Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
PARALELO TRÊS
Percebo agora que tudo acabou minha vida resumiu-se a nada
Os sonhos que já não chamo meus, a vida que já não pertenço.
As linhas de um ser contente Isso se foi, ou já deixou de existir.
Resta-me agora a fadiga, o cansaço e as tristezas do caminho.
O caminho que cabia a nós dois dele nada restou nada sobrou
Apenas as desilusões de duas vidas que jamais se encontraram
Compreendo agora que sou mais um na multidão dos aflitos
Meu caminho cheio de despedidas, partidas mal resolvidas.
Amores e seus dessabores nesse decorrer de cada partida
Ilusões e decepções ao meu encontro em cada ermo lugar
A canção da despedida é a alegria de quem parte para volta
Morreu o eu que existia e deu-se lugar a alguém que nada sabia
Deixo os textos que escrevi e a vida e os seus desencontros
Lugar muito propenso a nunca mais voltar, lugar de dores.
Caminho e mil amores que no texto caminham lado a lado
Apenas o pretexto de quem um dia resistiu, e agora sumiu.
Nos textos que não cabe mais digitar, minha canção sem luar.
Sumo como some a brisa sem despedidas somente partida
Num instante fico ofegante, pois sei que escrevo para desabafar.
Coisas da vida, nossas partidas e dores que vem pra continuar.
E em muitas palavras fica o desencanto de quem deixou de amar
Coisa sofrida, coisa da vida de que almeja nunca para de cantar.
Mas é a nossa vida, a vida de quem almeja a princesa alcançar.
Mesmo em lugares amplamente vastos que não me cabe cansar
Pôs a vida é bela para quem nunca deixou de amar.
"Como chamas que parecem nunca se apagar,
Como a longa chuva que parece não parar,
E o profundo e absoluto sentimento, Ao amanhecer repleto e completo,
Que me faz pensar em você e como meu amor por você não tem fim, apenas começo"
Não sou sua, nem és meu
Insurgimos um no outro
Sem posse impura
Pelo puro desejo
Que movem nossas almas
E...
Cada Momento Nosso é Um Brinde ao Universo do AMOR.
Não sei te esquecer
Eu não sei o que houve comigo;
Não consigo de jeito algum lhe esquecer,
Parece mais é com um castigo,
Eu durmo e acordo pensando em você!
Eu não sei o que houve comigo;
Mas eu sei que preciso lhe dizer,
Este amor parece bandido,
E quem roubou a minha paz foi você!
Eu não sei o que houve comigo;
O que é quê com o meu coração você foi fazer,
Tô ciente que fez um feitiço,
Para que nunca eu deixe de amar você...
Eu não sei o que houve comigo;
Porque eu não fui lhe escutar,
Eu deveria ter lhe ouvido,
Quando pedistes para ti eu voltar!
Eu não sei o que houve comigo;
Mais, uma coisa você precisa saber,
Saiba que de ti eu sempre bendigo,
Não por te amar, mas por não conseguir te esquecer...
são 04h, muito frio. há tempos não sabia o que era isso em Ribeirão Preto.
não há gemidos nos apartamentos vizinhos, todos dormem e o silêncio reina. lá fora chuva e um pedido de socorro, rompe com a paz reinante.
uma voz feminina suplica que a deixe; que ela não quer ir, quer ficar ali. em outros momentos, quer ir. mas só! sem a companhia, que nada fala — presumo só acompanhar ao largo, de um lado a outro da calçada.
nenhum carro na rua, nem sons a interromper o capítulo dessa novela. ela chora e ri num desafino descompasso, lembrando talvez mais dos drinks de que a música que a embalou no início da festa, que sabe-se lá como terminou, ou não!
penso em deixar a cama, abrir a Frisa e ir acompanhar o desfecho do romance "frozen in the rain". as cobertas que me acompanham não permitem e me abraçam mais forte de encontro à cama. tento com esse trio aquecer-me para o final da madrugada e colo mais um travesseiro ao ouvido — ajuda também a esquentar —, mas a voz feminina, lá fora teima em reinar. não é um Romeo, Romeo... nem tampouco tomate cru que ela procura na feira — por sinal distante daqui — . e, ela continua a berrar, algumas palavras que se parecem com isto.
milésimos de segundos se passa e seus sapatos começam a dividir com o som da chuva a quebra do silêncio que antes reinava, na pista. uma dança sem música, no asfalto molhado. ele, enfim berra e pede para que ela volte. é então que eu noto a companhia, é um homem.
abri a Frisa, quem sabe para ajudá-la, quem sabe para me devolver o sonho e, aquecer o corpo. vejo que ela não resistiu, preferiu o Romeo. ela aceitou-o e foram em busca dos tomates.
agora sim, o tempo vai esquentar e logo, logo, o sol é quem vem reinar!
seu destino e eu, não estão em desacordo.
sua pele tem o frescor da manhã e seu cheiro a mais pura lavanda. tenho muitas expectativas maiores e, sua companhia harmoniza meu viver.
a noite foi longa, o prazer infindável... agora uma luz delineia suas curvas, ela foge em outra direção e sua sombra fica.
por vezes tenho saudade de quando tinha 16 anos; sonhava por alguém e não questionava nada, bastava atravessar a rua!
Metade de tudo que escrevo sou eu
Pelas palavras que descrevo e convém registrar
Mas não sou o extremo imponente da razão
Pois em tudo que escrevo há um pedaço de mim
Completo sem caber no limite da minha emoção
Sem meias palavras, mas sempre em uma direção
Esse é o tempo, mas não registro lembranças
Apenas a esperança de um dia tudo se acertar
Não tenho medo da vida
Mas respeito cada momento
Com ar de descontentamento
Desisto de sofrer
Ando tão pensativo
Mas tudo deixa de ser
No momento em que penso em vc.
AINDA É TEMPO
(Ellen Ketlen Soares Botelho)
Um dia sentirá que não valeu a pena
Tanta correria para ganhar dinheiro e não usufruir
Vai ver que o tempo passou e o cansaço chegou
Vai estar cheio de amigos, mas na solidão
Vai entrar no quarto para dormir
Sentir vontade de abraçar alguém
Mas a única coisa que restou foi um travesseiro
Você sentiu que não é mais dono do tempo
Passou pela vida sem viver
Passou pelo mundo sem saber porquê
Teve de tudo e não sentiu prazer
Vai ver que é hora de sorrir, de amar, de ter uma família
Andar com as crianças pelo parque, antes que seja tarde demais
Porque você esqueceu o amor, pensou em tudo menos em amar
Ele diz que seu gosto é amargo
Mas não consegue engolir sem mastigar.
E a cada mordida, arrebata o ácido,
O ardor faz seu peito chorar.
Nunca mais cortou cebolas sem provar.
E a mariposa voltou a voar.
Não posso prometer, que te amarei,
até que um dia, a morte nos separe;
Porque, até pra mim mesma, já jurei
que vou te amar além da eternidade!
Babhina
Não sei se você consegue pensar em alguém que não seja "Eu"
Porque eu não consigo pensar em ninguém que não seja "Você"
Babhina
um dia pensei em você,
nessa busca descobri,
que você não era minha amada,
e disse pra mim mesmo,
não mereço seu amor.
Eu ainda a amo. Ainda não a esqueci.
Nos dias de hoje, isso soa como a assinatura de um atestado de fraqueza ou até algum tipo de derrota (como se fosse um jogo qualquer). Mas, por outro lado, eu vejo como a conclusão de uma auto avaliação que envolve nossa história, e não há pecado nisso.
Ela continua a mesma desde que a conheci, ou seja, a mesma pela qual me apaixonei. Me dá a mesma atenção de sempre, o mesmo sorriso (mudando a voz quando é de algo muito engraçado) e rindo das minhas babaquices rotineiras. Ela não é gostosa, a beleza dela é pra quem a conhece... E ninguém o faz melhor que eu.
Eu a machuquei. Eu pisei feio na bola com ela e, quando isso aconteceu, foi aí que ela me afogou em seu amor. Quando não merecia ser ouvido, olhado, perdoado e, muito menos, amado, ela continuou me incluindo em sua história e optou pelo perdão num beijo molhado por lágrimas.
E eu a fiz derramar muitas lágrimas. Muitas de alegria, é verdade, mas não estava fazendo mais que minha obrigação, afinal onde encontraria outra como ela. As de tristeza vi poucas e estas, por mais que não as tenha visto, me marcaram mais porque a marcaram mais e, por causa destas, meu nome está borrado em sua história.
Se for pra morrer só! Que seja! Não vou poluir o sentimento puro que tenho por pessoas que não são capazes de compreender. Sou antiquado, sou retrógrado, sou inconformado, mas a certeza de ser quem sou me mantem vivo. Declaro ao vento o meu sofrimento e fingir com o tempo desaparecer, ao meu entendimento fica o lamento de frustração, sei que ainda existe pessoas de bom coração porém com meus olhas não as enxerguei.
Queria ser diferente, falar de superfícies e ser normal. Queria entender as matérias do colegial, de certo este eu não existiria padronizado numa via artificial.
Talvez querendo não ser manipulado, nem tão pouco iludido nesse sistema falido que todos parecem não ver.
Sem amor a vida é seca, como uma nascente desmatada, sem existência de nada, apenas um punhado de terra improdutiva.
Se a minha alma estiver certa, serei eu mais um solitário que ama não sabendo nem a quem recorrer, pois o amor terá sido assassinado, por uma tendencia imposta a tolos, sem muitas chances de reverter.
Sabe quando fiquei feliz?
No Primeiro dia que te conheci, pois percebi que você não era igual a tudo o que se vê, não era como todas.
Sabe Quando fiquei Triste?
quando percebi que você estava mudando, ficando igual a todas, não como era antes, mas sabe, eu ainda tenho esperança, mesmo que seja uma ponta num Grande Oceano.
Já não te vejo mais...
Meu barco está cada vez mais longe
Tomando direção contraria
O encanto da sereia me atrai, me arrasta
E eu vou vagando no mar sem fim
E você cada vez mais longe de mim...
Enquanto olho pela janela;
O sol que não chega;
Eu canto a capela;
Uma marcha triste;
Marcha de guerra;
Sem vencedor, nem perdedor;
Ah sol, inatingível sol;
Quando me darás seu brilho;
Quando trarás seu calor;
Quando aquecerás minha terra;
E o mais importante, amado sol;
Quando vais olhar-me com, amor
"Não queria ser vilão mas o mundo me ensinou
Não queria que o sentimento que em mim predomina
Fosse o contrário do amor"
Desejo de tudo um pouco! Sensibilidade…
Para não ficar indiferente diante das belezas da vida. Coragem…
Para colocar a timidez de lado e poder realizar o que tem vontade. Solidariedade…
Para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade. Bondade…
Para não desviar os olhos de quem te pede ajuda. Tranquilidade…
Para quando chegar ao fim do dia, poder deitar e dormir o sono dos anjos. Alegria…
Para você distribuí-la, colocando um sorriso no rosto de alguém. Humildade…
Para você reconhecer aquilo que você não é. Sinceridade… Para você ser verdadeiro, gostar de si mesmo, e viver melhor. Felicidade…
Para você descobri-la dentro de você e doá-la a quem precisar. Amizade…
Para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro. Esperança…
Para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança. Sabedoria…
Para entender que só o bem existe, o resto é ilusão. Desejos…
Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito. Sonhos…
Para poder, todos os dias, alimentar sua alma. Amor…
Para você ter alguém para amar e sentir-se amado. Tenha de tudo, um pouco…
E seja feliz! Boa semana para você!
