Lao-Tsé e Pitágoras, Vitrúvio e Pacioli, Aristóteles e Platão, Homero e Dante, Virgílio e Shânkara, Rûmi e Ibn ‘Arabi, Tomás e Boaventura.

Quem domina a mídia domina a classe política de hoje, quem domina as universidades domina a classe política do futuro. Quem não enxerga isso é um imbecil incurável que não merece atenção.

O objetivo da minha vida é provar que, se até um cretino como eu pode descobrir e compreender a verdade, todo mundo pode.

O branco cristão, europeu ou americano, foi o último povo a entrar no comércio de escravos, o primeiro a sair dele e o ÚNICO que lutou para extingui-lo. Em comparação com asiáticos, africanos e árabes, foi o menos escravagista dos povos e o único decididamente anti-escravagista. Lançar sobre ele, justamente sobre ele, as culpas da escravidão universal, dando a seus concorrentes mais vorazes e cruéis a aparência de escravos e de vítimas, é uma falsificação tão monstruosa e uma injustiça tão imensurável, que nenhum pretexto racional pode justificá-la: ela nasce do mais puro e ostensivo ódio racial, que hoje faz do seu alvo o único povo, ao longo da toda a história humana, cuja extinção pode ser pregada abertamente nas cátedras e nos púlpitos sem desdouro para o pregador, nem muito menos risco de punição judicial.

Durante mais de uma década só tive, na intelectualidade, amigos entre quinze e trinta anos mais velhos, como o Paulo Mercadante, o Meira Penna, o Roberto Campos, o Romano Galeffi, o Vamireh Chacon, o Antonio Olinto, o Miguel Reale, o Paulo Francis e outros sobreviventes da época áurea da cultura brasileira. Da minha geração, só tive o Bruno Tolentino (quando voltou da Inglaterra), o José Mário Pereira, o Ângelo Monteiro e, quando mudei para o Paraná, o José Monir Nasser.

Dentre centenas de autores marxistas que andei lendo ao longo da vida, Georg Lukacs e Antonio Negri são os dois únicos pelos quais tenho ainda alguma admiração, embora não de ordem moral.

A impotência gera o sonho de onipotência. Todo idealismo subjetivo — sobretudo os disfarçados, tão comuns na modernidade — reflete um desejo de fugir para um mundinho da nossa própria invenção. Não me curei disso estudando, mas ficando perdido no mato por quatro dias. NADA ali era o que eu pensava.

Muitos filmes eu vejo só para tentar entender que merda esse pessoal de Hollywood tem na cabeça. É um enigma fascinante.

Gosto que compreendam as minhas palavras, e faço o possível para torná-las claras e exatas. Mas que compreendam a minha pessoa — alma e personalidade –, é coisa que não espero nem necessito. Vivi tantas vidas numa só, que quem quer que se meta a me decifrar sem equivalente experiência ao menos imaginária (adquirida pela leitura de muitos romances e biografias) vai dar sempre com os burros n’água e fazer papel de trouxa.

A incapacidade de compreender a linguagem flexível da conversação informal, do jornalismo e da literatura é o que define o analfabeto funcional. Ele pode entender a linguagem dos conceitos científicos formais que aprendeu na escola precisamente porque é fixa e desprovida de ambigüidades, e então ele se baseia nela para 'contestar' figuras de linguagem. É assim que uma aparência de conhecimento científico mascara a simples incapacidade de compreender um texto.

Até agora ninguém na "direita" parece ter compreendido que a única maneira de vencer o esquerdismo é rejeitá-lo EM BLOCO, SEM NENHUMA CONCESSÃO PARCIAL.

A coisa mais inteligente, no Brasil, seria transformar o "jeitinho" numa estratégia positiva, em vez de usá-lo somente para fins egoístas.