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Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Cerca de 523825 frases e pensamentos: Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Está chovendo aqui
Bem aqui
Aonde só eu posso sentir
A chuva cair
Bem aqui
No fundo do peito

Inserida por Pccmagdalena

Am(a)or

Se digo é porque amo
Se amo é porque penso
Empatia é a boa menina
Com seus cabelos ao vento

Amo meu proximo
Assim como me amo
Amor é o ouro
E amar é seu uso sabio

Ah! Doce é aquele que ama!
Que encontrou o amor
Seja ele vivo ou simbólico

Apenas quero que cada um
Pelo menos por um dia
Faça do amor um sentiimento histórico

Inserida por alezinhaaa

estou dobrando as roupas enquanto você dorme tão bonito
estou contando todos os espaços entre as tuas pintas
todo o vazio que sobra
as cores que te caem bem
os tons amadeirados
macios
colibris aqui não me beijam
há uma festa no horizonte

Inserida por pensador

Terra prometida

Quando
você
encosta
a ponta do seu nariz frio e molhado
feito o focinho de um cão
na ponta
do meu
nariz frio e molhado
feito o focinho de um cão

Sei
que muito além do poema
onde tudo
quer dizer
quase tudo
é truque ou trapaça

Aqui
na carne, no atrito, na voz
rouca e grave
aqui mesmo
no tédio dos nossos hábitos
nosso sono e nosso hálito
fazemos promessas
que não cumprimos

Inserida por pensador

Gritar no escuro?
Com um toque suave e gélido,
Com um beijo tão puro,
Um jeito esquelético,
Vendo uma lua enorme no céu,
Perdido num cemitério,
Vendo eu com um vestido e véu
Na minha frente a morte? Tão sério,
Hoje minha vida se excita?
Casei com a morte!
Muito loko não é, o bolo tendo uma foice?
Mas, belo corte!
Este bolo com o formato da foice.

Inserida por DeadfelizorDeadtrist

Um rio vem da nascente,
seja ela de onde for,
as lágrimas que brotam na gente,
quase sempre são por amor!

Inserida por neusamarilda

23

Chorando na calçada
Com as mãos nos bolsos
Porque ainda busco
O que procurar.
Vivendo emperrada
No meu calabouço
Porque não há ninguém
Salvo a nos salvar.
Enxugando a cara quando passam perto
Ela morreu em um incrível deserto
Que diziam ser casa
Para se encontrar.
Engolindo velas pelo passo certo
Apagando chamas pelo céu aberto
Ela não sabe mais
Como se queimar.
Pomada, pomada
E estão todos anestesiados
Ninguém conversou
Então
Ninguém achou
A cura para os mudos
Cansados.
Chegou a época de ouro
Da caça ao maldito tesouro
E o monte de luz veio
Para nos cegar.
Endurecendo de tanto sorrir
E esquecendo que só vale
O que, se for,
Nos fará chorar.
Chegou a fase do acerto
Pedra que todos dizem lapidar:
Mas ninguém tem coragem
De trocar sangue para ver durar.
Chegou a era do torto patrono
Nem mesmo ela pôde escapar da acidez
Ela quer tanto não errar
Que quase não sabe mais tentar
Aos 23.
Estão todos desaparecidos
De tão achados por si
E dizem ser amor-próprio
Sair cortando o que acudir.
Distante do precisar
Discurso de (des)querer
E a independência veio nos isolar.
Chegou a época da chuva
Eles abriram guarda-chuvas
(Ao meu redor)
Muito velhos para crescer
E acabam novos só para murchar.

(Vanessa Brunt)

Inserida por poeticos

Indecisão

Felicidade teria sido
amar-te "pra sempre",
E no sempre viver refém,
das nuances do tempo,
da somente amizade,
do fim?

Ou essa vazão estonteante de paixão,
Nunca antes vista.
Fez mais bem do que mal,
Ao ser interrompida?

Cravou na mente, na alma,
O amargo do mais puro amor reprimido
que nenhum Azevedo traduz em poema.
O adulto de coração jovem, inexperiente.
Sensação de amadurecimento tardio.

Na memória, ela transcende o tempo.
E faz da vontade sem tempo,
Para termos até mesmo vontade de ser, amigos novamente.
Ou será o medo?

Inserida por Preterido

"Amar, amiúde,
é infinda aprendizagem.
É fechar-se em ataúde.
É abrir-se à eternidade."

"Pétalas"
CORTEZÃO, Marta, B. "Banzeiro Manso". Gramado (RS): Porto de Lenha Editora, 2017, p. 44)

Inserida por marta_cortezao

"E a palavra suicida
precipitou-se,
desesperadamente,
da boca
e caiu
no mundo...
Estraçalhou-se
em verbo
e foi ser Vida."

"Verbum"
CORTEZÃO, Marta, B. "Banzeiro Manso. Gramado (RG): Porto de Lenha Editora, 2017)

Inserida por marta_cortezao

No brilho das estrelas, encontra-se a imensidão da vida.
No brilho do sol, encontra-se a exuberância de existir.

Inserida por eloapra

Quando os sentimentos se apaziguam,
A paz realça a alma.
Tornando aquilo que, sem sentido
Encontra o contentamento.
Sustenta a vida.
Recebe o inusitado.
Aceita a espontaneidade.
Porque do caos basta a organização linear do sentido.

(a singela coerência em ser incoerente)

Inserida por eloapra

Se a vida é para ser vivida,
Sustentada pelo seus próprios pés,
Atravessando pelo caminho que lhe é dado,
Atravesse.
Porque se existe uma falta de sentido,
A vida será o que você vê.

Inserida por eloapra

Num vazio, quase cheio.
Completo, repleto.
Repleto de mim.
Repleto do mundo que há em mim.
Completam-se as linhas.
Fecham-se os furos.
Indicam-se as entradas.
Iluminam-se as saídas.

Inserida por eloapra

Para aqueles que buscam o céu, o infinito é pouco.
Para aqueles que buscam o chão, a dureza é elementar.
Para aqueles que buscam o vôo, a leveza é parte.
Para aqueles que buscam o sol, a lua é caminhar.
Para aqueles que buscam a vida, a imaginação é realidade.

Inserida por eloapra

Agradece o que vem.
Agradece pelo o bem.
(mesmo quando esse bem trás sua ausência, seu oposto)
Na limitação da vida...
Agradece pela imperfeição.
(porque é justamente nas faltas que se constrói)
É na ausência que se completa o que não se seria capaz.
Agradece aqueles que...
a vida deram
a luz acenderam
a mão estenderam.

Inserida por eloapra

Na tentativa de me ver
Vejo o outro em mim
Se tenho todos dentro de mim
Sou um pouco de tudo
De tudo... um pouco.

Inserida por eloapra

ode cair o céu
o mar me afogar
As pessoas me amarem
Me odiarem
Ou me baterem
Mas em nenhum instante
Tirei você dos meus pensamentos
Pode o inferno chegar
A bebida acabar,
O cigarro apagar
Você permanece eterno.
Em todos os momentos
Em todos os lugares.

Inserida por Escritavelha_

"Todo medo estampado em sua face, é a verdade presa em seu coração.
Transborde, inunde até afogar o desconhecido em lágrimas, rumo a liberdade".

Robson Gomes

Inserida por BATIKIS

Profanum

Despedaço, aquarelo-me em uma profusão de cores, liquidifico-me gota a gota, oceanando-me em poças irreflexivas, profundas e breves.
Transbordo-me em catarses silenciantes.
Em busca da vã quimera que me sustente.
Da ventania exasperada que me faça companhia, nos decadentes degraus solitários da porta entreaberta da catedral da vida.
Afoito por estrelas cadentes, nos véus dos céus de carbono
Emaranhando-me as raízes e ao concreto podre, retorno a terra, em uma liturgia profana.
Tornado-me o adubo de um infinito incerto.
reexisto.

Inserida por inexoravel