Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Meu jeito de escrever
Senti vontade de voltar a escrever, acho que na verdade esse é meu jeito de se expressar, esse é meu jeito de ser, o poder de me comunicar, na arte do saber.
Criar poesias me faz bem, acho que na verdade essa é a minha intuição, escrevendo me sinto num harém, no país da emoção.
Descarrego no papel tudo aquilo me traz inspiração, acho que na verdade esse é meu jeito de desabafar, essa é minha paixão, é a arte de me declarar com a caneta na mão.
ASSIM, O CERRADO
O cerrado, quando empoera
Ressequido o vento no ar
Chora seco folhas desespera
No azul do céu a bailar
O horizonte se põe a embaçar
Na miragem da atmosfera
Embaralhando o olhar
Na imensidão em quimera
Ah! Se o frescor assim espera
O tempo de chuva, pra se revelar
Retorcidos galhos esclera
Num cinza a cromatizar
Assim, o cerrado, se gera
Vida diversa, lato lugar
De exótica primavera
Quem te conhece, só amar...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Beijo é bom, tão bom
que engana pensamento.
Fácil é perder-se em meio aos sinais do corpo.
Enganar-se sóbrio, no entanto,
não é veneno enguelado às cegas.
Cegueira é tua, tão tua que outros a veem primeiro.
Não apressa-te ao beijo,
beijo ausente de sentimento
é cegueira desbravada,
uma tolice imatura.
Conhece-te a ti e
aos outros sem medo,
verás então o beijo último
dado como primeiro.
Cadê você?
Aonde você vai?
Onde quer estar?
Está aqui do meu lado
Mas também em algum lugar
Tão perto
Tão distante
Inconstante...
Oque tenho que fazer pra te manter aqui?
Te olho mas não te vejo
Te toco mas não te beijo
Desejo,
O que passa nessa cabeça a mil?
Por onde está andando?
Com quem se vê conversando?
Não sou eu
Não é comigo
Sou só um amigo
Um conhecido...
Que te conhecia...
Mas hoje em dia
não é só a sala
que se sente vazia.
Planeta
Você é um universo de sentimentos
Uma constelação de emoções
Orbitam mistérios e verdades no teu olhar
Colidem planetas ao teu chegar
Teu cheiro, teu ar,
teu mundo, teu lar,
Me deixa entrar
Me deixa navegar na tua galáxia
Encontrar no céu estrelado da tua boca
palavras esquecidas,
não ditas
por medo de sem querer
Acabar explodindo o planeta de alguém
A beleza de Saturno
nem chega aos pés
da imensidão que tu és.
Infinito finito,
Bonito..
Contido..
Cabe tudo aí
nebulosas, cometas,
estrelas, planetas,
mundos
Cabe tudo
Aí dentro
Em você.
Sou...
Sou extrovertido, verdadeiro e chato.
Sou doce, amargo e sincero.
Sou alegria, generosidade e amizade.
Sou amor e justiça quando quero.
Sou coragem, mágoa e perdão.
Inovador, antiquado e careta.
Sou feliz, mistério e gratidão.
Sou fraco, forte, porreta.
Sou música, poesia e versos
Presente, passado e saudade.
Sou poeira cósmica nesse universo.
Sou a dor de quem vive com Intensidade.
Comece o dia, dando bom dia
Para si mesmo
Acalme a alma depois daquele bocejo
Olhe pela janela e veja o sol acordando
Se inspire e saia por aí voando
Voar parece impossível fisicamente
Mas vou contar um segredo: Voe com a mente!
Nosso interior não têm restrição
Olhe aí, aprendeu mais uma lição
Não tenha medo de tentar
Nada na vida nada está certo, então ouse em errar
Vamos aprender do jeito mais difícil
O jeito mais fácil é ficar sem fazer nada
Com medo de não acertar.
Bom dia!
"Colecionava um amontoado de farrapos
Que os anos me trouxeram com desdém.
Tentei me encontrar
Em meio a imundicie que é
A podridão do tempo.
Cheguei a odiar e querer fazer daquilo
O meu lugar preferido
Mas me enganei.
Me sufoquei diante dos trapos
Em cada canto daquele quarto,
Não me via mais em lugar algum
Nem mesmo dentro de mim.
Sorte a minha, pensei em fúria
Tristeza, destreza de ser quem eu era
Apesar de toda aquela mesquinhez
Lembrei que tinha alguém
Em algum lugar
Que se importava com tudo aquilo.
Família é o nome que se dá
Ao que traz paz e aconchego
Que destrói a dor e o desespero
De ser só você por você mesmo.
O amor que damos e recebemos
faz com que o tempo pare de uma só vez,
para que a gente aproveite bem o passeio
E deixe de colecionar pedaços
Que nunca te farão inteiro."
Lágrima...
(Nilo Ribeiro)
Penso em toda dualidade
que pode conter uma lágrima,
ela pode vir de uma felicidade,
ou da tristeza que molha esta página
mas não quero assim abordá-la,
é da sua forma que quero falar
quero por outro prisma poetizá-la
descrever seu jeito de derramar
esta delicada gota,
percorre um caminho pequeno
nasce nos olhos, morre na boca,
admirá-la me deixa sereno
não que eu seja insensato,
ou duro simplesmente,
mas ela é linda de fato,
e vê-la me deixa contente
ela está carregada de mistério,
e também de muita personalidade,
chora-se quando está sério,
chora-se quando tem saudade
as lágrimas podem homenagear,
podem representar a dor,
por tudo, pode-se lacrimejar,
até mesmo pelo amor
existe lágrima na calma,
existe choro na emoção,
ela vem quando machuca a alma,
ou quando aperta o coração
a lágrima não tem disfarce,
é nítida, clara e transparente,
quando ela desliza pela face
reflete o que a alma sente
lágrima para desabafar,
lágrima para aliviar a dor,
lágrima para extravasar,
lágrima para saudar o amor
lágrima, não é só tristeza,
para os olhos, é limpeza,
para a alma, é pureza,
para o amor, a grandeza
quando esta poesia nasceu,
uma lágrima logo apareceu,
e pelo meu rosto escorreu
lágrima, de mim, você faz parte,
na minhapoesia, você é a arte
DESAFIO (soneto)
O meu fadário é devanear solitário
Ter o cerrado a desfolhar no olhar
Sonhar acordado e no mesmo luar
Ficando no tempo, noutro cenário
Onde a solidão nunca sabe esperar
Eu só tenho a saudade num sacrário
Anexo ao coração num pulsar diário
E lágrimas em um soluço sem parar
Oh, uivo árido, trove tal um canário
Os meus versos, e a ela vai revelar
Cada vazio aqui falante e tão vário
Por favor, acaso, pare de me tragar
Faça-me nos beijos dela um erário
E novamente no teu amor eu amar
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano
Enlevo....
Silêncio querido
Deixa-me beber todo esse instante,
de entrega tua à mim ...
Tão raro te ter assim
Cativo, submisso aos desejos meus,
fazendo festa nas curvas do meu corpo...
Ah meu doce, quietinho...
Murmura apenas meu nome
Faz-me saber que sou eu o motivo dos teus enlevos
E eu.
Ah, eu me deleito em ser o teu prazer!
Sen-ti
Tento lembrar tuas formas
Vivas quanto almas
Ambos olhos brilham tanto
Lembram mais belo canto
Busquei outras caras
Pensei achar alguém
Após horas...
Cheguei algum aquém
Nada além deti
Quero para sorrir
Busco formas deter
Sonhos para viver
Minhas lentes sofrem
Brigam entre linhas
Deve faltar alguém
Para ouvir... poesias...
Desisto! Meu amor não cabe em dissílabos.
Se tu voltasses...
Dia bonito
Aragem de frescor
Terna primavera!
... Mas o que tenho eu com ela?
Sou um fruto do seu descaso.
Por onde andas meu amor?
Por favor
Não questionem minha tristura
Aqui dentro, onde tudo existe
crença alguma mais persiste,
e as rosas... Ah, as rosas
tão tenras e prosas,
morreram em botão...
Dói-me tanto o coração...
Mas se tu viesses
Se voltasses, enfim,
borboletas azuis, as mais afáveis
revoariam no meu jardim,
e a vida do meu dia,
seria então
poesia...
... Ah meu bem,
se tu voltasses...
Senti uma parte sendo arrancada de mim
Um pedaço da minha alma que se vai
Mas já dizia o poeta
A dor, simboliza o recomeço.
" Vá minha luz
rume para o alto
mesmo que eu possa apenas te olhar
brilhe
nasceste estrela
tudo que quero é te ver brilhar...
...leve como o respirar,
este sentimento se instala,
cria forma, me abala
e continua sólido,
como as rochas mais antigas...
Que seja eterno este sentimento
aberto, inteiro, verdadeiro e único.
Que sejamos, tu e eu, felizes
na cumplicidade de um amor sem limites...
Que o teu sono seja bem sereno,
enquanto a lua viaja na amplidão,
que um anjo te proteja bem de perto,
dando imensa paz ao teu coração
Ponte dos desejos
(Victor Bhering Drummond)
Seu rio caudaloso escorre sobre o meu
E juntos formam uma cascata de vida
Instrumentos de uma orquestra afinam-se
Para um grande recital.
É Terra, É Órion;
somos garoa de constelações.
Seu sol lapida minhas pedras
E meu céu devora as cores
De seu arco-íris
É fim de tarde
As cores invadem meu olhar
De um sentimento bom
É por-de-sol lá fora
E chuva de amores e desejos
Aqui dentro e nessa ponte
Onde deixei gravadas
As poesias desse entardecer
Amanhecendo dentro de mim.
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O que é verdade
Hoje fui perguntado se eu a conhecia
Falei que tinha uma
A verdade é assim
Cada um tem a sua
Para uns, a verdade é suprema
É voraz
É letal
Algo que faz mal
Usadas para bater e agredir alguém
Tratando-o como mero animal
Outros a reserva para si
A distribui em doses homeopáticas
A conta-gotas
De forma simpática
Pois ela não é
Nada mais, nada menos como acreditamos
Conhecida, amada e quiçá odiada
Da forma que a interpretamos
A melhor forma de amá-la
É ser o que é
Guardando-a dentro do coração
E mostrá-la para quem nos respeita
Sem mentirmos, mas nos protegendo
Sem ferir ou enganar,
Ninguém que venha nos amar
Amo com minha verdade pura
Um amor que não permite machucar
Por isso, minha verdade dou
Meu coração quero dar
Sem malícias, mas minha verdade
Só com você vai ficar
