Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
"Todo brasileiro que faça alguma coisa pelo seu país deve estar preparado para ver as sementes que lançou no solo pátrio germinarem antes no Exterior do que aqui."
"Acreditar no mito certo é mais importante do que acreditar na teoria científica certa: a teoria científica não é senão uma versão reduzida, remota e muito indireta da verdade que já está dada no mito -- este, sem conotação de coisa inventada ou artificiosa."
"Quando os apologistas da civilização africana enaltecem os grandes reinos negros de outrora, geralmente se omitem de mencionar que esses Estados (especialmente Benin, Dahomey, Ashanti e Oyo) deveram sua prosperidade ao tráfico de escravos, do qual sua economia dependia por completo. Especialmente o reino de Oyo."
A imaginação tem que ser treinada para ela se tornar um instrumento de compreensão da Realidade e não uma atividade ociosa que vai fazer você ficar especulando sobre coisas que não vão acontecer jamais, que não têm a menor possibilidade e que são somente um jogo.
A Grande Literatura do mundo contém um material que, para o estudante de Filosofia, é absolutamente precioso. A Literatura é uma maneira de você amadurecer na sua visão da Realidade. Claro que, pelos processos atuais de ensino da Literatura nas universidades, a experiência imaginativa pode se tornar totalmente impossível.
Se você está tão interessado em superar fulano ou beltrano, tudo o que você faz é em função dele e não de algum objetivo próprio e distinto. Você não terá portanto nenhuma existência própria e nunca passará de uma sombra, apêndice ou até caricatura daquele a quem deseja superar.
Quando você junta pessoas inteligentes que têm ideias diferentes, o nível de inteligência do conjunto fica superior ao de cada um em particular. Quando você junta pessoas que têm as mesmas ideias, o QI do conjunto é o do membro mais burrinho. 'Consenso científico' é uma desgraça.
A covardia, a estupidez e a sem-vergonhice da elite brasileira dão uma imagem aproximada do infinito matemático.
Semana de Arte Moderna de 1922: Mário de Andrade era um idiota presunçoso, Oswald um picareta esperto. Do movimento, só sobrou quem não estava lá: Manuel Bandeira, Drummond, Jorge de Lima.
Um experimento tem de provar ou negar primeiro um fato, para DEPOIS alegá-lo a favor ou contra uma teoria.
A associação da cor negra com o mal, o perigo, a dor, a privação, a opressão, o luto ou o sacrifício não tem a mínima referência pejorativa à raça africana, aliás de pele marrom e não preta. É apenas a expressão verbal direta e exata de uma experiência primordial e universal: a da diferença entre a luz e as trevas, o claro e o escuro, experiência que há milênios se repete identicamente em todos os bebês de todas as raças, cores, formatos, classes e nacionalidades.
Nenhuma agência governamental -- nenhuma, absolutamente nenhuma -- pode colocar a busca da verdade acima das condições sociais, políticas e financeiras que tornam possível o seu próprio trabalho.
Um homem sem alta cultura espiritual munido de um diploma de ciências é um inimigo de espécie humana.
Para refutar os resultados de uma experiência, é preciso partir DAS MESMAS premissas que a formularam. Não da sua negação. Quem não sabe isso e se diz cientista é um CHARLATÃO, e mais charlatão ainda se carregado de diplomas.
Os idiotas vivem me acusando de pretender ter razão em tudo quanto argumento. E eles, por acaso, argumentam em favor do que não acreditam?
Um homem lusófono seriamente culto domina a sua língua cada vez melhor quanto mais leia livros em línguas estrangeiras.
O talento mais notável da mídia nacional ou internacional é a sua destreza em fazer-se passar, ante as massas, como um arremedo persuasivo da autoridade intelectual e até científica.
A coisa MAIS DECISIVA para o futuro da democracia em qualquer lugar do mundo é que o povo -- a totalidade dos consumidores, eleitores e pagadores de impostos -- tenha voz ativa na distribuição das verbas de pesquisa científica, hoje monopólio de um reduzido círculo de políticos, burocratas e bilionários. Sem isso, a democracia nunca passará de uma camada de verniz populista adornando um sistema tirânico e prepotente de dominação hierárquica. Quem seleciona o que se pode perguntar e o que se deve calar determina a forma visível do mundo e tem assim o domínio completo da conduta coletiva. O poder intelectual é impessoal e de longo prazo, mas, no cômputo final, é sempre o mais decisivo. Os cientistas devem ser forçados a investigar O QUE O POVO QUER SABER, e não só o que interessa à elite que os comanda.
No cristianismo e no judaísmo a apologética, com sua componente polêmica essencial, é uma das partes mais importantes da formação do sacerdote, e no Islam (onde não há sacerdócio formal), ela é obrigação estrita de todo crente. A polêmica com os descrentes e com os fiéis de outras religiões constitui – para nos atermos só aos textos clássicos do cristianismo – pelo menos uma quarta parte dos trezentos volumes (de mil páginas cada) da Patrística Latina e dos quatrocentos da Grega. Todas as Sumas católicas nada fazem senão reproduzir polêmicas correntes da época, e todo o imenso desenvolvimento da dialética como arte da discussão, entre Aristóteles e Hegel, foi devido exclusivamente ao clero católico, o que seria realmente um esforço inexplicável se tudo fosse para fugir das polêmicas. Mais modernamente, os jesuítas se tornaram célebres por sua habilidade argumentativa, e não há uma só objeção ao dogma católico que não tenha produzido centenas de livros e folhetos jesuíticos em resposta.
Quem domina as universidades e a mídia domina o país. Pouco importa quem é o governante nominal. E pouco importam as preferências do eleitorado.
