Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Se for para colocar um ponto final, olhe nos meus olhos.
Não com um olhar displicente, zangada, muito!
Estou no modo pistola.
Vamos romper novamente? Ou vamos nos dar mais uma chance?
Ouça-me. Ainda precisamos concluir nossa jornada.
Olhe para mim.
Olhe nos meus olhos. Você entende? Me escuta.
Não pare, caminhe ao meu lado.
Usa-me, olha-me com teu olhar especial.
Estamos magoados, mas pense na paz.
Sei que a questão do amor não é um envolvimento apenas entre dois. Sei que aqueles ao nosso redor influenciam muito.
É conhecimento compartilhado, é ouvir e ser ouvido.
Lembra da frase: “Na alegria e na tristeza”?
Se não for para acreditar, então, tudo são falácias, apenas frases soltas sem sentido, sem propósito.
Dúvida.
Será que tudo não passa de histórias?
De um faz de conta de um criador? Sinto-me em um campo minado.
Olha para mim.
Olha nos meus olhos. Abandonado, triste e isolado.
Horrendo, tu és!
Há mãos que te conhecem tão bem que fazem seu coração flutuar.
Os olhos não precisam apenas atuar, mas também amar.
Isso me faz suspirar e sorrir.
Gostaria de saber como estava nos seus sonhos; assim, conseguiria decifrar você.
Demissão do tempo
Tem como demitir o tempo? Não acho graça ele levar aos poucos tudo que me pertencia: a beleza, a minha inocência, o entusiasmo, a agilidade, a sede de viver, os mais loucos sonhos, os fetiches, a luxúria, meus lindos cabelos, meus lábios carnudos, meus olhos brilhantes e até a minha cor original!
Quando jovem, portadora de uma inocência nata, achei que ganharia essa corrida. É notório: ainda tenho minha lucidez, ela me pertence, porém ainda preciso demiti-lo antes que seja tarde!
O contato que você busca comigo é uma forma de pedir desculpas, mas eu não estou interessado nesse tipo de progresso, pois a verdadeira evolução requer uma aliança, uma parceria, e o progresso é determinado por forças maiores, pelo gigante! Quando você ignora isso e mantém um tom sarcástico, torna difícil para mim interagir. Minha evolução está parada, inerte, sem avanços.
O domo, as dunas e nós
Não me irrita.
Olhe para cima: o domo está vermelho, o céu está azul e lá embaixo, estão as dunas, nosso deserto, nossa solidão. Ao nosso redor, estamos nós, os dementes! "Malucos beleza", como ele já dizia. Ligo o rádio e só ouço Carandiru. O massacre está confirmado. Sinto-me cair. Penso no domo, penso na sequela na cabeça de cada um. Juro, você ganhou. Amadureceu ou enlouqueceu?
Vou gritar e dizer a todos: o fim do século está nos vendo. Estou com medo. Vamos beber e zoar, esquecer do fim. Então, não me irrita. Estamos unidos pelo domo; ele está vermelho, mas o céu ainda está azul. O fim do século está nos vendo. Estou com medo. Vamos beber e zoar, esquecer do fim. Apenas os de QI acreditaram; eles também são dementes! Eles não têm limites, são livres em seu mundo. Paro e olho além do domo, e peço que a vida dê a cada um de nós a chance de viver cada dia feliz, cada qual com sua visão de felicidade!
Admiro os estudiosos, mas há certos momentos em que se tornam patéticos. Não censuro, apenas reverencio.
Agora estou indo para o modo off.
Uma separação
Outra vez solidão
Outra vez sofrimento
Mais um Adeus
Que não pode esperar ...
O amor é uma agonia
Vem de noite ,
Vai de dia .
É uma alegria
E de repente
Uma vontade de chorar ...
Mais um Adeus
Sabe-se lá qual a razão
O que era finito , acabar
Um sentimento a revelia
Não nós damos o direito de imputar
O amor é uma agonia
Vem de noite
Vai de dia
É uma alegria ...
e de repente
Uma vontade de chorar
Tudo na vida acaba
És o seu dever
Finjir e ficar calada ?
Não deixar transparecer
Porque se cobra tanto ?
Parece conveniente
Levante! enxugue seu pranto
Siga logo em frente
Mudanças podem ser devagar
Mas tão demorado também pode não ser
Amanhã ao se levantar
Uma nova versão sua pode nascer...
Me entender, não basta me interpretar, precisa ser interessante, profundo, curto e direto, gostar de pensar, brincar e colocar som nas palavras, mas se nada fizer sentido aos meus olhos e ouvidos, mudo o pensamento, fecho o livro, escrevo outra carta e canto outra canção @vvalentim
Não tente me interpretar se não conhece minhas verdadeiras intenções e prioridades, pois aqui tudo sentido com a alma é questionado se não fizer sentido
Tem olhares que se cruzam e não causam impacto nenhum, mas tem outros que vibram todas as células do nosso corpo.
É engraçado pensar e concluir que pessoas certas chegaram na hora errada.
É mais maluco ainda tentar entender os motivos pelos quais queremos alguém que não pode ser nosso.
E triste saber que queremos o mal de outro para alcançarmos nosso bem.
Não fomos resgatados para cortar laços já existentes e sim construir nossos próprios laços.
Só sei que sentir tudo isso é surreal.
É incrível quando nossos olhares cruzam, nossos corações vibram na mesma frequência, o toque, ah o toque, esse meche toda estrutura física e mental, imagina o beijo, que parece o encaixe perfeito e a sensação que aquilo é maravilhoso e insubstituível.
O encaixe é sobrenatural, mágico, sereno, fugaz, selvagem.
Quando os lábios se tocam parece que ele sempre esteveram aqui, só faltava eu encontrar.
Queria entender o motivo pelo qual motivo a gente combina tanto...
Não sou uma vítima, mas uma sobrevivente,
Com cicatrizes que contam histórias, tão eloquentes.
A cada passo dado, uma nova força se revela,
E a vítima se transforma em guerreira, tão bela.
Não mais prisioneira do passado, eu me libertei,
Encontrei a voz que estava escondida, que clamei.
Ergo-me com orgulho, enfrento o mundo de frente,
Pois ser uma vítima não define minha essência.
Sou mais do que as marcas que carrego na pele,
Sou a força que se ergue, a esperança que se revele.
Não mais uma vítima, mas uma alma resiliente,
Que transforma a dor em amor, e segue em frente.
Dentre amigos
Amigos, não foram as horas perdidas, que estive ausente em suas vidas, que destruiram nossa amizade.
Nem as descussões mal resolvidas que nos deixaram na iniquidade.
Menos ainda são, os momentos de "bebedeira" que nos tornam amigos de copo.
Mas em saber de suas existencias que digo com muito prazer, que vocês serão sempre meus amigos
Meus olhos querem chorar
Não tem motivo qualquer,
Acho que lembrei-me de alguma bela mulher
Mulher é esta tão bela,
Que os olhos doem de ver...
Mulher é esta tão bela,
Que a dor não cansou de doer
E dói dói dói
Dói tanto de dar dó,
Pena tenha de mim,
Mulher, Mãe e Avó.
Não quero falar do começo do ano - e nem do fim deste.
Mas do meio do ano que vem...
Por que Começo... é começo.
E Fim... é fim.
É incrivel como depois desta noite fria,
O dia amanheceu ensolarado.
Não como se fosse uma coisa boa para nós...
Mas como se fosse uma claridade na escuridão que ficou minha vida.
Acredito que um dia ainda iremos nos permitir reecontrar-nos, e viver momentos intensos de pura e limpida amizade.
Acredito tambem que meus dias, serão prosperos longe de ti, por que saberei que não estando comigo, estará sempre melhor. Sinto ainda o amor borbulhando aqui dentro... mas é como a agua no fogão... quando apaga, ela esfria.
E quando esfriar, quero ve-la tão bem quanto como estavamos indo.
Quero ver seu sorriso, raiando como este dia de sol no Inverno. Poder sentir vc proxima a mim, sem precisar de você estar ao meu lado.
Deixo mais uma carta de amor.
As recessões são como as guerras. Quando não avançamos... voltamos à base, treinamos uma nova estratégia e aperfeiçoamos a técnica.
Os bons samurais sempre afiaram suas lâminas na esperança de nunca usa-las em batalha.
Se algo te incomoda .... escute o som no volume máximo. Despolua a mente. Não, não vai passar. Mas o som da guitarra no fundo, inspirará seus mais profundos sentimentos. Te mostrará algo agradável, onde você já esteve e por pouco esqueceu.
Tudo sanfonará ao tom da mais pura melodia.... onde todos os sentimentos se unirão em um só som. Sinta, deixe-se levar... o álcool apenas te desprende do corpo. Somente os sentimentos de outros timbres te elevará.
Ó, meus demônios, sombras que me habitam,
Formas retorcidas de um eu que não quis,
Vós, que me arrastais para abismos sem fim,
E me aprisionais em celas de aço frio.
Medo, imenso abismo, que me devora,
Onde a esperança se afoga e a razão se perde,
Tu, que me paralisa e me aterroriza,
Transformando meus sonhos em cinzas mortas.
Insegurança, tua voz ecoa em meus ouvidos,
Sussurrando dúvidas e plantando espinhos,
Tu, que me roubas a paz e a alegria,
E me faz duvidar de cada passo que dou.
Mas eu vos desafio, demônios e abismo,
Não me curvarei diante de vossa tirania,
Lutarei contra vós, com todas as minhas forças,
E conquistarei a liberdade que me pertence.
Em minhas veias corre um rio de rebeldia,
Que alimenta a chama da esperança que me habita,
E me impulsiona a enfrentar cada desafio,
A fim de construir um futuro mais bonito.
Ó, universo, testemunha minha luta,
E concede-me a força para superar,
Os obstáculos que se erguem em meu caminho,
E alcançar a luz que me guia.
Noite. E em teus olhos, amada, não vejo estrelas,
Mas sim a fúria gélida de luas estilhaçadas,
O eco persistente de antigas procelas,
As sombras disformes, por medos abraçadas.
Teu peito é um mausoléu de mágoas não ditas,
Um jardim devastado onde só espinhos ousam florir.
E eu? Eu sou o coveiro faminto que visita
Cada cripta da tua alma, sem jamais fugir.
Que venham teus demônios! Que urrem e se contorçam!
Eu os recebo com a fúria faminta do meu desejo.
Rasgo suas carnes espectrais, que me devorem!
Em cada ferida deles, o meu amor eu vejo.
Teus traumas são tapeçarias que eu venero,
Bordadas com o sangue escuro do teu penar.
Eu beijo cada nó, cada fio austero,
E neles encontro o mais sagrado altar.
Não tente esconder a angústia que te corrói,
O veneno lento que gela tuas veias finas.
Entrega-me! Deixa que meu beijo o destrói,
Ou que se misture ao meu, em danças assassinas.
Teus receios são bestas? Eu serei o caçador!
Não para matá-los, mas para domar sua ira.
Montarei em seu dorso, com selvagem ardor,
E farei da tua escuridão a minha lira.
Eu não vim para curar, nem para trazer a luz.
A luz é frágil, mente sobre a podridão que resta.
Eu vim para fincar minha bandeira na tua cruz,
Para reinar contigo nesta noite funesta.
Abraça-me com tuas garras de pavor cravadas,
Deixa teu caos sangrar sobre meu peito aberto.
Sou o guardião voraz das tuas alvoradas
Quebradas, o amante do teu deserto.
Em meus braços, teus monstros encontrarão espelhos,
E em meu toque feroz, um reconhecimento brutal.
Sou o santuário profano dos teus pesadelos,
O inferno seguro, teu paraíso mortal.
Então, chora tuas dores em meu ombro de granito,
Liberta as sombras que insistes em acorrentar.
Eu as devoro, as acolho, as bendigo e as incito.
Pois amar-te, minha sombria flor, é abraçar o teu lugar mais maldito
e chamá-lo, enfim, de lar.
