Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Não é o tempo, é a intensidade.
Mas quando o amor nasce,
pode ter certeza que o tempo
é o que menos importa.
Mas sabendo que é com o tempo
e o jeito que é alimentado
que faz esse amor crescer.
(agosto de 2025)
O mundo esqueceu do amor?
Sim, o mundo pode ter esquecido do amor.
Mas os poetas não.
Eles seguem escrevendo por todos aqueles que ainda sentem — mesmo em silêncio.
Por aqueles que olham e enxergam.
Que tocam e permanecem.
Que amam… mesmo quando o mundo já não acredita mais nisso.
O amor e o ódio não estão em lados opostos, estão na mesma cama. Dormem juntos, acordam juntos, se confundem. Quem ama com intensidade, quando se decepciona, odeia com a mesma fúria. É no excesso que mora o perigo: o mesmo olhar que já foi desejo, vira veneno; o mesmo toque que já foi abrigo, se torna repulsa. Amor e ódio andam de mãos dadas, e quando um cai, arrasta o outro para o abismo.
Gláucia Araújo
Você sabia que eu te amo, né?
Mas não é só amor… é admiração, carinho e gratidão por ter você na minha vida.
Você é minha paz, meu sorriso e meu lugar favorito no mundo.
Meu coração está cheio de paz, amor, alegria, não venha com o seu desânimo estragar o meu ânimo.
E, simbora sabagoool!
Enquanto o amor não chega pra você, estude, trabalhe, centre-se nos seus objetivos.
Quando ele chegar, que seja recíproco. E se não for, você já estará bem ficado na vida. Terá muito mais com o que se preocupar do que ficar se lamentando pelos cantos.
Arquitetura de um Amor que Nunca Existiu
A dor nasce onde o silêncio é mais profundo
não como um grito, mas como um eco que nunca encontra paredes
e se espalha pelo corpo como uma febre que não arde
mas consome
um amor que nunca existiu
e ainda assim
me afoga.
No espaço vazio entre dois olhares que nunca se cruzaram
existe um universo colapsado em si mesmo
um peso invisível que prende os pulmões
e torna cada respiração um ato de resistência
eu bebo a ausência como quem bebe veneno
sabendo que é a única água que resta
e o gosto é de eternidade amarga.
A solidão é um animal faminto que dorme ao meu lado
sonha com pedaços do que sou
e acorda todos os dias para me devorar um pouco mais
há noites em que o teto é um céu sem estrelas
e mesmo assim olho para cima
como se pudesse ver teu rosto nas sombras
como se o impossível fosse apenas uma questão de fé
como se amar fosse um crime que escolhi cometer.
E quando penso que a dor não pode mais crescer
ela encontra um novo nome para si
e o chama de saudade do que nunca foi
saudade que constrói ruínas no meu peito
ruínas que cortam os pés de quem tenta atravessá-las
ruínas que ainda ardem como se o incêndio fosse ontem
e que me obrigam a morar no meio dos escombros.
O tempo passa e não traz alívio
apenas organiza a dor em camadas
cada lembrança inventada repousa sobre outra
como tijolos de uma casa que nunca existiu
e mesmo assim é minha morada
um abrigo de vento e sombra
onde minha pele é mapa
e cada veia um caminho que leva de volta à falta.
Há dias em que não sei se amo a ausência ou o que ela representa
se é você ou a ideia de você que me mantém vivo
porque até o vazio tem forma quando se insiste nele
até o nada pode ser abraçado se a noite for longa o bastante
e na arquitetura desse amor inexistente
sou ao mesmo tempo construtor e ruína
prisioneiro e guardião
morto e sobrevivente.
As divisões não têm poder sobre minha alma,
pois o amor de Deus une os corações.
Não sou de homem algum, sou de Cristo,
e em Sua cruz encontro redenção e paz.
Minha vida é ponte de esperança e luz,
minha boca proclama a glória do Senhor.
Quando é amor de verdade!?
Não precisa mudar de personalidade;
Só de melhorar o comportamento, já é uma demonstração de amor incrível
O amor não é apenas encontro, é também espera. Ele ensina a ter paciência, a respeitar o tempo do outro e a compreender que a intensidade não está na pressa, mas na verdade dos gestos.
O amor não é perfeito, mas é sincero. Ele não elimina as diferenças, mas as transforma em pontes. Não exige que o outro mude, apenas que seja.
O amor não é prisão, é liberdade. Quem ama de verdade não sufoca, mas impulsiona; não retém, mas fortalece; não pesa, mas acrescenta.
O amor é coragem. É arriscar-se a sentir, mesmo sabendo que pode doer. É abrir o coração sem garantias, acreditando que compartilhar vale mais do que se proteger.
E acima de tudo, o amor é presença: está no toque, no olhar, na palavra, mas também no silêncio que acolhe e no espaço que respeita.
K.B
O amor é o mistério que habita o coração humano. Não se prende ao tempo, nem ao espaço, e mesmo invisível, é capaz de mover mundos. Ele nasce no silêncio de um olhar, cresce no gesto simples de cuidado e floresce quando duas almas se reconhecem. O amor é abrigo e tempestade, é calma e vertigem. Não pede explicações, apenas se sente. É a ponte entre o finito e o eterno, aquilo que dá sentido à vida e torna suportável até a dor. O amor é, enfim, o que nos torna humanos.
K.B
Não há no mundo um sentir tão profundo,
Quanto o amor que nos une, em nosso mundo.
Um laço que transcende, o tempo e o lugar,
Apenas o nosso amor, a nos guiar.
Em cada olhar, um universo se revela,
Em cada toque, a alma se desvela.
Não precisamos de mais, nem de algo a provar,
Nosso amor é a verdade, o nosso eterno amar.
É a calma na alma, o riso que ecoa,
A certeza que acalma, a vida que voa.
Um sentimento puro, que em nós se faz lar,
Apenas o nosso amor, para sempre amar.
A saudade aperta, mas o amor vivido nunca morre.
Chorar não é fraqueza; é a alma lembrando que amou de verdade.
O silêncio da perda é pesado, mas cada lembrança é luz no peito.
“Eu não prometo amor, prometo intensidade.
O amor você inventa depois para justificar o
que sente por mim.”
No fim, o amor mente pra não machucar,
o ódio fala a verdade pra ferir,
e a vida…
a vida é só essa rua sem saída
onde cada grão de areia
vira poesia,
cada facada vira verso,
e cada lágrima vira sangue
Eu tenho medo de amar
Eu tenho medo de amar,
Sempre que amo, me dói
Não sei viver um amor leve e feliz
Quando amo, amo intensamente,
Tão intenso que dói
Mas eu gosto
Gosto da sensação de ser pequeno
Pequeno perante o amor que desenvolvi
Amor que sempre corrompe
Me deixa um vazio enorme
Só a quem dediquei o amor preenche esse vazio
O problema de amar intensamente
E se entregar de corpo e alma
É quando não nos corresponde
A única coisa que resta é o vazio e a dor
O vazio que corroe o coração
A dor que dói a alma.
Eu tenho medo de amar
Amar e não ser correspondido
O vazio já se fez presente tantas vezes
Que sinto não ter mais nada para partilhar
A dor já me solou tantas vezes
Que já nem dói tanto
Ainda assim me apavora pensar em amor
Em viver tudo novamente.
Li uma vez que tudo vale a pena
se não vira amor
vira poema
e se nem isso virar
vira silêncio,
saudade e momentos
e também vale
porquê sinto demais
as vezes não cabe em palavras
nem em toque
só transborda e fica
já amei quem nunca soube
já escrevi pra quem nem leu
mas cada ausência que deixou saudade
fiz rima com pedaços meus
amar é cair sem plano,
mas escrever é cair de pé
então tudo bem se doer
tudo bem se não durar
porque no fim
quem sente de verdade
sempre tem o que contar
e mesmo que vá embora
eu fico
inteira, mesmo em pedaços
com cada verso feito cicatriz bonita
porque quem ama assim
mesmo na dor,
se eterniza
e mesmo que ninguém ouça
mesmo que ninguém volte
eu sigo fazendo morada nas estrelinhas
onde tudo que vivi
ainda respira e se recorta
feito cicatriz que vira arte
e eu conto
porque sentir é um jeito bonito de existir
mesmo que não volte
mesmo que não fique
o que é real não parte!
hoje me apaixonei por alguém
que vi uma única vez.
claro, não era amor,
era só aquele desejo sujo
que te acerta no meio do peito
como um tiro que nem sangra.
ela tinha o rosto coberto de tatuagens,
olhos fundos de quem briga com o travesseiro
todas as noites
e sempre perde.
fumava cigarro
como quem queria morrer
Afogada em cada trago.
dava pra ver no rosto:
álcool misturado com
Remédio sem receita,
provavelmente um corpo cansado
de lutar contra a própria cabeça.
mas linda,
meu deus,
como ela era linda.
com aquela beleza profana,
deturpada,
quase um quadro renascentista
pichado no muro de um bairro fodido.
a mente dela—
um campo de guerra.
o corpo—
um templo em ruínas.
e mesmo assim,
me deu um tesão
tão maldito, tão absurdo,
que meu coração quis bater palmas
com as próprias veias.
é disso que eu gosto.
da beleza visceral!
da verdade estampada na cara.
da destruição com batom borrado
e cheiro de cigarro barato.
e ela nem sabe
que virou poema.
Amor
parece uma palavra tão pequena mas com um expressar gigantesco
Amar não é de boca para fora, mas sim o sentimento do coração puro amar sem pensar em quem não é escolher e sim amar como Deus amou o mundo
Hoje em dia ninguém ama o próximo, as pessoas escolhem em quem amar o mundo é uma roda gigante mas uma hora ela volta
Nietzsche não é meu inimigo.
O Amor Fati foi sempre a minha Guia —
fios de Ariadne.
Wagner foi seu labirinto.
E assim, sua morte, absurda,
se encontra com a de Heráclito.
