Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Alonga o teu olhar para ver

A figueira aos pés da duna,

Os frutos tão ricos da alma


De um segredo que é prece,

Eu pude colher os figos

Sob a Lua para fazer um doce,

E também para fazer sentido

- bendigo -

Só para ser exclusivamente tua.



Sempre fugimos do mundo,

Porque nos reconhecemos em tudo.

Sempre fugimos de gente,

Que não ama, não sorri e não protesta.

O amor não surgiu em vão,

Ele nasceu para iluminar a Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Existe uma dolência que nos une,

Nunca chegará a se tornar escuridão,

Resistirá em nós o mesmo Sol,

Que nascerá e que se dobrará;

Persistirá como saliente brasa,

Deslizará como mão que afaga,

Com o doce beijo que não para,

Será muito mais do que chama...,

E queimará muito mais do que fogueira

Em noites de luar, e não tente duvidar!







Amor sempre teremos de sobra!

Tu és como mar que leva o barco,

Assim é a carência que nos dobra;

Afirmativa é a boca sedenta por água,

Nós chamaremos insistentemente - a toda hora,

Seremos uma luz que não se apaga;

Um nó do destino que não desata.







Existe um amor que o mundo enxerga,

Não há ninguém que discorde,

E muito menos nos afronte,

Estamos prontos para a epopeia,

Que há de fazer a história,

De duas almas severas;

Tão doces quanto valentes,

Sementes lançadas ao vento,

Resistindo ao veneno,

Do cotidiano que é quimera.







Amor: aprecie a cantiga do mar!

Observe como gingam as correntes,

Tenho que te confidenciar:

- Eu quero te mimar!

O quê pensam as gentes?

Que somos inconfidentes.

Eu sou a tua rosa solar,

Regada pela água do mar,

Poesia e repente de amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Dissolvida pela encruzilhada

Causada por uma decisão,

Esquecida pelo afastamento

Da tua presença fui lançada,

Cantante dos versos deste fado

Em companhia da solidão

Do luso-mineiro largo,

Derrotada pela autoridade

Que só o tempo é capaz de ter:

Eu jamais consigo te esquecer.



Entretida pela chuva e pelo sol,

Acompanhada só pelo vento,

Arrependida por não te ouvir,

Esperando-te a todo momento.



Entristecida pelo abandono

Que eu mesma me impûs,

Não ando enxergando nem a luz.



Sozinha por ter fugido do querer,

Sei que corro o risco de te perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Fantasio na surdina,

Revivo na alvorada,

Comemoro na aurora,

Estive ao teu lado,

Embalada pelo beijo,

[Selo] de outrora,

Universo de poesia,

Outrossim, sinfonia.



Prevejo na calada,

Rememoro a neblina,

Esparramada alfazema,

Sensualidade albatroz,

Provocação extrema,

Janela aberta audaz,

Terra de Geraes provada,

Por ti entreguei-me inteira,

Ainda te pertenço sem dilema.



Vento que assobia,

Que desassossega as folhas,

Vento que brinca,

Que desinibe a flores,

Vento que sacode,

Que do livro vira as páginas,

Vento que transporta,

Que leva o meu perfume,

Que faz com que ele penetre

Nas tuas frestas e bata na tua porta.



Sou o vento que balança

A tua janela, espera!

Quem espera sempre

- alcança -

Nunca se perca de nós;

Entenda a nossa cumplicidade

Que vive de esperança

E de pé na Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tarde ensolarada à beira mar

E ritmada ao modo do vento,

No ir e vir do balanço do mar

Como o teu jeito manso,

A tua voz de suave encanto,

O teu riso aberto, sincero;

Trazendo a tua voz presente

Anunciando contente:

- a nossa reaproximação!



Os pássaros são anjos inteiros

De plumas adornados,

Cantores da anunciação,

Saudando o tempo e a distância;

Pela incapacidade de desfazerem

Uma verdadeira paixão.



Os divinos cantores

De asas abertas,

São ainda mais lindos

Anunciando a liberdade,

Que só o amor pode trazer

A verdadeira salvação.



Os sentimentos não se dissociam,

Amor e paixão tem uma fórmula

- secreta -

A nós foi nos dada à missão:

De sermos boticários da anunciação

De uma mística que Deus secreta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Toco as estrelas com os dedos,

Abre as portas da tua alma!

Traz para mim os teus beijos,

Ventos de um forte presságio!

Nasci para ser amor irreversível,

Tornei-me a primavera dos desejos.



Tateio entre os giros do Universo,

O destino fez do meu coração

- um verso disperso

Escrito para ser inesquecível

De uma doçura de derreter o inverno.



Teço um caminho de fina seda,

A minha loucura por você não é lenda,

Talvez a minha suavidade surpreenda,

Dançarei na Lua para que não se esqueça.



Toma-me pela mão, e escreva!

Virarei poesia, e até mesmo odalisca;

Tenho coragem até de ser ousadia,

Fazendo que por mim você persista.



Te adorarei sempre por inteiro,

De janeiro a janeiro,

Do jeito do poetinha,

Tenho a marca de todas a revoluções,

E o perfume das mil tentações.



Tudo em ti virás em mim,

Sou cantiga que te nina,

Sonata que lhe rouba o chão,

Sou a magia do amor que invadiu

A tua alma, a tua mente e o teu coração.



Toco as orquídeas do nosso jardim,

Respiro nelas os teus aromas

Doces da tua flutuação,

- Estás em todo o lugar! -

Tranquilidade um dia a gente terá,

Um dia a gente irá se reencontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Da minha janela eu fiquei

Em busca daquelas histórias

Que só eu sei contar,

Fui em busca do luar...

Eu fiquei assim a te esperar,

De olho na janela para te ver,

Do jeitinho que irás pousar;

No soneto madrigal irei festejar

De bruços irei escrever:

Para o poeta se deleitar.



No céu flutuando eu subi

Em busca da luz da lua

Que provoca o delirar,

Fui em busca de você,

Eu estou a premeditar,

De olho na tua despreocupação,

Do teu trigueiro versejar,

No meu abraço a te abraçar,

De boa e sensual coreografia

Estou aqui para te provocar...



Do céu avistado o luar

Em busca do teu beijo,

Que chegou para excitar,

Fui em busca do segredo,

Do teu lindo versejar

Que bem parece (rede)

De pescador lançada no mar;

Aqui estou subindo pelas paredes,

Pronta para a gente namorar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Pude observar a [dança]

- do sol e do luar -

No oceano de amar,

Para seguir a luz

De quem me ama...,

E de mim nunca se cansa.



Destarte, posso tanto,

- em segredo -

Sagrado com afeto,

Espalhar este canto.



Pude passar a tarde

- de sol e luar -

A observar o mar,

Imaginando você em cena,

Ditando poesia suave,

E um sussurrar com [arte].



Evidente, nesta poesia

- intimista -

A deslizar nas areias

Palmilhando as conchas,

Para tomares conta,

E para quando abraçares:

- Roubares o meu beijo

Deslizando no canteiro

Escrevendo poesias boêmias

Com as pétalas das gardênias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O vento fazendo música

com as águas do mar,

O vento trazendo o desejo

com a vontade de beijar,

O vento carregando a onda

sobeja retocando na areia,

A carícia em rebento

percorrendo a alisar,

A música que eu compûs,

e você ainda não ouviu;

A poesia misteriosa nasceu

de uma conversa que surgiu.



Sim, deste contentamento

da onda do mar beijando

as areias e tocando a canção

do vento - divino carrilhão;

São letras de chamamento

convite para tocar as estrelas

Nas noites de plena excitação.



Sim, do apelo poético ondino

da rosa a desabrochar no verão,

Provoquei-te a curiosidade menina

a olhar este rimário de dama despida,

Como se olha através da fechadura

A cada verso de paixão uma loucura:

- Escrevo para você cair em tentação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Por eu te querer querendo,

No rimar, vou te desejando,

Aos poucos te dando pistas,

És a maior das [conquistas...,

Por eu te querer (amando),

No olhar, vou me despindo,

Aos poucos te revelando,

És o meu coração [batendo...,

Por ser grande e (tremendo).



Porque tu'alma é um [roseiral,

E tens a cadência dos (cometas).



Porque te fiz este [verso lirial,

E das cores de (mil estrelas).



Porque teu jeito é [genial,

E tens as asas das (borboletas).



Por eu te amar amando,

No remar, eu vou 'chegando',

Aos poucos sigo acariciando,

És a poesia verdadeira, e não lenda,

Assim, seduzes-me tu pelas fendas;

Em riste e com todas as pompas:

Tu vais se rendendo - aconchegando!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Desejo o teu humano apego

- em segredo -

Dar-te-ei o meu aconchego.



Domino a tua sacrossanta

- chama -

Canção que me acalanta.



Danço no orvalho da manhã,

- em secreto -

Tomo o beijo sabor de maçã.



Determino a carícia sublime

- saboreio -

Do teu corpo não faço regime.



Direciono com altivez tremenda

- enleio -

Nas tuas partes a luxúria intensa.



Devoto à você sem reserva,

- em discreto -

Versejar como semente na terra.



Ditoso pensador tremendo,

- em sonho -

Faço-te o meu território ocupado

Porque a tua fragância veio no ar,

Ela me fez voltar a sonhar...,

Porque sempre apreciei tudo

E muito mais do que o olhar

É capaz de alcançar e aspirar...,

Eu hei de te escrever aos poucos

No formato de meus versos loucos,

Tudo, tudo, tudo, o quê aprecio,

Perfumando o ar de romantismo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A mulher deve ser o exemplo

do mais puro recato,

Intimamente, ela deve ser o seu

mais refinado desacato.



É um crime imperdoável

obrigar a mulher ficar

preocupada em ser bonita.


A mulher não deve 'abandonar',

e tampouco esquecer:

a obrigação de toda a mulher

é ser leal aos seus princípios;

isto é, leal ao seu amor...


A mulher doce e indelével

sabe como ninguém

que foi desenhada divina.


Para ser escrita na história

e ser digna do seu louvor;

Vista tanto como poesia

e um santuário de oração.



A mulher merecedora de ti

deve ser um balneário de luz

para trazer-te tranquilidade.



A obrigação da mulher em si

não é ser bonita...,

Mas ser eterna o suficiente

para ganhar o seu coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Existem primaveras inexplicáveis,

Algumas surgem [lentamente...,

Outras florescem surpreendentes,

Primaveras inevitáveis como a nossa

Jamais passarão [ignoradas...,

Perfeitamente reunidas hão de escrever

Muitas histórias inevitáveis,

Feitas de coragens e de [futuro];

Nós dois queremos um amor seguro.



Sentinelas do mesmo caminho,

Cantando a mesma canção,

Composição de amor infinito,

Celebrando a festa da paixão.



Poemas do mesmo continente,

Declamados no mesmo lugar,

Juras além da terra e do mar.



Delícias de uma paixão caliente,

Surgidas de um cupido levado,

Que nos flechou encantadoramente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Da minha curvatura

No teu hemisfério,

De toda a loucura

No teu mistério,

És meu império...



Do meu ministério

No teu paraíso,

Do avanço firme

No teu saltério,

És meu desidério!



De todo o beatério:

Na verdade prefiro

De vagar em vagar,

No teu corpo chegar

És nascido para amar...



Do meu alucinante olhar

No teu brilho a desnudar,

Do teu invadir discreto

No meu corpo a revelar,

És meu caminho sem reverso.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Com a agudez de um punhal

Rasgando o quê há de ser...

Ela, [a voz do meu peito grita

Por um grande ideal:

De fazer valer a voz [individual].



Não há nada mais letal

Para a democracia,

Que sob a sua guarda

Feita de hipocrisia:

Muda, surda e cega

Feita de alienação de metal.



Com a mudez dos meus lábios,

Recorrendo aos alfarrábios,

Eles, [os meus olhos buscam

No auge da queda das estrelas

Dos hinos que se desencontram

Nos silêncios dos [profetas].



Dizendo olhos nos olhos:

- Eu estou em busca da revolução

Eu li o poeta da [rebelião;

Nem mil homens de chumbo

A minha voz jamais [calarão].



Com a altivez revolucionária,

Optei comer o pão da poesia.

Para a minha voz não se perder

No meio do barulho do oceano;

Acredite o meu coração nasceu

Tremendamente [republicano].

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escorreu de mim como

Um manancial cósmico,

Encobriu de um jeito

Tão misterioso...,

Abraço de um anjo

De espiritual encanto;

Invadiu com real virtude

De verdade balnear...,

Escreveu nas ondas do mar

Um poemário de intensidade,

Deu um beijo com vontade

Cá estou de joelhos, pronta,

Para ele me invadir, dominar.



Revelei para ele sem vergonha:

- Sou bandeira de dar em doido

Tipo pipa solta voando no ar.

Perfumei com as cores da lagoa,

Findei com todo o castigo,

Corri para versejar...,

E reunir as pontas do laço de fita

Para ninguém mais separar.



Publiquei com fina poesia:

- Eu sei ser mansa brisa -

Pomba obediente na tua mão,

Pronta para o quê der e vier.

Para fazer uma grande história

De amor e de fascinação;

Carregarei com honra a nossa paixão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A Natureza nos reúne

Com a divindade

- dos amantes -

Na tranquilidade

- do encanto -

E com a liberdade

- e toda arte

Do amor imune

Ao mundo sem amor;

À ti devoto mil poemas,

E mansos versos de louvor.



A destreza do tempo

Com a sapiência

- das raposas -

Na rapidez do vento

- do absoluto -

E tranquilo Balneário

- cumprimento

Com sorriso lépido,

O teu fatal intento

De saber de onde sou,

Sou a letra do gole de vinho,

- a mão que te faz carinho

A poesia da tua alma,

O verso que te (acalentou)...



A beleza natural que verseja

Com a liberdade

- de quem no amor crê

Seguirá intrépida

- mesmo cambaleante -

Seguirá persistente,

E sem temer aos temporais,

- seguirá incrivelmente -

Em busca de você...,

E dos teus amorosos ais

Que há de ser meus motivos:

- Para não desistir!

E te querer a cada dia mais!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

O teu sorriso aceso tem a luz

Das estrelas acesas do céu,

O meu destino escreveu

Nos canteiros mais coloridos,

O meu coração nunca esqueceu

Das luzes da ribalta avistadas da barca;

Ah, essa primavera que não passa!



O teu nome é sinal de pura censura

No mundo das pessoas perfeitas,

O meu peito arde de tanta loucura

No arder das plenas reminiscências.

O teu perfume ao vento paira

Com a força de um vero jasmineiro,

O verso que arranquei para ti

Foi do mais lírico [canteiro...,

O manancial deste substantivo

Tão abstrato e dolorido

Que bate no peito como concreto;

E para alguns é como canto secreto.



O teu nome é sinônimo de ausência de luz

No mundo ninguém sabe como surgiu,

O meu caminho para ti me conduz

No passo do tamanho do céu de anil.



Desta culpa sou ré confessa:

- Por ti morro de saudades

Sei que vou acabar enlouquecendo;

Com o peito que vive a bater forte,

Ele está sempre por ti doendo...

Deste Sol que não se apaga:

- Por ti escrevo versos de saudades

Sei que vou acabar sozinha,

Com o peito estrelado em versos,

Que para este mundo está se descrevendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Enxerga-me crua

No teu telescópio,

Fazes-me tua

No teu íntimo,

Embala-me nua,

Àquilo que procura:

Em mim constela.



Excita-me a tocar

Nos astros à bailar,

Fazes-me ao sabor

Nos teus conformes,

Fazes-me o teu amor.



Escreva-me em ti

Nos poemas da alma,

Fazes-me a tua calma

Nas noites escuras,

Derreta-me nas brumas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Conhece a chama ardente

Do meu corpo sob o teu,

Arranco o teu chão e o teu sono;

Com o meu bem servir ao Dono,

O teu caminho também é meu.



Amanhece comigo no [riso,

Entardece comigo no teu colo,

Anoitece com o meu [cio;

Eu te arrepio, sem frio,

Eis o nosso verão: eu anuncio!



Esquece este mundo vazio,

Presenteie-se com o luxo de abandonar

- tudo -

Em nome do melhor do prazer;

Não temos nada a perder!

Vamos nos deliciar,

E celebrar sobejamente:

- Só eu e você! -

Inserida por anna_flavia_schmitt