Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
"Ausencietude"
Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.
Inteiro...
Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.
Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.
Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.
Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.
Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.
Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.
Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.
As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.
Eu entendi.
E não te culpei.
Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.
Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.
Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.
Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.
Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.
Eu te amei.
E ainda amo.
Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.
O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.
Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.
Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.
Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.
Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.
Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.
Atenção
A fofoca não nasce do acaso.
Ela surge onde o caráter falha e onde o silêncio deveria prevalecer.
Falar de alguém ausente não é apenas um ato social —
é uma exposição involuntária de si mesmo.
Quem pratica isso revela, sem intenção, a fragilidade da própria honra.
Mais preocupante, porém, é quem escuta e permanece confortável.
O ouvido que aceita o erro se torna cúmplice dele.
Na ausência de rejeição, há consentimento.
Não há complexidade nisso.
Quem fala de outros diante de você, inevitavelmente falará de você diante de outros.
É um padrão humano simples, repetido sem exceções.
O caráter verdadeiro não se manifesta em palavras elevadas,
mas em escolhas silenciosas.
Na recusa firme ao que é indigno.
Na disciplina de não participar do que enfraquece a confiança entre as pessoas.
Por isso, mantenha postura.
Recuse a fofoca — não por aparência, mas por princípio.
No fim, não é sobre o outro.
É sobre quem você decide ser quando ninguém está sendo observado.
Atenção.
A maledicência não é um fenômeno trivial — é uma manifestação inequívoca de desordem moral.
Não se trata de palavras lançadas ao acaso, mas de uma escolha consciente que expõe a estrutura ética de quem a pratica.
Ao falar do ausente, o indivíduo não descreve o outro — ele se revela.
Cada frase carrega mais informação sobre quem emite do que sobre quem é alvo.
Ainda mais significativo é o papel de quem escuta.
A aceitação silenciosa não é neutralidade, mas validação.
Onde não há recusa, há consentimento.
O padrão é invariável.
Aquele que hoje utiliza terceiros como objeto de discurso, amanhã utilizará você.
Não por exceção, mas por coerência comportamental.
Caráter não reside naquilo que se declara, mas naquilo que se recusa a fazer.
É uma estrutura de decisões, não de discursos.
Manifesta-se, sobretudo, na capacidade de rejeitar o que é conveniente, porém indigno.
A maledicência, nesse sentido, não corrói apenas reputações —
corrói o próprio tecido de confiança que sustenta qualquer relação humana minimamente estável.
Portanto, a posição correta não é ambígua.
Recusar é preservar-se.
Aceitar é degradar-se.
No fim, o elemento central não é o conteúdo da fala,
mas a integridade de quem escolhe falar — ou calar.
Desistências.
Deixei de viver vários Amores.
Por eu, não acreditar em mim.
Por não acreditarem mim.
Por distâncias a percorrer e eu as percorri.
Por encontros, jamais acontecidos,
Por.... vai saber...
O que poderia ter sido se
Tivéssemos, nos encontrado?
Aondenós estaríamos?
E o que nos teria acontecido?
O ser dito "humano" não se julga ou não se entende capaz de algo sem a ajuda alheia. Raros são os que acreditam serem capazes de caminhar e de entender as forças que o cercam.
A vida tem estradas invisíveis de luz e de completa escuridão.
O livre-arbítrio é esse divisor. Vc não o enxerga, mas ele está ali para os que o percebem no sentir. Faz-se necessário comunhão com a vida e o bem-querer.
Ode de despedida
As árvores da minha terra
já não morrem em pé…
morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.
Nos auges dos meus 30 anos,
depois de tantas camadas que a vida me vestiu e despiu,
não imaginei que, numa sexta qualquer,
eu estaria assim… sonhando acordada.
Sonhando simples.
Sonhando manso.
Sonhando viver às margens do São Francisco,
com o tempo desacelerado,
o coração em paz
e você ao meu lado.
Um café quente nas mãos,
o vento leve tocando a alma,
e o amor
sem pressa, sem ruído
apenas sendo.
Porque, no fim,
de tudo que a vida constrói e desconstrói,
é nesse quase nada
que mora o tudo.
Janiele Gomes
“Quer namorar comigo?”, eu perguntei.
Ele respondeu: “Não, eu gosto de outra pessoa.”
“Ah, foi brincadeira”, eu disse.
Conexão P.2
Essa conexão sem nome… eu encontrei alguém diante de quem minha mente não precisa usar máscaras.
O dia em que você disser que gosta de mim como eu gosto de você, eu serei muito feliz.
Mas talvez esse dia nunca chegue, e mesmo assim esse sentimento continua aqui.
Conexão P.3
Esse sentimento continua aqui, sendo gravado em palavras, palavras ditas ou não ditas.
O vazio preenche minha mente, e a conexão ecoa no centro da escuridão da minha subconsciência.
Ela pulsa como meu coração, é vermelha como meu sangue, castanha como meus olhos.
E eu consigo ver dentro de mim.
O Silêncio do relógio:
O medo que eu sentia se desfez no cansaço,
eu já não tenho medo da morte, nem do fim.
Antes eu tinha, mas hoje o tempo é escasso,
e o peso do que carrego já transbordou de mim.
Eu desconto a minha dor nas pessoas, eu sei,
e por isso eu evito me aproximar delas agora.
No silêncio dos muros que eu mesmo levantei,
espero o momento de, enfim, ir embora.
Pois algum dia ficarei off-line para o resto da vida,
uma ausência que o mundo não saberá explicar.
E na alma cansada, uma certeza incontida:
sei que não existe uma cura para a minha doença,
apenas o silêncio que me ensina a parar.
🌹Mulheres que inspiram🌿
Mulheres fortes não precisam gritar,
elas caminham — e o mundo escuta.
Não disputam brilho,
porque sabem que a luz que carregam
não ofusca, ilumina.
Trazem na postura a coragem,
no olhar a firmeza,
e nos gestos a suavidade
de quem conhece o próprio valor.
Não competem entre si,
porque entendem que força de verdade
é saber admirar, aprender, elevar.
Quando uma cresce,
todas florescem um pouco mais.
Mulheres fortes inspiram
porque são espelhos e pontes,
raízes e asas,
elas não apenas andam —
elas abrem caminhos.
Mulheres fortes não competem entre si,
porque entendem que força de verdade
é saber admirar, aprender, elevar.
Quando uma cresce,
todas florescem um pouco mais.
Não use ninguém como muleta emocional pra se sentir vivo
reconstrua-se sozinho,
mesmo que devagar,
mesmo que as mãos tremam
e o silêncio doa.
Uma pessoa que se conhece
não brinca com os sentimentos alheios,
porque sabe o quanto demorou
para curar os próprios.
Não foge quando o sentimento aprofunda.
Permanece.
Fica porque sabe
que profundidade assusta
quem vive no raso.
🐛Renascer🦋
a dor faz parte da sua história,
mas não tem o direito de narrar o seu destino.
A sobrevivência é uma forma de coragem.
A cada vez que você respira mesmo com o peito apertado,
cada vez que você diz “hoje eu continuo”,
cada vez que você decide se olhar com mais gentileza
você está reconstruindo algo que o abuso tentou destruir.
Cicatrizes não são fracasso.
São provas de que você escapou.
São mapas de volta para você mesma.
E quando você entende isso,
o fantasma começa a perder força,
a sombra começa a perder tamanho,
e a luz começa a entrar.
Nem sempre perdoar significa permanecer;
às vezes, é preciso tornar-se inacessível não por orgulho,
mas para impedir que a ferida se repita.
Não somos terreno baldio
para o lixo afetivo de ninguém.
Quando a Paz é Prioridade”
A mulher elegante não disputa:
ela se retira.
Porque sabe quem é
e tem dignidade;
não precisa provar nada com palavras,
pois suas ações falam mais que discursos.
A mulher elegante não disputa
porque não desce ao nível.
Ela não disputa
porque entende que tudo tem limite.
Sabe conquistar o seu espaço
e, se o espaço não lhe pertence,
ela o deixa ir.
Não se complica,
não se prende a conflitos:
prefere o silêncio,
a resposta interior,
a força e o respeito próprio.
A mulher elegante não discute
com quem precisa da mentira
para sustentar a própria identidade.
Ela escolhe a paz.
Ela escolhe a si.
A mulher elegante não discute
com quem precisa da mentira
para sustentar a própria identidade.
Ela escolhe a paz.
Ela escolhe a si.
