Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Nada melhor do que sabermos que há pessoas que se importam conosco, desejando o nosso bem estar, sem exigir nada em troca. Este é o grande sinal da verdadeira amizade.

A repressão da consciência moral, como demonstrou Igor Caruso, está na base de muitos distúrbios neuróticos. A neurose apóia-se num complexo jogo de racionalizações e compensações que falseia completamente a posição existencial do indivíduo, como uma bússola viciada.

Ninguém perguntou quem prefiro entre as escritoras — mulheres –, mas eu respondo: Santa Catarina de Siena, Sigrid Undset, Selma Lägerloff, Simone Weil, Régine Pernoud e Susanne K. Langer. Não tem pra mais ninguém.

Todo mundo se acha superior àquilo que ultrapassa imensuravelmente o seu campo de percepção. Nenhuma formiguinha jamais soube da existência de tamanduás.

A beleza é alimento da alma. E sobretudo a beleza do que você imagina. Isso é muito mais importante do que a praticidade exterior [...]. Energia vem da motivação. Motivação vem do desejo. E o desejo aparece da imaginação. É a partir do que imagina que você cria os polos de desejo, e daí vai atrás daquilo. Então, trate de imaginar as coisas, imaginá-las bem, com clareza, com nitidez. Isso é muito importante.

Quem vem com aquelas feições de escândalo, gritando 'Onde já se viu, em pleno século 21?' acredita que a ciência só progride, nunca regride. Ou seja, NADA SABE de história das ciências.

Os medíocres medem tudo pela sua própria pequenez. O demônio, para eles, é apenas um doente mental.

Só indivíduos anormalmente simples e sinceros conseguem sentir-se à vontade na condição de pecadores crônicos que contam com a paciência divina para ajudá-los a livrar-se progressivamente do pecado sem grandes dramas ou encenações de arrependimento exagerado. A maioria escolhe entre revestir-se logo de uma carapaça de santidade postiça — compensando o desconforto mediante vituperações histéricas da imoralidade alheia — ou proclamar que o pecado está certo e Deus é que é o errado.

No Brasil raríssimas pessoas têm o senso da justiça e da injustiça, da verdade e falsidade. Os demais substituem-no pelo de amizade e inimizade. Não condenam alguém por ser culpado nem o absolvem por ser inocente; condenam-no por ser inimigo, absolvem-no por ser correligionário. E não apenas fazem isso, mas imaginam que todo mundo age segundo esse critério, faz o mesmo que eles fazem, quer o mesmo que eles querem.

Algum ser humano é capaz de conhecer por inteiro a bondade de Deus? Nunca. Portanto o conhecimento que temos dela não é percepção de um objeto e sim apreensão repetida e cada vez mais intensa de uma QUALIDADE infinita, como numa assíntota, a curva que vai se aproximando de uma reta sem jamais chegar a tocá-la. Não apreendemos jamais o Bem absoluto, só o Bem MAIOR. Maior e maior. O Mário Ferreira deu a essa capacidade de apreensão progressiva o nome de "tímese parabólica". É o único meio pelo qual conhecemos a bondade divina. O amor a Deus, portanto, é escalar e progressivo, a revelação crescente e infindável de um Bem infinito, "superior a todo entendimento". Ora, se o amor a Deus, sendo a raiz de todas as virtudes e de todo conhecimento, é de tipo escalar, toda e qualquer compreensão que possamos ter do bem e do mal, das virtudes e dos vícios, dos pecados e castigos é também necessariamente escalar.

Ao longo da História e em todos os quadrantes da Terra, tantas são as sociedades onde se nota o predomínio do macho, que, se fôssemos acreditar na teoria feminista de que esse predomínio se assenta no 'mito machista' da inferioridade das mulheres, teríamos forçosamente de concluir que esse mito não é um mito de maneira alguma, e sim, entre as crenças humanas, uma das mais bem provadas pela experiência histórica universal. É por isso que digo que não sou machista o bastante para ser feminista. Tanto entre os seres humanos quanto na maior parte das espécies animais, o predomínio do macho é um dado da natureza e não prova a superioridade ou inferioridade de ninguém, assim como o fato de os leões comerem pessoas em vez de ser comidos por elas não prova que sejam superiores a elas na escala evolutiva. A única inferioridade que observo em algumas mulheres é a sua adesão entusiástica a uma teoria que, a pretexto de 'empoderá-las', acaba por afirmar implicitamente -- mas não menos forçosamente -- que são de fato inferiores.

Muitos símbolos e mitos pagãos reaparecem nos episódios da Vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e nas doutrinas da Igreja. Daí alguns concluem que o cristianismo não é senão um prolongamento da sabedoria pagã. Outros querem que esses símbolos (como o dia do Natal) sejam banidos para 'purificar' a fé cristã. Os primeiros não entendem a diferença entre um mito meramente contado e um fato de dimensões míticas REALMENTE ACONTECIDO. Os segundos não entendem que a religião verdadeira e definitiva tem o direito e o poder de assimilar e cristianizar o que ela bem deseje.

Medito constantemente a minha experiência pessoal, separando nela o que é essencial, necessário e universalmente humano daquilo que é acidental e periférico.

Acreditar em certos fatos porque a fonte é confiável é “religião”? Quem fez mais coisas extraordinárias pelo bem da espécie humana do que Nosso Senhor Jesus Cristo? Você conhece alguém mais confiável? Se Ele diz que é o Filho de Deus, quem sou eu para duvidar? Se Ele manda fazer tais ou quais coisas, não devo pelo menos tentar fazê-las, na medida das minhas forças modestíssimas, na esperança de um dia conhecê-Lo e estar com Ele na eternidade, conforme Ele prometeu? Isso é “religião”? Para mim é simples bom senso.

Vale a pena empregar cinco ou dez anos da sua vida lendo as Obras Completas de Aristóteles? Vale, mas com uma condição: que você não faça isso para conhecer "a filosofia de Aristóteles", mas para entender algo dos objetos, temas e problemas dos quais ela trata -- a estrutura da realidade, o funcionamento da cognição humana, o sistema das ciências, a linguagem e o pensamento, a ordem do Estado e da sociedade, a vida dos animais etc, etc. Em suma: leia tendo sempre em vista o conselho de Eric Voegelin: "Não estude filosofia. Estude a realidade." Se você entra no empreendimento com esse estado de espírito, não encontrará jamais um mestre melhor que Aristóteles. O homem é sempre de uma objetividade direta, intransigente e totalmente desprovida do elemento "frescura".

A ignorância, o esquecimento, o entorpecimento, o emburrecimento, nos persegue o tempo todo. A hora que você entende que você é assim, você entende que a humanidade também é, e que esse é um dos mecanismos fundamentais da história humana.

Aquele que espera entender algo da realidade analisando as palavras da Bíblia, em vez de primeiro sondar a sua própria experiência interior para então poder saber do que a Bíblia está falando, esse atua na pura esfera do automatismo verbal desprovido de profundidade e densidade. Isso não é ler a Bíblia: é estragá-la.

Os mortos, coitadinhos, só pedem que ouçamos suas vozes extintas e tentemos compreendê-los com realismo e compaixão.

O sujeito que nunca tenha lido um livro até o fim, mas que de tanto vasculhar índices e arquivos tenha adquirido uma visão sistêmica do que deve ler nos anos seguintes, já é um homem mais culto do que aquele que, de cara, tenha mergulhado na 'Divina comédia' ou na 'Crítica da razão pura' sem saber de onde saíram nem por que as está lendo.

Já expliquei mil vezes que a ciência política começou quando Platão e Aristóteles criaram a distinção entre o discurso do agente político e o do observador científico. A objetividade das opiniões do cientista político não vem de nenhum isentismo, mas do simples fato de ele JAMAIS se rebaixar à função de porta-voz de um grupo político. É a minha total independência de quaisquer grupos que me torna incompreensível e escandaloso para muita gente num pais em que praticamente TODO pensamento é grupal.