Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Não são vilões que eu incorporo. Tudo isso faz parte da estrutura desse vaso ruim aqui. Que diferente do ditado, já caiu e quebrou. Hoje usa materiais inquebráveis e aderiu ao super-bonder. É assim que funciona. Eu não fiz por mal, mas foi um grande equívoco eu acreditar que pudesse viver de médias expectativas e sensações. Eu pra sempre serei a melhor amante, a pior inimiga, a maior injustiçada, a mais apaixonada, o teu mais terrível pesadelo, ninguém no mundo sofrerá mais do que eu e tão pouco poderá ser mais feliz.
Desse jeitinho mesmo. Potencializado e cheio de exagero.

(fragmento de um texto longo demis, mas eu gosto dessa parte)

Um dia você vai crescer. Não como cresce na semana em que me afasto, crescerá maior que eu.
Terá na voz um gole grosso de maturidade adquirida sem vontade. Terá nos olhos a mesma infância e alegria mansa que vejo hoje e assuntos adultos para argumentar contra mim.

Senhor
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm

Oswald de Andrade
Andrade, O. Primeiro Caderno do Aluno de Poesia Oswald de Andrade, 1927

Quando sentir vontade de chorar, plante uma bananeira, assim as lágrimas não irão cair.
(Hua Ze Lei)

⁠Não é preciso ser um quarto
para ser mal-assombrado.
Nem é preciso ser uma casa;
A mente tem corredores que superam
qualquer lugar concreto.

Emily Dickinson
The Poems of Emily Dickinson.

E então ela perguntou:
– Você está bem?
Eu pensei em falar:
"Não, não estou bem. Meu coração está dilacerado de tristeza, não aguento mais tanta saudade, estou a ponto de morrer de tanta dor por estar longe de você..."
Mas respondi, apenas:
– Sim. Eu estou bem!

Tempo é a vida passando que não volta mais.
Perder tempo é perder vida. Deixar de avançar por causa de medo, desconfiança, covardia, complexos, acomodação é desperdiçar tempo e desperdiçar vida.

Eu me amo. Em primeiro lugar e acima de tudo. Não, não estou sendo narcisista.. Me amo porque me aceito, porque aprendi a gostar de cada pedacinho de mim, e, convenhamos, não foi muito fácil. Todos os defeitos tão aparentes eu tive que engolir. Sim, me olhar no espelho e ver coisas que julgo desagradáveis e tentar vê-las de forma diferente não foi fácil. Saber que algumas atitudes e maneiras de pensar adquiridas com o tempo estavam me prejudicando também não. Mas é tudo isso que esta construindo minha personalidade, todos os meus defeitos e minhas qualidades. Minha impaciência e a minha dedicação formam meu jeito, e me orgulho disso. Sim, me orgulho das coisas não tão boas também.. Não que eu não queira mudá-las, mas algumas não valem a pena tamanho esforço. Porém há certos detalhes que todos os dias busco aprimora-los.. E realmente não é fácil, então por vezes eu os aceito. Não como fraqueza, mas como uma forma de me fazer mais feliz.
Antes de eu amar qualquer coisa, seja meu cachorro, meu quarto ou aquela pessoa especial eu resolvi dedicar boa parte do meu amor pra mim mesma. E junto com esse amor vem um pacote de coisas: cuidado, carinho, dedicação, valorização.. Tudo isso pra mim, tem coisa melhor? Tem, sei que tem. Melhor que isso é poder entregar um pouco desse amor todo pra outra pessoa também, pra outra pessoa que também te ame. Porque então o amor fica o dobro, trazendo até um presente a mais: FELICIDADE! Que pra mim anda sendo aquilo que transborda pelos olhos..

Um dos benefícios de ter filhos é saber que a juventude não morre ou desaparece, ela só é passada para uma nova geração.
Dizem que quando um pai morre, o filho sente sua própria mortalidade, mas quando um filho morre é a imortalidade que os pais perdem.

Não permitais que eu caminhe em vão.
Não permitais que eu trabalhe em vão.
Não permitais que eu me misture com os preconceituosos.
Não permitais que eu deixe a companhia dos virtuosos.
Não permitais que eu me deixe levar pela ira.
Não permitais que eu me desvie da bondade.
Não permitais que me preocupe com este dia ou com o dia seguinte.
Concedei-me tal riqueza, ó Senhor!

Renove,
Reinvente,
Repense!

Seja diferente para não cair na armadilha de ser uma cópia de si mesmo.

Entre pausas e silêncios,
barulhos de uma mente calada e cansada.
Não é ausência — é excesso contido.
Pensamentos que ecoam baixo,
como quem pede descanso sem saber pedir.
Aqui estou.
Não para explicar,
nem para resistir.
Apenas para permanecer
até que o silêncio
deixe de ser abrigo.
Inteira no cansaço,
presente no intervalo,
aprendendo a existir
sem ruído.

Talvez o pior não seja errar,
mas apontar no outro aquilo
que ainda não tivemos coragem
de encarar em nós.

Julgamos para não sentir,
acusamos para aliviar o peso,
transferimos a culpa
na tentativa de nos absolver.

Mas o que é empurrado para fora
continua morando dentro.
E enquanto o erro tiver rosto alheio,
a mudança seguirá adiada.

Lugar Secreto


Meu lugar secreto não é refúgio,
é onde me escondo quando o medo me encontra primeiro.
Ali estou aprisionada,
não por grades visíveis,
mas por silêncios que se repetem
e pensamentos que me paralisam.


Há um peso que não sei nomear,
mas que me impede de seguir.
Não é falta de desejo,
é excesso de cansaço.
O corpo até permanece,
mas a alma hesita.


Quis asas.
Quis distância suficiente
para não lembrar,
para não tocar no que ainda dói.
Mas fiquei.
Não por coragem,
mas por medo de ir
e por não saber quem eu seria do outro lado.


No meu lugar secreto,
aprendi a sobreviver em pausa.
A respirar raso.
A esperar que o tempo resolvesse
o que eu não consegui enfrentar.


Ainda assim, há fé.
Pequena, silenciosa,
mas firme o bastante
para não me deixar desistir.
Minha esperança não está em fugir,
mas em Deus,
que me encontra exatamente aqui,
onde estou paralisada
e já não consigo fingir força.


Se não consigo seguir,
que Ele me sustente.
Se não consigo voar,
que seja descanso.
Talvez o recomeço não seja partir,
mas permitir que Deus me alcance
no lugar onde permaneci.

A vida não tem sido justa.
E dizer isso em voz alta já cansa.
Porque não é reclamação,
é constatação de quem tentou permanecer inteira
mesmo quando tudo parecia exigir mais do que havia.
Já não sei mais o que busco.
Os nomes se perderam no caminho,
os sonhos ficaram difusos,
as certezas não acompanharam o tempo.
Só sei que preciso descansar.
Mas nem sei de quê.
Talvez da esperança que lutei para manter,
das versões de mim que precisei sustentar,
das expectativas que carreguei em silêncio.
Acho que preciso descansar de mim.
Da mente que não silencia,
do coração que sente demais,
da coragem forçada
de quem continua mesmo sem forças.
Se Deus me permitir,
que o descanso não seja fuga,
mas cuidado.
Que eu possa repousar sem culpa,
existir sem me explicar,
respirar sem me exigir.
Hoje não peço caminhos claros.
Peço abrigo.
Porque às vezes,
o maior ato de fé
é admitir o cansaço
e confiar que Deus ainda sustenta
quando já não sei nem o que pedir.

Cada dia é, sim, uma despedida silenciosa.
De versões nossas que não voltam, de instantes que não se repetem, de palavras que escolhemos dizer, ou calar.


Talvez a pergunta não seja apenas como queremos ser lembrados,
mas como estamos vivendo enquanto ainda estamos aqui.


Ser lembrado pelo afeto que oferecemos.
Pela presença que não pesou, mas acolheu.
Pelas palavras que curaram mais do que feriram.
Pelo olhar que viu o outro inteiro, não só por partes.


Porque, no fim, não ficam os grandes feitos,
ficam os gestos simples carregados de verdade.
O cuidado. A escuta. O amor possível.


E você,
se hoje fosse uma despedida,
o que deixaria vivo em quem cruzou o seu caminho?

Havia uma mulher que colecionava silêncios.
Não porque gostasse deles, mas porque eram o único lugar onde conseguia descansar o coração.

Todas as noites, ela deixava uma vela acesa na janela. Não era para iluminar a rua, era um aviso para si mesma: ainda havia esperança acordada dentro dela.

Um dia, o vento entrou sem pedir licença e apagou a chama. A mulher pensou que tudo tinha acabado.
Mas foi no escuro que ela percebeu: o calor não vinha da vela, vinha dela.

Desde então, aprendeu a caminhar mesmo quando a luz falta — levando no peito o que nunca se apaga.

Rabiscos são o jeito que encontrei de não desaparecer.
Em cada frase, um pedido de ajuda que não sabe gritar.
Quem aprende meus limites, aprende também
a medida exata do cuidado.
Assim, talvez consiga me resgatar…

Quem me conheceu de verdade
saberá que não era força o que faltava,
era cuidado.
O resgate nunca exigiu heroísmo,
apenas consciência dos meus limites.
Assim, talvez…

POV:
Eu não precisava ser salva à força.
Precisava ser vista.
Quem me conheceu de verdade
sabia onde eu cessava,
onde o peso começava,
e ainda assim escolheu a pressa,
não o cuidado.
O resgate nunca foi sobre coragem.
Foi sobre atenção.
Sobre permanecer quando não era fácil me mover.
Talvez, se meus limites tivessem sido respeitados,
eu não tivesse precisado me perder
para tentar me encontrar.