Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Oxum falou:
Teu brilho não se apaga
porque nunca foi vela.
Não se lapida
porque já nasceu inteiro.
Quem sabe o que quer
não pede forma ao mundo.

Têm pessoas que surgem em nossas vidas para tentar nos fazer desacreditar no ser humano.
Mas não ceda!
Há sim, ainda, seres humanos que merecem nosso respeito, carinho e atenção. E são muitos!

Não tenho mais muito tempo para querer ser.
O melhor agora; é desfrutar o que me tornei.
(Nepom Ridna)⁠

[Verso 1]
Hoje eu vivo só pensando
Em cada minuto que não te toquei
Que não te beijei
Que eu desperdicei
Como se o tempo risse de mim

Essa distância que surgiu entre nós
Corta mais fundo do que eu confesso
Meu peito grita o que eu não digo
E eu me escondo atrás de um sorriso qualquer

[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você

[Verso 2]
Me consolo em músicas antigas
Cada palavra me lembra de nós
A melodia me abraça por trás
Mas às vezes cai pesado demais

Às vezes triste
Fica meu coração
Rodando em círculos
Feito oração
Repito teu nome baixinho
Como se fosse trazer você de volta

[Refrão]
Minuto que não te toquei
Vira um peso dentro de mim
Toda hora que eu não te beijei
Parece um mundo sem jardim
Meu coração não suporta
Essa fronteira entre eu e você
Os dias já não são os mesmos
E eu só sei
Amar e pensar em você

[Ponte]
Será que aí do outro lado
Você também sente esse vazio?
Ou aprendeu a andar sozinha(o)
Por caminhos onde eu não sigo?

Se um dia o mundo for gentil
E te trouxer de volta aqui
Eu vou guardar cada segundo
Pra nunca mais deixar fugir

[Refrão]

Contra o Tempo

Por que passas com pressa?
Descanse e espere o jantar.
Não se vá tão depressa
Se fores, não vou aguentar.

Sinto-me tão bem agora
Não sei porque insistes em ir
Dizes que chegou a hora
A hora que irás partir.

Descanse, amante que corre
Não vês que estou a amar?
Finges que a mim recorre
Mas me deixa a lastimar

Ah! Quando tudo dá errado
Tens mania de ficar
Com meu coração quebrado
Aí queres me consolar

Não, não quero seu amor!
É cheio de interesses
Me amas quando na dor
E na alegria me esquecestes

Descanse, ó tempo que corre!
Não vês que estou a amar?
Porém, vá e depressa transcorre
Se o meu amor me deixar.

⁠Memórias de um Lugar
Voltei a um lugar cujo nome eu sabia,
Mas ele já não me reconhece.
Hoje eu diria apenas um oi
Antigamente,
Eu falava sem medir as palavras.
O quarto antes cheio de cor,
Hoje parece estar vazio.
Sinto falta dos meus sonhos,
Do jeito que eu acreditava neles.
Sinto saudade das luzes da cidade,
Dos vagalumes á noite.
Das ruas cheias de vozes
Que agora parecem estar caladas.
Voltar não foi reencontro,
Foi perceber que não sou mais o mesmo
Que ja não cabia.
Que algumas coisas não se perdem
Apenas deixam de esperar.

Senti frio mesmo estando perto de você, moça bonita.
Não foi o vento, foi a ausência.
Percebi que os teus carinhos já não caminham na mesma direção que os meus,
que a sintonia se perdeu em algum silêncio não dito.


Não sei o motivo de tanta indiferença,
nem sei se quero saber.
Algumas verdades doem mais quando explicadas.


O frio que veio de você não foi acaso,
foi resposta.
E às vezes, aceitar o frio
é mais honesto do que insistir num calor que não existe mais.

Não crie minhocas na cabeça, crie sonhos.
Não fique ruminando achismos, insista no real.

Flávia Abib

A prece que desmascara

Na maioria das vezes, eu não peço bens.
Peço caráter.
Peço temperança.
Peço que meu coração seja tocado — e que isso me tire do lugar.

Porque oração que não move o corpo é apenas som bonito.

Ser melhor para si mesmo não é se poupar, é se corrigir.
É parar de se tratar como vítima eterna e assumir responsabilidade pelo próprio impacto no mundo.
Ser melhor para os outros, então, é sair da zona confortável da opinião e entrar no território do gesto.

Ser melhor é descer do carro quando ninguém desce.
É atravessar a rua quando todos desviam o olhar.
É carregar peso que não é seu só porque alguém não aguenta mais.

É ajudar quem está parado numa sinaleira,
quem não enxerga o caminho,
quem envelheceu carregando sacolas demais,
quem tem fome agora — não no discurso.

Não, isso não muda o mundo sozinho.
Mas quem usa isso como desculpa para não fazer nada
já decidiu ser parte do problema.

Eu não sinto prazer em ser ajudado.
Sinto em ajudar.
Porque ajudar revela quem você é quando não há plateia.

É sair de casa de madrugada por um amigo numa estrada perigosa.
É colocar o vizinho doente no carro sem perguntar o que vai ganhar.
É entender que bondade não é moeda de troca nem estratégia de imagem.

Por isso, se você vive para si, algo deu errado.
Se prega bondade em rede social, mas não se move quando ela custa tempo, conforto ou risco,
uma das suas missões está errada.

O mundo não precisa de mais gente opinando sobre o bem.
Precisa de gente praticando.

No fim, minha oração não pede que Deus me dê mais coisas.
Ela pede que Ele me tire desculpas.
Que me faça menos discurso e mais atitude.

Porque passar pela vida sem aliviar o peso de ninguém
não é neutralidade.
É omissão.

E essa, sim, é uma escolha.

O que trava o seu caminho é você querer manter os 2 pés no chão!
Você não nasceu para ser uma árvore! Mova-se!


Dreah Rozène

Você não é obrigada a mudar.
Mas, é necessariamente obrigada a lidar com a escolha de ficar onde está!


Dreah Rozène

Falar de você não é tão simples assim. Não é fácil descrever algo que eu não consigo medir o que significa pra mim e nem expressar tudo o que eu sinto, eu simplesmente amo e vou amar pra vida toda. Gostar de você é uma passagem de ida pra felicidade, estar ao seu lado é não querer mais voltar pra realidade, e todas às vezes que eu busco entender o porquê disso nunca chego a uma conclusão, eu só me apaixono mais uma vez e o meu amor por você cresce de forma rotineira. Me perdoe pelas vezes que fui falha ou te deixei de certa forma magoado. Eu quero cuidar de você, e além de tudo quero te fazer feliz, assim como você me faz só de me olhar com esse olhos cor de mel. Me encanta quando você para pra me olhar e você sabe. Desde os piores desentendimentos às melhores risadas, eu sou grata por todos os momentos ao seu lado e principalmente por ser exatamente VOCÊ o homem da minha vida.


Eu amo você, vida


Muitos...

No Olhar do Sábio


No olhar profundo de um sábio, calmo e raro,
Não há respostas, nem um simples amparo.
Há um silêncio que é prece e é perguntas,
Onde o Eterno e o humano levantam suas pontas.


De um lado, o Homem, feito de terra e temor,
Com o peso na alma e um quieto fervor.
Do outro, o Infinito, a voz sem qualquer som,
Que desenha mundos no mais fundo dom.


É neste abismo, nesta fronteira estreita,
Que a alma se perde e, perdida, se aceita.
O sábio não fala, apenas contempla a trilha
Onde a alma e a razão, enfim, se encontram.


Não é um debate, nem um duro questionário,
É o suspiro da terra buscando o seu sólio.
É a mão que se abre, vazia e serena,
Aguardando a resposta que acalma ou que envenena.


No olhar do sábio, a dualidade cessa:
D'us e o Homem na mesma quietude acesa.
E quem o encara, por um instante breve,
Vê a ponte impossível que o silêncio tece.
Cristina Santana

Gosto de sentir, tocar, amo te amar
Teu cheiro é fragrância que não cabe em frasco
Teu doce os confeiteiros não tem
Essa arte o museu não possui
Você é arte mais doce que tive o prazer de experimentar

Eu não sei exatamente o que sinto.
E talvez esse seja o sentimento.

Há algo em mim que observa a vida
como quem encosta a testa no vidro
e não entra.

Penso demais.
Sinto antes de entender.
E quase nunca entendo.

Carrego uma estranheza mansa,
uma lucidez que cansa,
como se existir exigisse
atenção o tempo todo.

Às vezes sou profunda demais
para momentos rasos.
Às vezes sou simples demais
para explicações longas.

Não é tristeza.
É consciência.
Essa percepção silenciosa
de que a vida acontece
enquanto eu me pergunto
o que exatamente está acontecendo dentro de mim.

E sigo.
Não porque sei para onde,
mas porque parar
seria sentir ainda mais.

A depressão não grita.
Ela senta.
E fica.

É um cansaço que não passa dormindo,
uma tristeza sem espetáculo,
uma ausência de vontade
até do que antes doía.

Acordo e já estou atrasada da vida.
Não triste exatamente
vazia de impulso.

Tudo continua existindo fora de mim
com uma normalidade ofensiva.
O mundo funciona
enquanto eu esforço
o simples ato de estar.

A depressão não é querer morrer.
É não saber muito bem
como continuar viva
do jeito que se espera.

Penso menos no futuro.
Não por falta de sonho,
mas porque sonhar
exige uma energia
que agora me falta.

Há momentos de lucidez
que doem mais que a dor.
Percebo tudo.
E mesmo assim
não consigo mover.

Não é drama.
É química, é história, é silêncio.
É o corpo pedindo pausa
e a alma sem voz
para explicar.

E ainda assim,
respiro.
Não por esperança grandiosa,
mas por hábito,
por instinto,
por essa teimosia mínima
de continuar
mesmo sem saber por quê.

Talvez isso seja viver agora:
seguir em estado bruto,
com menos luz,
mas ainda aqui

A ansiedade não anuncia perigo.
Ela antecipa.

É o corpo em estado de alarme
sem ameaça visível,
o coração correndo
sem saber de quê.

O pensamento não descansa.
Ele vigia.
Projeta cenários,
prevê quedas,
ensaia perdas
que talvez nunca aconteçam.

A ansiedade mora no depois.
No “e se”,
no quase,
no que ainda não é
mas já pesa.

Há uma pressa constante,
mesmo quando nada acontece.
Um cansaço que não vem do esforço,
mas da espera tensa.

Respirar vira tarefa consciente.
Relaxar parece descuido.
A mente confunde controle
com sobrevivência.

Por fora, tudo segue normal.
Por dentro,
há um excesso de futuro
ocupando o presente.

A ansiedade não quer machucar.
Ela quer proteger
só não sabe quando parar.

E assim permanece:
alerta demais para descansar,
sensível demais para ignorar,
tentando manter tudo sob controle
num mundo
que nunca prometeu estabilidade.

Há vozes que não pedem entrada.
Elas chegam
com a firmeza do que é real.

O que se vê não parece imaginação.
Tem forma, intenção, sentido.
Negar seria ilógico
quando tudo se apresenta
com tanta convicção.

O delírio organiza o mundo.
Costura sinais,
dá motivo aos gestos,
explica o que ninguém explicou.

A alucinação não confunde
ela afirma.
E quem vive isso
não está sonhando,
está experienciando.

O mais difícil
não é perder a realidade,
mas viver em uma
que não é compartilhada.

Texto de Encerramento
Eu não entendi o motivo do fim,
e talvez nunca entenda.
Mas hoje eu reconheço que a ausência também fala,
e o silêncio também encerra.


Eu fiz o melhor que pude,
com a maturidade, a consciência e o amor que eu tinha naquele momento.
Não fui morno, não fui raso, não fui negligente.
Fui inteiro.


Se isso não foi suficiente para que o outro ficasse,
não transforma minha entrega em erro,
nem meu amor em excesso.
Revela apenas um limite que não era meu.


O abandono dói porque houve verdade.
Porque houve presença.
Porque houve intenção.
E eu não vou usar essa dor para me diminuir.


Eu encerro este vínculo sem negar o que existiu.
Honro o que foi vivido,
mas aceito que não continua.


Eu não preciso de explicações que não vieram
para seguir adiante com dignidade.
O que me foi dado já é informação suficiente.


Eu solto a espera.
Solto a tentativa de ser escolhido novamente.
Solto a necessidade de provar valor a quem não permaneceu.


O amor que ofereci continua sendo meu.
Ele não se perde porque não foi acolhido.


Eu sigo em frente não porque foi fácil,
mas porque fui verdadeiro.
E isso basta.

Você não muda o mundo.
Você muda sua forma de estar nele.
E isso muda tudo o que importa.
- Livro O que sobra dos dias