Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Se a sua oração não muda o seu jeito de tratar quem te serve, você não está falando com Deus, está apenas ensaiando um monólogo.
A religião deveria ser um espelho para corrigir as próprias falhas, não uma lupa para encontrar o pecado alheio.
A fé que só enxerga o erro no rito alheio e ignora o pecado no próprio templo não é espiritualidade, é apenas preconceito com verniz de religião.
O fanatismo cega: faz o fiel odiar o que não conhece na Umbanda e no Catolicismo, enquanto aplaude o erro que já se tornou rotina no seu próprio meio evangélico.
Dizem que não se pode servir a dois senhores, mas muitos altares hoje sustentam colunas que não são as do Evangelho, e o povo finge que não vê a sombra que elas projetam.
O silêncio do fiel diante do pastor maçom não é prudência; é a renúncia da própria voz em troca de uma falsa paz institucional.
Não há nada menos cristão do que usar a Bíblia como um espelho para admirar a própria 'santidade' enquanto se diminui o próximo.
O narcisista evangélico não busca a glória de Deus, mas usa o nome de Deus para validar o seu próprio ego.
A religião, nas mãos de um narcisista, vira uma arma de controle e não uma ferramenta de libertação.
Quem usa a doutrina para se sentir superior aos outros não entendeu a graça; apenas alimentou o próprio ego.
A caridade narcisista não busca ajudar o necessitado, mas sim garantir a foto para mostrar o quão 'abençoado' ele é.
Nada é mais perigoso que o narcisista que se sente ungido: ele não comete erros, apenas 'cumpre propósitos'.
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
Meus olhos famintos não conseguem disfarçar: basta olhar você para eu me perder na vontade de te ter por perto, devorando cada detalhe do seu sorriso.
Dizem que o olhar entrega tudo, e o meu não mente: basta olhar você para sentir essa fome de nós dois que nunca passa.
Dois corações machucados que, de repente, encontraram um motivo para sorrir. O nosso encontro não foi um acaso e nem um simples esbarrão; foi o universo provando que, mesmo com marcas do passado, a gente ainda pode ser o recomeço um do outro.
Dizem que foi carência, mas carência não sintoniza corações por uma rádio. Foi destino. Engraçado é o julgamento de quem não acredita que a vida cruza caminhos, mas acredita em história de cobra falante. Se estamos juntos ou não hoje, o que importa é que o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que só quem sentiu entende.
Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.
Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.
O vinho fica melhor com o tempo, e o cinema clássico também. Não se sinta mal por preferir o original ao remake.
