Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Entenda a minha comunicação não verbal.
Procure prestar atenção naquilo que não falo mas que denuncio com meus gestos corporais.
Meus movimentos subtendidos revelam muita coisa e te pouparia de perder o seu tempo.
Não tento convencer ninguém sobre as coisas que acredito, elas me bastam e por isso as guardo só pra mim.
Não tenho interesse nenhum em trazer ninguém para o meu lado. Assim também desejo que ajam comigo, me deixem em paz, guardem as suas convicções para vocês.
Vivi a maior parte da minha vida no passado revirando coisas velhas. Não vivi o presente e nem vi o futuro chegar.
Um dia você vai se olhar no espelho e perceber que o tempo passou, porém algo não mudou.
Ficou alguma coisa interna que por alguma razão permanece estável.
Exteriormente tudo pode mudar, mas esse algo interno te proporciona a capacidade de se reconhecer em qualquer fase da sua vida.
A tua alma não tem idade.
A tua essência é única.
Quem você é de fato te acompanha por toda a vida.
De todas as possibilidades que existem, seguir em frente é primordial.
O tempo não espera por nossas decisões e nem respeita as nossas desistências, vai ser sempre você por você mesma.
Quantas vezes as crises roubaram a nossa paz.
Pensamos que não ia passar e passou.
Enquanto vivermos passaremos por momentos difíceis e embora não pareça a tempestade sempre passa.
Diz um ditado antigo que " depois da tempestade vem a bonança."
O processo exige paciência.
Tenha calma...vai passar!
E a gente teima né?
Teima em ter fé porque a vida não faz sentido nenhum se a gente não teimar em acreditar. Santa Terezinha dizia que nem sempre era fiel a jesus mas sempre se jogava totalmente aos pés do amor dele. E é por isso que eu teimo, insisto, mesmo nos momentos da mais profunda tibieza, quando penso que é o fim me sinto renovada a servir. E citando mais uma vez a santinha do meu coração: Eu sou aquilo que Deus pensa de mim.
Eu gosto de companhia, mas amo ficar sozinha.
Mas não muito sozinha porque me sinto abandonada.
Mas também não gruda muito que eu me sinto sufocada.
A dor do luto é a dor da ausência de quem se ama. A ausência dolorosa de não ver mais fisicamente quem tanto amamos. Não é uma questão de tristeza, é uma questão de saudade.
Outro dia li uma frase assim:
Você é livre até para ser ingrato, porque a minha bondade não faz reféns …. GRATIDÃO NÃO É PRISÃO.
Isso é muito real.
Você não me deve nada e eu te ajudaria mesmo depois de qualquer ingratidão porque eu respondo pelo que eu sou e não pelo que você é.
Não quero mais caminhar com pessoas que falam mal das outras com quem caminham e se dizem amigas.
Ora, se ela fala de quem ela anda junto porque não vai falar de você?
Siga sozinho mas não queira esse tipo de pessoa no seu ciclo de amizades.
Tenho tentado ser o mais reservada possível, inclusive com aquilo que sinto. As pessoas não me compreendem e não estou me vitimizando, estou dizendo que eu não consigo com que as pessoas dêem crédito ao que falo. Decidi me retrair e tentar lidar sozinha com tudo que sinto.
Meu silêncio é perigoso porque ele é a resposta para quem não presta atenção em mim.
Quando as pessoas se afastam de nós por não aceitar nosso jeito de ser, como reagir?
Bom, depende. Primeiro,
observar porque as pessoas se afastam. Questionar se estamos sendo intransigentes ou se os outros querem que você mude para que eles se sintam confortáveis. Toda história tem dois lados, as vezes é só uma questão de se autoavaliar,l.Será que o que eu sou fazem as pessoas sofrerem? será que sou intolerante? Ou as pessoas querem que eu seja uma marionete? Eu acho que a questão é essa, ter consciência da situação. Nós também erramos assim como os outros erram. Quando dizemos que não vamos mudar o nosso jeito para agradar ninguém, estamos generalizando tudo, as coisas boas e as ruins, e as coisas ruins devem ser modificadas para o nosso bem em primeiro lugar, pois não podemos oferecer nada de bom sendo pessoas cheias de defeitos de carácter. Só então, a partir daí, iremos tomar uma decisão coerente.
Você tem amigos?
Essa pergunta não é fácil de ser respondida, pelo menos não para mim.
Amigos de infância, amigos de longa data, amigos do grupo religioso, amigos da faculdade, amigos do trabalho. Na verdade esses grupos citados são apenas pessoas com quem convivemos. O amigo é alguém íntimo, que conhece suas qualidades e seus defeitos, que guarda seus segredos, se importa de verdade com você, tem prazer da sua companhia, busca tempo para estar com você e é um apoio nos momentos difíceis e se alegra com as suas conquistas. Amizade e distância não combinam, amizade só de redes sociais não existem, para ser amigo é indispensável estar presente, tudo que não é alimentado morre.
E você, tem amigos?
Tem coisas que não tem conserto.
Não adianta quebrar a cabeça,desistir nesse caso é a melhor opção.
Você não estava lá...
Você não estava lá quando eu pensei em desistir;
Você não estava lá, quando por um momento, eu me dei como derrotado;
Você não estava lá quando o medo foi superior a minha bravura;
Você não estava lá quando virei noites perdido nos pensamentos;
Você não estava lá quando chorei encima dos materiais de estudo;
Você não estava lá...
Tratar bem os outros não é tolice: é gentileza. Ser egocêntrico e arrogante, sim!
O que fazemos de bem agora, retorna-nos daqui a pouco; o contrário, também!
Conhecimento é um tesouro valiosíssimo que não deve ser armazenado.
Ao contrário, deve ser compartilhado para enriquecer a outros.
" Aquele que afirma “não vou mudar” não revela firmeza, mas medo; não expressa identidade, mas apego; não manifesta convicção, mas resistência ao próprio crescimento. Psicologicamente, trata-se de um mecanismo defensivo; filosoficamente, de uma negação do devir; espiritualmente, de um atraso voluntário no caminho da evolução.
Mudar não é trair a própria essência, mas permitir que ela se manifeste em níveis mais elevados de consciência. A verdadeira fidelidade a si mesmo não está na rigidez, mas na coragem de transformar-se. Somente aquele que ousa abandonar as antigas máscaras pode, enfim, aproximar-se daquilo que verdadeiramente é. "
O SILÊNCIO DO NOSSO ADEUS
Há despedidas que não se pronunciam. Elas não se fazem em voz alta, nem se escrevem com gestos dramáticos. Instalam-se na alma como um inverno interior, lento e definitivo.
O silêncio do nosso adeus não foi ausência de palavras. Foi excesso de consciência. Quando dois espíritos compreendem que o caminho já não é o mesmo, o ruído torna-se indigno. Falar seria profanar aquilo que já estava consumado no íntimo.
Há algo de antigo e solene em certas separações. Como nos ritos arcaicos em que o fogo se apaga sem espetáculo, apenas com a dignidade de quem cumpriu sua função. O amor, quando verdadeiro, não se degrada em escândalo. Ele recolhe-se.
O mais doloroso não é partir. É permanecer por instantes no limiar, sentindo que o que foi intenso agora se converte em memória. E a memória não abraça. Ela apenas ecoa.
Nosso adeus foi assim. Um entendimento tácito. Um acordo silencioso entre duas consciências que se respeitam. Não houve acusações, nem dramatizações, apenas a gravidade de quem reconhece o fim de um ciclo.
O silêncio, nesses casos, não é fraqueza. É maturidade. É a forma mais elevada de respeito. Porque quando se ama de modo honrado, até a despedida preserva a dignidade do que existiu.
E assim seguimos. Não como estranhos, mas como capítulos encerrados com sobriedade. Pois há histórias que não terminam em ruínas, terminam em silêncio. E esse silêncio, embora doa, é a prova de que um dia houve verdade.
